{"id":43718,"date":"2018-09-12T09:53:46","date_gmt":"2018-09-12T12:53:46","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=43718"},"modified":"2018-09-12T10:00:36","modified_gmt":"2018-09-12T13:00:36","slug":"papa-a-verdadeira-liberdade-e-o-amor-verdadeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-a-verdadeira-liberdade-e-o-amor-verdadeiro\/","title":{"rendered":"Papa: a verdadeira liberdade \u00e9 o amor verdadeiro"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">&#8220;O amor verdadeiro \u00e9 a verdadeira liberdade, pois desapega da posse, reconstr\u00f3i as rela\u00e7\u00f5es, sabe acolher e valorizar o pr\u00f3ximo, transforma todo esfor\u00e7o em um dom alegre e torna-o capaz de comunh\u00e3o. O amor torna livres mesmo na pris\u00e3o, ainda se fracos e limitados\u201d, disse Francisco.<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Jackson Erpen \u2013 Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>O amor verdadeiro \u00e9 a verdadeira liberdade. A escravid\u00e3o do pr\u00f3prio ego aprisiona mais do que uma pris\u00e3o, mais do que uma crise de p\u00e2nico, mais do que uma imposi\u00e7\u00e3o de qualquer g\u00eanero. Assim, o terceiro mandamento nos convida a celebrar no repouso a liberta\u00e7\u00e3o, trazida por Jesus.<\/p>\n<p>Na catequese da Audi\u00eancia Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco voltou a refletir sobre os dez mandamentos, retomando o terceiro, sobre o repouso,\u00a0 sobre o qual havia come\u00e7ado a falar na semana precedente.<\/p>\n<p>Dirigindo-se aos 12 mil presentes na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro, Francisco come\u00e7ou explicando \u201cuma preciosa diferen\u00e7a\u201d existente entre o Dec\u00e1logo publicado no Livro do \u00caxodo e aquele publicado no Livro do Deuteron\u00f4mio. Enquanto no primeiro o motivo do repouso \u201c\u00e9 a b\u00ean\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o\u201d, no segundo \u00e9 comemorado \u201co fim da escravid\u00e3o\u201d. \u201cNeste dia \u2013 observa &#8211; \u00a0o escravo deve repousar como o patr\u00e3o, para celebrar a mem\u00f3ria da P\u00e1scoa da liberta\u00e7\u00e3o\u201d, e acrescenta:<\/p>\n<p><i>\u201cOs escravos, na verdade, por defini\u00e7\u00e3o, n\u00e3o podem descansar. Mas existem tantos tipos de escravid\u00e3o, quer exteriores como interiores. Existem restri\u00e7\u00f5es externas como \u00a0as opress\u00f5es, as vidas sequestradas pela viol\u00eancia e por outros tipos de injusti\u00e7a. Existem depois, as pris\u00f5es interiores, que s\u00e3o, por exemplo, bloqueios psicol\u00f3gicos, os complexos, os limites de car\u00e1ter e outros mais<\/i>\u201d.<\/p>\n<p>\u201cExiste repouso nessas condi\u00e7\u00f5es?\u201d, pergunta o Papa. \u201cPode um homem preso ou oprimido permanecer livre? E pode uma pessoa atormentada por dificuldades internas ser livre?\u201d.<\/p>\n<h2>Miseric\u00f3rdia traz liberdade interior<\/h2>\n<p>Francisco responde dizendo que existem pessoas que, mesmo no c\u00e1rcere, \u201cvivem uma grande liberdade de esp\u00edrito\u201d. Para ilustrar sua afirma\u00e7\u00e3o, cita S\u00e3o Maximiliano Kolbe e o cardeal Van Thuan, \u201cque transformaram obscuras opress\u00f5es em locais de luz. Assim como pessoas marcadas por grandes fragilidades interiores, que por\u00e9m conhecem o repouso da miseric\u00f3rdia e sabem transmitir isso\u201d:<\/p>\n<p>&#8220;A miseric\u00f3rdia de Deus nos liberta e quando voc\u00ea se encontra com a miseric\u00f3rdia de Deus tem uma grande liberdade interior e tem capacidade de transmiti-la. Por isso \u00e9 importante ser aberto \u00e0 miseric\u00f3rdia de Deus para deixar de ser escravo de si mesmo&#8221;.<\/p>\n<h2>A verdadeira liberdade<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>O que \u00e9 ent\u00e3o a verdadeira liberdade?<\/p>\n<p>A liberdade de escolha, fazendo aquilo que se deseja, \u201cn\u00e3o basta para ser realmente livres, e tampouco felizes. A verdadeira liberdade \u00e9 muito mais\u201d, afirma, explicando:<\/p>\n<p>\u201c<i>De fato, h\u00e1 uma escravid\u00e3o que aprisiona mais que uma pris\u00e3o, mais do que uma crise de p\u00e2nico, mais do que uma imposi\u00e7\u00e3o de qualquer tipo: a escravid\u00e3o do pr\u00f3prio ego.\u00a0 Aquelas pessoas que parece que durante todo o dia est\u00e3o se refletindo no espelho para ver o ego. E o pr\u00f3prio ego tem uma estatura mais alta que o pr\u00f3prio corpo. S\u00e3o escravas do ego&#8221;.<\/i><\/p>\n<h2>O ego, um torturador<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>&#8220;O ego &#8211; observa Francisco &#8211;\u00a0 pode se tornar um torturador que tortura o homem onde quer que esteja e lhe causa a mais profunda opress\u00e3o, aquela que se chama &#8220;pecado&#8221;, que n\u00e3o \u00e9 uma simples viola\u00e7\u00e3o de um c\u00f3digo, mas fracasso da exist\u00eancia e condi\u00e7\u00e3o de escravos\u201d.<\/p>\n<p>O pecado, no final das contas &#8211; explica &#8211; \u00e9 dizer e fazer ego: &#8220;Eu quero isto, isto, isto e n\u00e3o me importa se existe um limite, se existe um mandamento, nem mesmo me importa se existe amor. Ego! Este \u00e9 o pecado.&#8221; Pensemos nas paix\u00f5es humanas:<\/p>\n<p>&#8220;<i>O guloso, o lascivo, o avarento, o zangado, o irasc\u00edvel, o invejoso, o pregui\u00e7oso, o soberbo, e assim por diante,\u00a0 s\u00e3o escravos de seus v\u00edcios, que os tiranizam e os atormentam. N\u00e3o h\u00e1 tr\u00e9gua para o guloso, porque a gula \u00e9 a hipocrisia do est\u00f4mago, que nos faz acreditar que est\u00e1 vazio. O est\u00f4mago hip\u00f3crita nos faz gulosos, somos escravos do est\u00f4mago hip\u00f3crita. N\u00e3o h\u00e1 tr\u00e9gua para o guloso<\/i>&#8220;.<\/p>\n<p>E o lascivo, que deve viver de prazer, a \u00e2nsia de possuir destroi o avarento, sempre acumulando dinheiro, fazendo mal aos outros.\u00a0<i>\u00a0<\/i>O\u00a0fogo da ira e o caruncho da inveja arru\u00ednam as rela\u00e7\u00f5es; a pregui\u00e7a que evita qualquer esfor\u00e7o torna incapazes de viver; o egocentrismo soberbo escava um fosso profundo entre si e os outros.\u201d<\/p>\n<p>E as pessoas invejosas. &#8220;Os escritores dizem que a inveja deixa amarelo o corpo e a alma. Como quando uma pessoa tem hepatite fica amarela, os invejosos tem amarela a alma, porque nunca podem ter o frescor da sa\u00fade da alma. A inveja destroi&#8221;.<\/p>\n<h2>Celebrar no repouso a liberta\u00e7\u00e3o em Jesus Cristo<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>\u201cQueridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, quem \u00e9, portanto, o verdadeiro escravo? Quem \u00e9 aquele que n\u00e3o conhece repouso? Quem n\u00e3o \u00e9 capaz de amar!\u201d<\/p>\n<p>O Senhor Jesus nos liberta da escravid\u00e3o do pecado, tornando o homem capaz de amar. Assim, o terceiro mandamento nos convida a celebrar no repouso esta liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>O verdadeiro amor<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>O verdadeiro amor, portanto,\u00a0 \u00e9 a resposta para a pergunta \u201co que \u00e9 a verdadeira liberdade?\u201d:<\/p>\n<p>\u201c<i>O amor verdadeiro \u00e9 a verdadeira liberdade: desapega da posse, reconstr\u00f3i as rela\u00e7\u00f5es, sabe acolher e valorizar o pr\u00f3ximo, transforma todo esfor\u00e7o em um dom alegre e torna-o capaz de comunh\u00e3o. O amor \u00a0torna livres mesmo na pris\u00e3o, ainda se fracos e limitados\u201d<\/i>.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a liberdade \u2013 disse o Santo Padre ao concluir &#8211;\u00a0 que recebemos de nosso Redentor, Jesus Cristo.<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe!<\/div>\n<div>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-43718-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/9\/12\/11\/134616456_F134616456.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/9\/12\/11\/134616456_F134616456.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/9\/12\/11\/134616456_F134616456.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O amor verdadeiro \u00e9 a verdadeira liberdade, pois desapega da posse, reconstr\u00f3i as rela\u00e7\u00f5es, sabe acolher e valorizar o pr\u00f3ximo, transforma todo esfor\u00e7o em um dom alegre e torna-o capaz de comunh\u00e3o. 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