{"id":43030,"date":"2018-08-15T15:54:07","date_gmt":"2018-08-15T18:54:07","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=43030"},"modified":"2018-08-15T15:54:07","modified_gmt":"2018-08-15T18:54:07","slug":"esta-mae-coragem-descobriu-um-cancer-durante-a-gravidez-e-disse-nao-ao-aborto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/esta-mae-coragem-descobriu-um-cancer-durante-a-gravidez-e-disse-nao-ao-aborto\/","title":{"rendered":"Esta m\u00e3e coragem descobriu um c\u00e2ncer durante a gravidez e disse n\u00e3o ao aborto"},"content":{"rendered":"<p>Aos dois meses de gesta\u00e7\u00e3o, Ana Beatriz Frecceiro Schmidt descobriu que estava com c\u00e2ncer de mama e foi recomendada pelos m\u00e9dicos a tirar o seu beb\u00ea; entretanto, decidiu seguir com a gravidez e fazer seu tratamento e hoje sua filha est\u00e1 saud\u00e1vel aos seis meses de <a href=\"https:\/\/www.acidigital.com\/vida\/index.html\">vida<\/a>.<\/p>\n<p>Beatriz, ou Bia, como \u00e9 apelidada, \u00e9 a protagonista de um testemunho pr\u00f3-vida que viralizou no Facebook na semana passada, quando os ministros do STF discutiam a amplia\u00e7\u00e3o da despenaliza\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.acidigital.com\/vida\/aborto\/index.html\">aborto<\/a>.<\/p>\n<p>Ela \u00e9 de Curitiba (PR) e como relatou no seu perfil nesta rede social, descobriu que estava com c\u00e2ncer em 19 de junho de 2017. Ap\u00f3s amamentar o filho de apenas nove meses, apalpou o seio para ver se havia algum leite empedrado. Foi quando achou \u201cuma bolinha\u201d. Na \u00e9poca, ela j\u00e1 sabia que outro beb\u00ea estava a caminho. Bia estava gr\u00e1vida de dois meses. Ap\u00f3s uma ecografia e uma bi\u00f3psia, recebeu o diagn\u00f3stico: era um c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.facebook.com\/plugins\/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fphotografarecwb%2Fvideos%2F891215927724937%2F&amp;show_text=0&amp;width=560\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p>Por\u00e9m, conforme recordou em entrevista a <a href=\"https:\/\/www.acidigital.com\">ACI<\/a> Digital, no mesmo dia em que pegou o resultado, faleceu a av\u00f3 de seu esposo, a quem ambos eram \u201cmuito ligados\u201d. \u201cEnt\u00e3o, toda a minha aten\u00e7\u00e3o se voltou para o falecimento dela. Fomos ajudar minha sogra, liberar o corpo no hospital, ver o vel\u00f3rio. Acabei nem tendo tempo de ter uma rea\u00e7\u00e3o. Depois de uns cinco dias que ficamos voltados para isso e apoiando minha sogra, eu j\u00e1 estava acostumada com a ideia de ter c\u00e2ncer\u201d, relatou.<\/p>\n<p>Ana Beatriz explicou que o c\u00e2ncer em si n\u00e3o estava ligado diretamente \u00e0 sua gravidez. \u201cN\u00e3o foi por causa da gesta\u00e7\u00e3o que tive c\u00e2ncer\u201d, ressaltou. Entretanto, \u201ccomo o tipo de tumor que eu tive era hormonal \u2013 e a maioria \u00e9 realmente hormonal \u2013, a gravidez fez com que ele se desenvolvesse mais r\u00e1pido\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPor isso \u2013 indicou \u2013, eu descobri mais r\u00e1pido, logo no come\u00e7o. Se eu n\u00e3o estivesse gr\u00e1vida, talvez quando eu descobrisse, ele j\u00e1 estivesse em met\u00e1stase\u201d.<\/p>\n<p>Mas, \u201ccomo era hormonal e a gravidez \u00e9 uma \u201cbomba de horm\u00f4nios\u201d, os m\u00e9dicos queriam que eu tirasse minha beb\u00ea\u201d, contou, ao destacar que ela estava no in\u00edcio da gesta\u00e7\u00e3o e, por isso, ainda \u201ctinha muito horm\u00f4nio pela frente e os m\u00e9dicos n\u00e3o queriam que eu ficasse gr\u00e1vida e com c\u00e2ncer\u201d.<\/p>\n<p>A resposta de Ana Beatriz, por\u00e9m, foi em defesa da vida de sua filha. \u201cEu decidi seguir com a gravidez, porque sou contra o aborto, eu acredito na vida, acredito no amor\u201d, declarou.<\/p>\n<p>\u201cEu jamais iria sacrificar a vida da minha filha para salvar a minha vida. Eu acho que todas as vidas t\u00eam o mesmo valor e jamais iria matar a minha filha para me salvar. N\u00e3o ia conseguir viver com isso\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>\u201cFalei para todo mundo, ou \u00edamos viver juntas, ou morrer\u00edamos juntas, mas n\u00e3o ia me separar dela, sacrific\u00e1-la, mat\u00e1-la para me salvar. Ent\u00e3o, eu lutei por n\u00f3s duas e n\u00f3s duas sobrevivemos\u201d, testemunhou.<\/p>\n<p>Ainda durante a gesta\u00e7\u00e3o, Beatriz come\u00e7ou o tratamento contra o c\u00e2ncer. \u201cPrimeiro, fiz a mastectomia, que foi um pouco mais complicado, porque eu senti muito dor no p\u00f3s-operat\u00f3rio\u201d, contou.<\/p>\n<p>Por estar gr\u00e1vida, Beatriz n\u00e3o podia tomar rem\u00e9dios fortes para conter a dor. \u201cN\u00e3o pude tomar anti-inflamat\u00f3rio, teve que ser na ra\u00e7a!\u201d, recordou.<\/p>\n<p>Entretanto, assinalou que era \u201cconsciente disso\u201d. \u201cEu n\u00e3o tinha como esperar ela nascer para fazer o tratamento, porque estava no come\u00e7o da gravidez e era muito horm\u00f4nio no meu corpo. Ent\u00e3o, tinha que me tratar gr\u00e1vida mesmo\u201d.<\/p>\n<p>Depois, quando estava com seis para sete meses de gravidez, come\u00e7ou a quimioterapia, per\u00edodo que descreveu como \u201ctranquilo\u201d. \u201cEu n\u00e3o sentia enjoo, n\u00e3o sentia nada. Muito pelo contr\u00e1rio, fazer a quimioterapia gr\u00e1vida me deu muita for\u00e7a. Como eu sabia que estava lutando por mim e por ela, tinha que ficar muito forte por n\u00f3s duas\u201d.<\/p>\n<p>Durante todo este per\u00edodo, Beatriz encontrou seu sustento em Deus. \u201cEu sou crist\u00e3 e tenho certeza de que foi minha for\u00e7a em Deus que me manteve de p\u00e9. Eu nunca perdi a f\u00e9, nunca me desesperei ou pensei que eu e Louise f\u00f4ssemos morrer\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEu tenho uma f\u00e9 muito forte em Deus e na vida. Sei que Deus tem um prop\u00f3sito na minha vida e na da Louise, sei que ela foi um presente de Deus para mim. Todo tempo, toda essa parte dif\u00edcil que passei, sabia que Deus estava comigo, me sustentando, me amparando\u201d, garantiu.<\/p>\n<p>Passado tudo isso, em 24 de janeiro de 2018, a pequena Louise nasceu de parto normal, um momento de grande conquista para esta m\u00e3e. \u201cNa hora que ela saiu de dentro de mim e veio para o meu colo, eu chorava de gratid\u00e3o, de alegria, de al\u00edvio. V\u00ea-la gordinha, saud\u00e1vel, viva, t\u00e3o perto de mim, ali no meu colo, sentir o cheirinho dela foi inexplic\u00e1vel, sensa\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p>Hoje, Louise j\u00e1 est\u00e1 com seis meses, muito \u201csaud\u00e1vel, um bebezinho feliz, \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o, n\u00e3o chora, \u00e9 risonha\u201d, assinalou a orgulhosa m\u00e3e.<\/p>\n<p>Ana Beatriz terminou as sess\u00f5es de quimioterapia no m\u00eas passado \u201cMeu cabelo est\u00e1 voltando a crescer. Eu fa\u00e7o tratamentos como a hormonioterapia, que me deixa um pouco cansada e me d\u00e1 alguns efeitos colaterais, como dor no corpo. Mas, estou aprendendo a lidar com isso\u201d, relatou.<\/p>\n<p>\u201cAinda tenho umas cirurgias para fazer, para concluir esse processo. Mas, a parte mais dif\u00edcil, que era a quimioterapia, eu j\u00e1 terminei. Sempre falo, quem fez quimioterapia gr\u00e1vida, faz qualquer coisa, essa parte agora de hormonioterapia, vou tirar de letra. Eu tive c\u00e2ncer, mas o c\u00e2ncer nunca me teve\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Acidigtial<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos dois meses de gesta\u00e7\u00e3o, Ana Beatriz Frecceiro Schmidt descobriu que estava com c\u00e2ncer de mama e foi recomendada pelos m\u00e9dicos a tirar o seu beb\u00ea; entretanto, decidiu seguir com a gravidez e fazer seu tratamento e hoje sua filha est\u00e1 saud\u00e1vel aos seis meses de vida. Beatriz, ou Bia, como \u00e9 apelidada, \u00e9 a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":43031,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-43030","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43030","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43030"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43030\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43032,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43030\/revisions\/43032"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43031"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43030"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43030"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}