{"id":42736,"date":"2018-08-06T14:56:13","date_gmt":"2018-08-06T17:56:13","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=42736"},"modified":"2018-08-06T14:56:13","modified_gmt":"2018-08-06T17:56:13","slug":"d-fisichella-nos-25-anos-da-veritatis-splendor-quem-critica-o-papa-nao-e-fiel-a-tradicao-catolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/d-fisichella-nos-25-anos-da-veritatis-splendor-quem-critica-o-papa-nao-e-fiel-a-tradicao-catolica\/","title":{"rendered":"D. Fisichella nos 25 anos da Veritatis Splendor: quem critica o Papa n\u00e3o \u00e9 fiel \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">Passaram-se 25 anos desde a publica\u00e7\u00e3o da Carta Enc\u00edclica de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II &#8220;Veritatis Splendor&#8221;, dirigida a todos os bispos da Igreja Cat\u00f3lica. Na entrevista ao Vatican News, Dom Rino Fisichella afirma que aqueles que criticam o Papa Francisco, fazendo refer\u00eancia tamb\u00e9m a este documento, entre outras coisas, n\u00e3o s\u00e3o fi\u00e9is \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o da Igreja.<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Amedeo Lomonaco &#8211; Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/john-paul-ii\/pt\/encyclicals\/documents\/hf_jp-ii_enc_06081993_veritatis-splendor.html\" rel=\"external nofollow\">Carta Enc\u00edclica <i>Veritatis Splendor<\/i><\/a> reflete sobre quest\u00f5es fundamentais do ensinamento moral da Igreja e exp\u00f5e &#8220;as raz\u00f5es de um ensinamento moral alicer\u00e7ado na Sagrada Escritura e na viva Tradi\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica&#8221;. &#8220;\u00c9 preciso \u2013 l\u00ea-se no documento &#8211; que o homem de hoje se volte novamente para Cristo, para ter dele a resposta sobre o que \u00e9 bom e o que \u00e9 mal.&#8221;<\/p>\n<p>Nesta entrevista ao Vatican News, o presidente do Pontif\u00edcio Conselho para a Promo\u00e7\u00e3o da Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o, o arcebispo Rino Fisichella recorda os aspectos mais relevantes deste Enc\u00edclica e salienta que n\u00e3o h\u00e1 nenhum &#8220;pretexto para contestar o Magist\u00e9rio do Papa Francisco \u00e0 luz do magist\u00e9rio precedente&#8221;.<\/p>\n<p>R. &#8211; <i>Veritatis Splendor, a Enc\u00edclica de Jo\u00e3o Paulo II, em um transformado contexto cultural muito determinado por um secularismo e, por consequ\u00eancia, tamb\u00e9m por um forte relativismo filos\u00f3fico, apresenta &#8211; como indica tamb\u00e9m o t\u00edtulo de uma obra de von Balthasar &#8220;Pontos fixos&#8221; &#8211; os pontos fundamentais que permanecem como refer\u00eancias \u00e0 doutrina crist\u00e3.<\/i><\/p>\n<p><b>A prop\u00f3sito de pontos fixos, o que entende o Papa Jo\u00e3o Paulo II quando fala de verdades imut\u00e1veis, de normas morais universais?<\/b><\/p>\n<p>R. &#8211; <i>Antes de tudo, quando falamos da verdade, devemos sempre ter dela um conceito din\u00e2mico. A verdade n\u00e3o \u00e9 uma dimens\u00e3o fixista. A verdade, para os crist\u00e3os, \u00e9 antes de tudo aquela Palavra viva que o Senhor nos deixou. N\u00e3o esque\u00e7amos Jesus que diz: &#8220;Eu sou o caminho, a verdade e a vida&#8221;. Portanto, a dimens\u00e3o da verdade se abre para um encontro pessoal: \u00e9 a verdade do Evangelho, \u00e9 a verdade representada pela pessoa de Jesus Cristo. Tudo aquilo que \u00e9 o conte\u00fado que Jesus quis transmitir aos seus disc\u00edpulos e que dos ap\u00f3stolos chega at\u00e9 n\u00f3s, \u00e9 uma verdade que se abre mais e mais para a descoberta do mist\u00e9rio que foi revelado. Existem alguns pontos fundamentais que permanecem como marcos no ensino dogm\u00e1tico e moral da Igreja. Esses s\u00e3o elementos que permanecem na sua imutabilidade. Obviamente, tudo isso depois requer dos te\u00f3logos &#8211; como tamb\u00e9m a Enc\u00edclica Vertiatis Splendor &#8211; um grande trabalho de interpreta\u00e7\u00e3o. A norma imut\u00e1vel \u00e9 baseada na verdade do Evangelho. Aquele princ\u00edpio de inst\u00e2ncia que est\u00e1 inserido, permanece em sua validade, em seu crit\u00e9rio de ju\u00edzo que continuamente, por\u00e9m, deve ser aberto pela descoberta da verdade da Palavra de Deus.<\/i><\/p>\n<p><b>Ou seja, estamos diante de um dinamismo de verdades permanentes, firmemente ligadas \u00e0 Tradi\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o h\u00e1 uma continuidade que se renova sempre &#8230;<\/b><\/p>\n<p>R. &#8211; <i>Absolutamente. A Igreja Cat\u00f3lica n\u00e3o pode aceitar, na minha opini\u00e3o, uma ideia de verdade fechada em si mesma. A verdade, por sua pr\u00f3pria natureza, refere-se \u00e0 fidelidade e tamb\u00e9m \u00e0 liberdade: &#8220;A verdade vos libertar\u00e1&#8221;. Uma verdade que se abre sempre mais \u00e9 uma verdade que faz descobrir tamb\u00e9m a cada crente, a cada homem, uma liberdade mais profunda. Isso, por\u00e9m, tamb\u00e9m requer uma fidelidade. O elo entre a fidelidade e a verdade \u00e9 um elo t\u00edpico da concep\u00e7\u00e3o b\u00edblica da verdade.<\/i><\/p>\n<p><b>Essa leitura da verdade requer, portanto, fidelidade. Alguns setores da Igreja criticam o Papa Francisco porque, na opini\u00e3o deles, ele se distancia da doutrina cat\u00f3lica e referem-se, em particular, justamente \u00e0 Veritatis Splendor. O que responder?<\/b><\/p>\n<p>R. &#8211;<i> O magist\u00e9rio nunca deve ser usado instrumentalmente para se colocar um contraste no desenvolvimento da doutrina. Quando h\u00e1 um uso instrumental, temo ent\u00e3o que n\u00e3o exista o desejo de uma descoberta da verdade e que tamb\u00e9m n\u00e3o exista uma fidelidade \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o da Igreja. Penso que n\u00e3o exista nenhum ponto de apoio para poder contestar o magist\u00e9rio do Papa Francisco \u00e0 luz do magist\u00e9rio precedente. \u00c9 preciso reiterar, pelo contr\u00e1rio, quanta continuidade h\u00e1 no desenvolvimento. Penso, no entanto, que tamb\u00e9m \u00e9 importante ler atentamente todo o magist\u00e9rio do Papa Francisco e n\u00e3o somente algum pronunciamento: o mosaico \u00e9 dado pelo conjunto das pe\u00e7as, n\u00e3o por uma \u00fanica pe\u00e7a.<\/i><\/p>\n<p><b>O Magist\u00e9rio do Papa Francisco \u00e9 portanto um mosaico que n\u00e3o pode ser lido apenas com um olhar sobre uma pe\u00e7a isolada. Qual \u00e9 ent\u00e3o o rosto geral deste ensinamento, este ensinamento assim elevado por parte do Papa Francisco?<\/b><\/p>\n<p>R. &#8211; <i>O de uma grande abertura na obra de evangeliza\u00e7\u00e3o. O de n\u00e3o antecipar a norma ao an\u00fancio. Parece-me que os grandes elementos necessariamente s\u00e3o estes: o encontro com a pessoa de Jesus, o an\u00fancio constante que a Igreja deve fazer, que os pastores s\u00e3o chamados a fazer para chegar a todos. Esta \u00e9 a ideia da Igreja em sa\u00edda, e portanto, tamb\u00e9m a capacidade &#8211; como diz a Evangelii Gaudium &#8211; de acompanhar-se com o nosso contempor\u00e2neo, caminhando ao lado dele para compreend\u00ea-lo, para entender realmente aquelas que s\u00e3o as inst\u00e2ncias, e \u00e0s vezes tamb\u00e9m, talvez, dar um passo atr\u00e1s. Portanto, emerge esta dimens\u00e3o unida \u00e0 necessidade de miseric\u00f3rdia. O Jubileu da Miseric\u00f3rdia foi um sinal concreto de como o Papa Francisco identifica e direciona seu Pontificado.<\/i><\/p>\n<\/div>\n<p>Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passaram-se 25 anos desde a publica\u00e7\u00e3o da Carta Enc\u00edclica de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II &#8220;Veritatis Splendor&#8221;, dirigida a todos os bispos da Igreja Cat\u00f3lica. 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