{"id":4268,"date":"2014-02-21T12:43:26","date_gmt":"2014-02-21T15:43:26","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/necessidade-permanente-de-convivencia\/"},"modified":"2017-04-04T16:35:12","modified_gmt":"2017-04-04T19:35:12","slug":"necessidade-permanente-de-convivencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/necessidade-permanente-de-convivencia\/","title":{"rendered":"Necessidade Permanente de Conviv\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"> Parece que o mundo moderno acentuou demais a import\u00e2ncia da pessoa individual.\u00a0 O subjetivo tornou-se um valor imprescind\u00edvel. Em grande parte \u00e9 isso mesmo.\u00a0 A auto-realiza\u00e7\u00e3o virou um ideal de plenifica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos mais repreender uma crian\u00e7a quando ela diz: \u201ceste brinquedo \u00e9 meu\u201d.\u00a0 \u00c9 um estado de alma que permite fazer crescer a auto-estima. Devemos achar isso certo. Mas com isso corremos o risco de real\u00e7ar o isolamento.\u00a0 Cada um carrega consigo uma propens\u00e3o de se encerrar num c\u00edrculo, ao qual ningu\u00e9m tem acesso. Quase nos tornamos anacoretas psicol\u00f3gicos.\u00a0 N\u00e3o seria o medo de algu\u00e9m roubar a nossa felicidade?\u00a0 Na verdade tal atitude nos empobrece. N\u00e3o podemos ser corujas solit\u00e1rias. (Ou voc\u00ea j\u00e1 viu um bando de corujas?) Como filhos de Deus n\u00f3s carregamos em n\u00f3s uma tend\u00eancia imposs\u00edvel de anular. O Criador \u00e9 um ser comunit\u00e1rio, porque vive na Trindade. \u201cFa\u00e7amos o homem \u00e0 nossa imagem e semelhan\u00e7a\u201d (Gn. 1, 16). A nossa inclina\u00e7\u00e3o para a conviv\u00eancia com o semelhante faz parte da nossa natureza.<\/p>\n<p> Jesus, para fortalecer seus disc\u00edpulos na f\u00e9, reuniu-os em comunidade. A Igreja nascente, desde o come\u00e7o, \u00e9 um ente comunit\u00e1rio. J\u00e1 n\u00e3o sois peregrinos, mas concidad\u00e3os dos santos e membros da fam\u00edlia de Deus\u201d (Ef. 2, 19). Por isso, a preocupa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo foi de fundar comunidades em toda a parte. Desde cedo S\u00e3o Bento reuniu os monges, que procuravam viver a perfei\u00e7\u00e3o crist\u00e3, em comunidades religiosas. Os Bispos, sucessores dos Ap\u00f3stolos de Cristo, reuniram os Fi\u00e9is em Dioceses e Par\u00f3quias. Os pr\u00f3prios Leigos sempre aspiraram a agrupamentos para fortalecer a f\u00e9, tais como Associa\u00e7\u00f5es, Ligas, Congrega\u00e7\u00f5es, Pastorais, Irmandades&#8230;\u201dAo que anda sozinho o lobo pega\u201d,\u00a0 diz o povo. Uma entidade, a Par\u00f3quia,\u00a0 parecia ter se tornado um peso morto e in\u00fatil. Agora est\u00e1 voltando \u00e0 vida plena, porque quer dar um salto de qualidade. No Brasil, ela n\u00e3o \u00e9 mais pensada como uma grande comunidade, cujos membros se re\u00fanem na Matriz. Mas se considera a m\u00e3e de in\u00fameras outras pequenas comunidades: grupos de reflex\u00e3o, c\u00edrculos b\u00edblicos, associa\u00e7\u00f5es, grupos de ora\u00e7\u00e3o, capelas, visitadores domiciliares, evangelizadores&#8230;A Par\u00f3quia renovada \u00e9 a m\u00e3e que re\u00fane todos os\u00a0 filhos da grande fam\u00edlia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parece que o mundo moderno acentuou demais a import\u00e2ncia da pessoa individual.\u00a0 O subjetivo tornou-se um valor imprescind\u00edvel. Em grande parte \u00e9 isso mesmo.\u00a0 A auto-realiza\u00e7\u00e3o virou um ideal de plenifica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos mais repreender uma crian\u00e7a quando ela diz: \u201ceste brinquedo \u00e9 meu\u201d.\u00a0 \u00c9 um estado de alma que permite fazer crescer a auto-estima. 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