{"id":42218,"date":"2018-07-13T10:55:47","date_gmt":"2018-07-13T13:55:47","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=42218"},"modified":"2018-07-13T10:55:47","modified_gmt":"2018-07-13T13:55:47","slug":"cinquenta-anos-depois-uma-pesquisa-sobre-a-origem-da-humanae-vitae-de-paulo-vi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/cinquenta-anos-depois-uma-pesquisa-sobre-a-origem-da-humanae-vitae-de-paulo-vi\/","title":{"rendered":"Cinquenta anos depois, uma pesquisa sobre a origem da &#8220;Humanae Vitae&#8221; de Paulo VI"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">No livro \u201cO nascimento de uma Enc\u00edclica. Humanae Vitae \u00e0 luz dos Arquivos do Vaticano\u201d, padre Gilfredo Marengo publica alguns in\u00e9ditos que ajudam a derrubar preconceitos sobre o texto.<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>Nenhuma enc\u00edclica teve um tempo de elabora\u00e7\u00e3o t\u00e3o longo como a <i><a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/paul-vi\/pt\/encyclicals\/documents\/hf_p-vi_enc_25071968_humanae-vitae.html\" target=\"_blank\" rel=\"external nofollow noopener\">Humanae Vitae<\/a><\/i> do Beato <b>Paulo VI<\/b>: cinco anos, de 1963 a 1968. At\u00e9 ent\u00e3o, poucos documentos papais tinham tido tantos consultores envolvidos no projeto. Mas, principalmente, desde a sua publica\u00e7\u00e3o em 29 de julho de 1968, esta \u00faltima enc\u00edclica de Paulo VI desencadeou um debate que chega at\u00e9 os nossos dias.<\/p>\n<h2><b>Os motivos da pesquisa 50 anos depois<\/b><\/h2>\n<p>Esses foram os motivos que levaram padre <b>Gilfredo Marengo<\/b>, professor no Pontif\u00edcio Instituto Teol\u00f3gico Jo\u00e3o Paulo II para as Ci\u00eancias do Matrim\u00f4nio e da Fam\u00edlia, a publicar o livro \u201cO nascimento de uma Enc\u00edclica. <i>Humanae Vitae<\/i> \u00e0 luz dos Arquivos do Vaticano\u201d. Uma especial derroga\u00e7\u00e3o do <b>Papa Francisco<\/b> possibilitou o acesso aos arquivos antes dos\u00a070 anos\u00a0previstos e permitindo assim uma pesquisa hist\u00f3rica que trouxe \u00e0 luz uma documenta\u00e7\u00e3o in\u00e9dita que ajuda a reconstruir a forma\u00e7\u00e3o do texto.<\/p>\n<p>\u201cMuitas pol\u00eamicas e muitas opini\u00f5es cr\u00edticas sobre a <i>Humanae Vitae<\/i> \u2013 explica Marrengo \u2013 nasceram da especula\u00e7\u00e3o sobre a sua composi\u00e7\u00e3o. Portanto reconstruir este percurso ajuda a derrubar muitos preconceitos que se acumularam em todos estes anos\u201d.<\/p>\n<h2><b>As tens\u00f5es p\u00f3s-Conciliares<\/b><\/h2>\n<p>\u201cA sua reda\u00e7\u00e3o e receptividade \u2013 explica o autor \u2013 foram influenciadas pelas primeiras tens\u00f5es eclesiais logo depois do Conc\u00edlio, \u00e0s quais o texto \u00e9 extremamente ligado\u201d. \u201cPara os que colaboraram na prepara\u00e7\u00e3o do texto n\u00e3o foi f\u00e1cil assumir as notas de novidade que o Vaticano II tinha introduzido. Trazia consigo um magist\u00e9rio que j\u00e1 Pio XII reconhecera, como a licitude dos m\u00e9todos naturais por\u00e9m quase como uma concess\u00e3o para os esposos crist\u00e3os. Aqui tratava-se de fazer um passo adiante mas, para a gera\u00e7\u00e3o que trabalhou naqueles anos, o Conc\u00edlio era ainda uma realidade nova como demonstra a contrariedade manifestada em algumas passagens, por parte de alguns consultores, com rela\u00e7\u00e3o aos temas conciliares\u201d. \u201cAo mesmo tempo para muitos outros, que contestaram a <i>Humanae Vitae, <\/i>\u00e9 claro o preconceito de que tudo que tinha sido feito antes do Conc\u00edlio n\u00e3o teria mais valor. S\u00e3o din\u00e2micas que na <i>Humana Vitae<\/i> explodem de maneira singular, mas que marcaram todo o per\u00edodo das primeiras d\u00e9cadas p\u00f3s-conciliares\u201d.<\/p>\n<h2><b>Uma vers\u00e3o cancelada e consulta sinodal<\/b><\/h2>\n<p>A exist\u00eancia de uma primeira vers\u00e3o da enc\u00edclica aprovada e depois cancelada e uma consulta sinodal sobre os m\u00e9todos de regula\u00e7\u00e3o da natalidade, durante o primeiro S\u00ednodo dos Bispos no final de 1967, s\u00e3o os dois principais fatos descobertos durante a consulta dos arquivos.<\/p>\n<p>\u201cA pesquisa permite tamb\u00e9m uma abordagem mais objetiva da enc\u00edclica \u2013 com explica Marengo \u2013 pois acaba com dois mitos sobre seu autor. \u201cN\u00e3o \u00e9 verdade que Paulo VI teria trabalhado sozinho: ao contr\u00e1rio fez quest\u00e3o de receber todas as sugest\u00f5es poss\u00edveis e consultou os bispos. Assim como n\u00e3o \u00e9 verdade que foi tomado pelas d\u00favidas, a sua ideia estava amadurecida desde o in\u00edcio. Papa Montini sempre consultou todos seus colaboradores sobre como apresentar de modo positivo o seu trabalho. E \u00e9 preciso dizer \u2013 conclui Marengo \u2013 que seus colaboradores nem sempre souberam responder, de modo aprofundado e \u00e0 altura, essa sua exig\u00eancia\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No livro \u201cO nascimento de uma Enc\u00edclica. Humanae Vitae \u00e0 luz dos Arquivos do Vaticano\u201d, padre Gilfredo Marengo publica alguns in\u00e9ditos que ajudam a derrubar preconceitos sobre o texto. Cidade do Vaticano Nenhuma enc\u00edclica teve um tempo de elabora\u00e7\u00e3o t\u00e3o longo como a Humanae Vitae do Beato Paulo VI: cinco anos, de 1963 a 1968. 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