{"id":41875,"date":"2018-06-28T10:39:46","date_gmt":"2018-06-28T13:39:46","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=41875"},"modified":"2018-06-28T10:39:46","modified_gmt":"2018-06-28T13:39:46","slug":"nossa-senhora-do-perpetuo-socorro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/nossa-senhora-do-perpetuo-socorro\/","title":{"rendered":"Nossa Senhora do Perp\u00e9tuo Socorro"},"content":{"rendered":"<p>Nossa Senhora do Perp\u00e9tuo Socorro \u00e9 um t\u00edtulo conferido a Maria, m\u00e3e de Jesus, representada em um \u00edcone de estilo bizantino. Trata-se de um \u00edcone not\u00e1vel, venerado desde 1865 em Roma, na Igreja de Santo Afonso de Lig\u00f3rio, dos redentoristas, na Via Merulana. Tendo vindo da ilha de Creta e estado antes na Igreja de S. Mateus, igualmente em Roma, onde tinha sido solenemente entronizado no ano de 1499. O \u00edcone \u00e9 uma variante do tipo hodig\u00edtria cuja representa\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica \u00e9 Maria em posi\u00e7\u00e3o frontal, num bra\u00e7o ela tr\u00e1s Jesus que aben\u00e7oa e, com o outro, O aponta para quem observa o quadro. Este gesto alude \u00e0 frase \u201c\u00c9 Ele o caminho\u201d. Na representa\u00e7\u00e3o os arcanjos Gabriel (manto lil\u00e1s) e Miguel (manto verde), na parte superior, de um lado e do outro de Maria, apresentam os instrumentos da paix\u00e3o. Um dos arcanjos segura a cruz e os cravos que perfuraram os p\u00e9s e as m\u00e3os de Cristo e o outro a lan\u00e7a e a cana com uma esponja na ponta ensopada de vinagre. Ao ver estes instrumentos, o menino se assusta e agarra-se \u00e0 m\u00e3e, enquanto uma sand\u00e1lia lhe cai do p\u00e9.\u00a0 Na Igreja ortodoxa \u00e9 conhecida como M\u00e3e de Deus,\u00a0 ou ainda, a Virgem da Paix\u00e3o. A devo\u00e7\u00e3o, no Ocidente a Nossa Senhora do Perp\u00e9tuo Socorro deve-se \u00e0 a\u00e7\u00e3o dos Mission\u00e1rios Redentoristas que difundiram esta pr\u00e1tica religiosa por onde passaram.<\/p>\n<p>Relembra a Virgem Maria como socorro dos crist\u00e3os nas horas de necessidade e sofrimento. Maria \u00e9, realmente, o Perp\u00e9tuo Socorro de seus devotos. Por tudo que padeceu em sua exist\u00eancia \u00e9 o amparo em todas as circunst\u00e2ncias. A vida humana \u00e9, realmente, quer queiramos ou n\u00e3o, pontilhada de amarguras. Estas visitam o ser mortal a cada passo e, muitas vezes, deixam sequelas profundas. Umas decorrem de fora, outras s\u00e3o inatas \u00e0 finitude ontol\u00f3gica do ser humano. As primeiras ocorrem ao ensejo do falecimento de entes queridos, das atitudes maldosas do pr\u00f3ximo, das injun\u00e7\u00f5es conjunturais a envolverem quem labuta neste ex\u00edlio terreno. Possuem matizes variados e s\u00e3o detonadoras de outras tribula\u00e7\u00f5es. As causas internas podem gerar mol\u00e9stias org\u00e2nicas, estados m\u00f3rbidos ps\u00edquicos, depress\u00f5es. A capitula\u00e7\u00e3o \u00e0s ins\u00eddias diab\u00f3licas por for\u00e7a da inclina\u00e7\u00e3o ao mal, fruto do pecado original, \u00e0s vezes colocam as consci\u00eancias em frangalhos imprevis\u00edveis. Os mais variados problemas surgem continuamente aumentando a ansiedade. Adite-se que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil cada um conviver consigo mesmo. O Livro do Eclesi\u00e1stico retrata bem esta situa\u00e7\u00e3o existencial do homem: &#8220;Vi tudo que se faz debaixo do sol e vi que tudo era vaidade e a afli\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito\u201d (Ecl 1,14). Tudo isto, por\u00e9m, faz parte do processo soteriol\u00f3gico pessoal. Se \u00e9 verdade que por vezes, a angustia humana pode ser evitada, porque ocasionada pela pr\u00f3pria pessoa, por suas imprud\u00eancias e erros individuais, em outras ocasi\u00f5es Deus as permite como oportunidades magn\u00edficas de aprimoramento espiritual. Os textos b\u00edblicos revelam que se conturba o \u00e2nimo diante de uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, perante osbst\u00e1culos que v\u00e3o aparecendo. Surge ent\u00e3o o temor, a perplexidade. O termo grego stenocoria significa estar mergulhado em miserabil\u00edssima apreens\u00e3o. \u00c9 um estado de desola\u00e7\u00e3o que aflige quem nele se acha. Na velhice, sobretudo, o campo esta franqueado a todo tipo de situa\u00e7\u00f5es penosas.<\/p>\n<p>Ora, se assim \u00e9, Maria que tanto sofreu, juntamente com Jesus, sabe melhor do que ningu\u00e9m o amargor da l\u00e1grima de cada um, a acerbidade do mal que atanaza o esp\u00edrito e o corpo, a agrura do sofrer, a m\u00e1goa que fere, o tormento que aflige. Ela esteve ao lado do seu divino Filho sofredor, viveu os transes de sua Paix\u00e3o e Morte. Padeceu com tudo isto e, deste modo, est\u00e1 apta para vir em socorro de todo aquele que sofre. Ela sabe e pode ajudar os seus devotos e porque muito os ama n\u00e3o os desampara. O papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II mostrou o fundamento desta sublime realidade: \u201cEra deste amor misericordioso, precisamente, o qual se manifesta, sobretudo, em contato com o mal moral e f\u00edsico, que participava de modo singular e excepcional o cora\u00e7\u00e3o daquela que foi a M\u00e3e do Crucificado e do Ressuscitado. Sim, Maria Sant\u00edssima participava de tal amor, e nela e por meio dela o mesmo amor n\u00e3o cessa de revelar-se na hist\u00f3ria da Igreja e da humanidade. Esta revela\u00e7\u00e3o \u00e9 particularmente frutuosa, porque se funda, tratando-se da M\u00e3e de Deus, na singular percep\u00e7\u00e3o do seu cora\u00e7\u00e3o materno, na sua sensibilidade particular, na sua especial capacidade para atingir todos aqueles que aceitam mais facilmente o amor misericordioso da parte de uma m\u00e3e\u201d.<\/p>\n<p>De fato Nossa Senhora do Perp\u00e9tuo Socorro est\u00e1 sempre atenta \u00e0s necessidade de seus filhos, Ela consola, conforta e ampara. Assim sendo, nada melhor do que a venerar e implor\u00e1-la, sobretudo, no dia 27 de junho a ela, especialmente, consagrado. * Professor no Semin\u00e1rio de Mariana durante 40 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ORA\u00c7\u00c3O A NOSSA SENHORA DO PERP\u00c9TUO SOCORRO<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00d3 M\u00e3e do Perp\u00e9tuo Socorro, n\u00f3s vos suplicamos, com toda a for\u00e7a do nosso cora\u00e7\u00e3o, amparar a cada um de n\u00f3s em Vosso colo materno, nos momentos de inseguran\u00e7a e sofrimento. Que o Vosso olhar esteja sempre atento, para n\u00e3o nos deixar cair em tenta\u00e7\u00e3o e, que em vosso sil\u00eancio, aprendamos a aquietar nosso cora\u00e7\u00e3o e fazer a vontade do Pai.<\/p>\n<p>Intercedei junto a Ele pela paz no mundo e por nossas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Aben\u00e7oai todos os Vossos filhos e filhas enfermos. Iluminai nossos governantes e representantes para que sejam sempre servidores do grande povo de Deus. Concedei-nos, ainda, muitas e santas voca\u00e7\u00f5es religiosas, sacerdotais e mission\u00e1rias para a maior difus\u00e3o do Reino de Vosso Filho Jesus Cristo. Enfim, derramei no cora\u00e7\u00e3o dos Vossos filhos e filhas a Vossa b\u00ean\u00e7\u00e3o de amor e miseric\u00f3rdia. Sede sempre o nosso Perp\u00e9tuo Socorro na vida e, principalmente na hora da morte.<\/p>\n<p>Am\u00e9m.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nossa Senhora do Perp\u00e9tuo Socorro \u00e9 um t\u00edtulo conferido a Maria, m\u00e3e de Jesus, representada em um \u00edcone de estilo bizantino. Trata-se de um \u00edcone not\u00e1vel, venerado desde 1865 em Roma, na Igreja de Santo Afonso de Lig\u00f3rio, dos redentoristas, na Via Merulana. Tendo vindo da ilha de Creta e estado antes na Igreja de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":32782,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-41875","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41875","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41875"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41875\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41877,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41875\/revisions\/41877"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32782"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41875"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41875"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41875"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}