{"id":41379,"date":"2018-06-10T10:28:57","date_gmt":"2018-06-10T13:28:57","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=41379"},"modified":"2018-06-11T10:30:27","modified_gmt":"2018-06-11T13:30:27","slug":"confianca-e-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/confianca-e-esperanca\/","title":{"rendered":"Confian\u00e7a e esperan\u00e7a."},"content":{"rendered":"<p>A liturgia do 11\u00ba Domingo do Tempo Comum convida-nos a olhar para a vida e para o mundo com confian\u00e7a e esperan\u00e7a. Deus, fiel ao seu plano de salva\u00e7\u00e3o, continua, hoje como sempre, a conduzir a hist\u00f3ria humana para uma meta de vida plena e de felicidade sem fim.<\/p>\n<p>Na primeira leitura(cf. Ez 17,22-24), o profeta Ezequiel assegura ao Povo de Deus, exilado na Babil\u00f4nia, que Deus n\u00e3o esqueceu a Alian\u00e7a, nem as promessas que fez no passado. Apesar das vicissitudes, dos desastres e das crises que as voltas da hist\u00f3ria comportam, Israel deve continuar a confiar nesse Deus que \u00e9 fiel e que n\u00e3o desistir\u00e1 nunca de oferecer ao seu Povo um futuro de tranquilidade, de justi\u00e7a e de paz sem fim. O Senhora da hist\u00f3ria, Deus tem soberania sobre a natureza e a humanidade. \u00c9 ele quem abaixa a \u00e1rvore alta, derrubando os opressores e orgulhosos, e eleva a \u00e1rvore baixa, liberta os pobres, oprimidos e exclu\u00eddos. O profeta Ezequiel incute a \u201cesperan\u00e7a messi\u00e2nica\u201d no povo exilado na Babil\u00f4nia, apontando para o tempo em que todas as na\u00e7\u00f5es(\u201cp\u00e1ssaros\u201d) ter\u00e3o abrigo e prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Evangelho(cf. Mc 4,26-34) apresenta uma catequese sobre o Reino de Deus \u2013 essa realidade nova que Jesus veio anunciar e propor. Trata-se de um projeto que, avaliado \u00e0 luz da l\u00f3gica humana, pode parecer condenado ao fracasso; mas ele encerra em si o dinamismo de Deus e acabar\u00e1 por chegar a todo o mundo e a todos os cora\u00e7\u00f5es. Sem alarde, sem pressa, sem publicidade, a semente lan\u00e7ada por Jesus far\u00e1 com que esta realidade velha que conhecemos v\u00e1, aos poucos, dando lugar ao novo c\u00e9u e \u00e0 nova terra que Deus quer oferecer a todos. Jesus ensina por meio de par\u00e1bolas, usando elementos do mundo rural-agr\u00e1rio de seu tempo para compar\u00e1-los ao Reino de Deus. Lemos hoje duas par\u00e1bolas: a da semente que cresce por si e a do gr\u00e3o de mostarda. A da semente mostra a vitalidade do Reino, que tem for\u00e7a em si mesmo. Ao encontrar campo f\u00e9rtil, a semente \u2013 o Reino \u2013 cresce e produz frutos. A par\u00e1bola do gr\u00e3o de mostarda destaca o contraste entre a pequenez da semente e a grandeza da planta: os pequenos gestos do Reino fazem a diferen\u00e7a no mundo.<\/p>\n<p>Nesta semana, olhando para as duas par\u00e1bolas de hoje, vamos exercitar a paci\u00eancia no processo de crescimento. Todos n\u00f3s somos chamados a fazer o bem e Jesus \u00e9 esse mestre que nos ensina com as Suas palavras e com as Suas atitudes. Ele ensina sobre as coisas do Alto. Jesus explica que o Reino dos C\u00e9us \u00e9 como uma semente lan\u00e7ada, que germina, brota, cresce. O Cristo \u00e9 semeado no nosso cora\u00e7\u00e3o. Esse crescimento no dia a dia acontece atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o, das boas obras, da caridade, do perd\u00e3o, da miseric\u00f3rdia. Falar\u00edamos como disse o Papa Francisco nos Angelus do 10\u00ba. Domingo do Tempo Comum: \u201cAcusar algu\u00e9m por inveja \u00e9 veneno mortal\u201d. \u00c9 preciso ter calma. N\u00f3s que estamos na caminhada com Deus n\u00e3o devemos esperar crescer na espiritualidade sem as dores, sem os sofrimentos. Quando nos decidimos por Cristo n\u00f3s entramos na escola do sofrimento, mas colocamos sentido: \u00e9 por causa de Cristo. N\u00f3s nos tornamos mais maduros depois dessa caminhada. Assim \u00e9 o Reino dos C\u00e9us, como um gr\u00e3o de mostarda que come\u00e7a pequeno\u00a0e vai crescendo.\u201d<\/p>\n<p>A segunda leitura(cf. 2Cor 5,6-10) recorda-nos que a vida nesta terra, marcada pela finitude e pela transitoriedade, deve ser vivida como uma peregrina\u00e7\u00e3o ao encontro de Deus, da vida definitiva. O crist\u00e3o deve estar consciente de que o Reino de Deus (de que fala o Evangelho de hoje), embora j\u00e1 presente na nossa atual caminhada pela hist\u00f3ria, s\u00f3 atingir\u00e1 a sua plena matura\u00e7\u00e3o no final dos tempos, quando todos os homens e mulheres se sentarem \u00e0 mesa de Deus e receberem de Deus a vida que n\u00e3o acaba. \u00c9 para a\u00ed que devemos tender, \u00e9 essa a vis\u00e3o que deve animar a nossa caminhada. A exemplo de S\u00e3o Paulo, talvez questionemos se \u00e9 melhor \u201chabitar no corpo\u201d ou \u201cexilar-se do corpo\u201d. N\u00e3o se trata de desprez\u00e1-lo ou fugir dele. Diferentemente dos gregos, para os quais o corpo era a pris\u00e3o da alma, S\u00e3o Paulo valoriza o corpo como \u201cmorada do esp\u00edrito\u201d e \u201cmembro de Cristo\u201d, reconhece sua fugacidade e afirma que o importante \u00e9 procurarmos agradar ao Senhor vivendo nossa realidade corporal.<\/p>\n<p>Pe\u00e7amos a Deus a gra\u00e7a de \u201cplantar o Reino de Deus\u201d, como nosso exemplo, nossa palavra acertada, nossa pr\u00e1tica de amor, justi\u00e7a e solidariedade, confian\u00e7a e miseric\u00f3rdia que a Trindade nos d\u00e1 para lan\u00e7ar as sementes do Reino entre n\u00f3s!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A liturgia do 11\u00ba Domingo do Tempo Comum convida-nos a olhar para a vida e para o mundo com confian\u00e7a e esperan\u00e7a. Deus, fiel ao seu plano de salva\u00e7\u00e3o, continua, hoje como sempre, a conduzir a hist\u00f3ria humana para uma meta de vida plena e de felicidade sem fim. Na primeira leitura(cf. 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