{"id":4115,"date":"2014-01-30T17:33:23","date_gmt":"2014-01-30T19:33:23","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/cpt-qtrabalho-escravo-continua-a-aumentar-no-brasilq\/"},"modified":"2017-04-04T10:22:43","modified_gmt":"2017-04-04T13:22:43","slug":"cpt-qtrabalho-escravo-continua-a-aumentar-no-brasilq","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/cpt-qtrabalho-escravo-continua-a-aumentar-no-brasilq\/","title":{"rendered":"CPT: &#8220;Trabalho escravo continua a aumentar no Brasil&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/cpt.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Em 2013 cresceu o n\u00famero de casos identificados como de trabalho escravo. Em 2012 foram registrados 189 casos, n\u00famero que se elevou para 197 casos em 2013. Confira os demais dados da CPT sobre Trabalho Escravo e o abaixo-assinado promovido pela Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), Rep\u00f3rter Brasil e Walk Free que, ap\u00f3s finalizado, ser\u00e1 encaminhado ao Congresso Nacional.<\/p>\n<p>Quando se completam 10 anos do Massacre de Unai, MG, 28\/01\/2004 &#8211; em que tr\u00eas auditores Fiscais do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE) e um motorista que investigavam den\u00fancias de trabalho escravo numa fazenda da regi\u00e3o foram assassinados -, os n\u00fameros registrados pela Campanha da CPT de Preven\u00e7\u00e3o e Combate ao Trabalho Escravo n\u00e3o permitem que se comemore a erradica\u00e7\u00e3o deste mal que tanto aflige milhares de trabalhadores e trabalhadoras Brasil afora.<\/p>\n<p>Em 2013 cresceu o n\u00famero de casos identificados como de trabalho escravo. Em 2012 foram registrados 189 casos, este n\u00famero se elevou para 197 casos em 2013. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de trabalhadores envolvidos houve decr\u00e9scimo: 3.680 trabalhadores envolvidos, com resgate de 2.730, em 2012; 2.874 trabalhadores envolvidos e 2.208 libertados, em 2013.<\/p>\n<p>Dos 197 casos identificados em 2013, foram fiscalizados 175.<\/p>\n<p>A Campanha da CPT foi respons\u00e1vel pela den\u00fancia de 50 dos 197 casos, envolvendo 799 trabalhadores. Foram fiscalizados apenas 29 dos casos denunciados pela Campanha, o que resultou na liberta\u00e7\u00e3o de 174 pessoas.<\/p>\n<p>Dos 197 casos identificados, 128 ocorreram em atividades da agropecu\u00e1ria e 69 em atividades n\u00e3o agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>Diferentemente de anos anteriores, quando a regi\u00e3o Norte se destacava tanto pelo n\u00famero de casos identificados quanto pelo de pessoas envolvidas, em 2013, a regi\u00e3o Sudeste foi a que apresentou o maior n\u00famero de trabalhadores envolvidos, 1.186, bem como o maior n\u00famero de trabalhadores libertados, 1.147, equiparando-se quase \u00e0 regi\u00e3o Norte pelo n\u00famero de casos: 53 no Sudeste contra 55 no Norte. Em seguida vem \u00e0 regi\u00e3o Nordeste, com 42 casos, Centro-Oeste com 31 e Sul com 16. Pelo n\u00famero de trabalhadores envolvidos em trabalho escravo, o Nordeste vem sem segundo lugar, com 603, seguido da regi\u00e3o Norte, com 505, Centro-Oeste com 430 e Sul com 150.<\/p>\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o a trabalhadores libertados, o Nordeste vem em segundo lugar com 330 libertados, seguido do Centro-Oeste com 309. S\u00f3 ent\u00e3o vem a regi\u00e3o Norte com 274 e a regi\u00e3o Sul com 148.<\/p>\n<p>O n\u00famero maior de casos identificados foi na atividade pecu\u00e1ria, 69. Em segundo lugar veio a constru\u00e7\u00e3o civil com 45 casos, seguida da explora\u00e7\u00e3o em lavouras diversas (laranja, tomate e outros) 34 casos.<\/p>\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de trabalhadores envolvidos, a Constru\u00e7\u00e3o Civil est\u00e1 em primeiro lugar com 1.041 pessoas, tendo sido resgatadas 914 pessoas. Em segundo lugar est\u00e1 a explora\u00e7\u00e3o em lavouras diversas com 602 trabalhadores envolvidos e 453 libertados e, a seguir, vem a pecu\u00e1ria com 539 trabalhadores envolvidos e 266 libertados.<\/p>\n<p><strong>PEC<\/strong><\/p>\n<p>T\u00e3o preocupante quanto a explora\u00e7\u00e3o do trabalho em situa\u00e7\u00f5es an\u00e1logas ao trabalho escravo \u00e9 a tentativa da Bancada Ruralista no Congresso Nacional de alterar o conceito legal que define o crime de trabalho escravo no Brasil. Em troca da aprova\u00e7\u00e3o da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) que determina o confisco de propriedades flagradas com explora\u00e7\u00e3o de trabalho escravo, os ruralistas teimam em retirar da defini\u00e7\u00e3o do trabalho escravo (estabelecida no artigo 149 do C\u00f3digo Penal aprovado em 2003) elementos essenciais na caracteriza\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea deste crime. O objetivo \u00e9 claro: eliminar do texto legal o que se pratica na realidade (a viola\u00e7\u00e3o brutal da dignidade dos trabalhadores) e tornar in\u00f3cuo o confisco da propriedade.<\/p>\n<p>Nesta semana de Combate ao Trabalho Escravo, a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra, Rep\u00f3rter Brasil e Walk Free lan\u00e7aram uma Campanha de mobiliza\u00e7\u00e3o com tema \u201cTrabalho escravo existe. Ruralistas, parem de negar!\u201d. As assinaturas ser\u00e3o encaminhadas ao Congresso Nacional para que este mantenha os termos da atual legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Local: Bras\u00edlia (DF)<br \/>Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2013 cresceu o n\u00famero de casos identificados como de trabalho escravo. Em 2012 foram registrados 189 casos, n\u00famero que se elevou para 197 casos em 2013. 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