{"id":41097,"date":"2018-05-28T11:52:52","date_gmt":"2018-05-28T14:52:52","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=41097"},"modified":"2018-05-28T14:19:46","modified_gmt":"2018-05-28T17:19:46","slug":"a-cura-de-jesus-na-sinagoga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-cura-de-jesus-na-sinagoga\/","title":{"rendered":"A Cura de Jesus na sinagoga"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Em Cafarnaum, conforme relatou S\u00e3o Marcos, Jesus entrou de novo na Sinagoga e ali estava um homem que tinha uma das m\u00e3os ressequida (Mc 3,1-6). O Evangelista foi de uma precis\u00e3o admir\u00e1vel observando os atores, seus gestos e suas palavras. \u00c9 de se notar uma s\u00e9rie de oposi\u00e7\u00f5es nesta narrativa, pois no come\u00e7o Jesus penetra no local de culto dos judeus, no final seus opositores saem; h\u00e1 algu\u00e9m com a m\u00e3o atrofiada e esta \u00e9 inteiramente curada; os advers\u00e1rios observam Jesus, pois era dia de s\u00e1bado e Jesus volta-se para eles com um olhar de reprova\u00e7\u00e3o; Cristo lhes fala, mas eles se calam. A cena era dram\u00e1tica, pois se tratava de um ser humano com m\u00e3o paralisada e al\u00ed estavam cora\u00e7\u00f5es insens\u00edveis \u00e0quele sofrimento, sedentos de ter motivos para acusar o homem de Nazar\u00e9 que curara o paral\u00edtico. O local era sagrado, era um s\u00e1bado e, por isto, al\u00ed devia prevalecer a escuta da Palavra de Deus. Eis porque Jesus lan\u00e7ou solenemente sua indaga\u00e7\u00e3o se naquelas circunst\u00e2ncias era l\u00edcito fazer o bem ou praticar o mal. N\u00e3o teve resposta e em sua miseric\u00f3rdia e com seu poder curou aquele enfermo. O resultado foi registrado por S\u00e3o Marcos: \u201cOs fariseus, saindo dali, confabularam com os herodianos sobre a maneira de O matarem\u201d. Inimigos tradicionais a armarem juntos um complot, numa causa comum, contra quem havia operado uma a\u00e7\u00e3o caritativa.\u00a0 \u00c9 que o sistema de valores de Jesus era muito diferente do modo de pensar de seus inimigos. Prevaleceu a autoridade de Cristo e sua identidade. Como Mestre que era Ele doutrinou sobre o verdadeiro sentido do s\u00e1bado e como Filho de Deus demonstrou que Ele era o senhor do s\u00e1bado. Que a lei do amor e da miseric\u00f3rdia deveria sempre prevalecer \u00e9 a grande li\u00e7\u00e3o de Jesus neste epis\u00f3dio. Os disc\u00edpulos que o acompanhavam devem ter entendido que ser ap\u00f3stolo era anunciar esta Boa Nova a qual leva a uma nova maneira de ser. Olhe o mundo\u00a0 o olhar de Deus, amando a todos como Ele nos ama. Viver o dia a dia no amor e para o amor ao Criador e ao pr\u00f3ximo, eis a miss\u00e3o do crist\u00e3o. Aderir a esta verdade n\u00e3o \u00e9 inteiramente f\u00e1cil, pois a fragilidade humana trava a dile\u00e7\u00e3o aos outros e impede o caminho da convers\u00e3o e da cura. Assim como Jesus teve piedade do homem da m\u00e3o ressequida, seu seguidor deve se compadecer de todos os sofrimentos, doen\u00e7as e feridas, tudo fazendo a seu alcance para minimizar tais amarguras. A exemplo de Cristo o seu disc\u00edpulo mostra por toda parte a bondade divina, correspondendo aos des\u00edgnios da benevol\u00eancia do Criador, embora tenha que enfrentar dificuldades como Jesus l\u00e1 na sinagoga. A vida do crist\u00e3o exige um oceano de paci\u00eancia e um barril de prud\u00eancia, como Cristo mostrou enfrentando seus advers\u00e1rios. Ao fazer o milagre da cura Jesus mandou que o doente estendesse a m\u00e3o paralisada. O crist\u00e3o n\u00e3o pode ter m\u00e3os ressequidas, mas sempre abertas para ajudar os outros, para perdoar e distribuir benef\u00edcios. Muitas vezes h\u00e1 o conflito interios entre a vis\u00e3o da f\u00e9 e a vida cotidiana, entre o desejo de Deus e os h\u00e1bitos adquiridos, entre a liberdade que Jesus oferece e o esfor\u00e7o que a caridade exige para agir, dizer e pensar. A tens\u00e3o deve ser superada e florece ent\u00e3o a beleza dos gestos humanit\u00e1rios de salva\u00e7\u00e3o e reconcilia\u00e7\u00e3o bem de acordo com o projeto de Deus num clima de uma intensa f\u00e9. Finalmente, \u00e9 de se notar que os fariseus l\u00e1 na Sinagoga observavam a Cristo. Faziam isto para poderem depois o acusar e perseguir. Ao crist\u00e3o cumpre, por\u00e9m, \u00a0sempre ter olhos fixos em Jesus, mas \u00a0para perceber e assimilar sua ternura sem fim. Admir\u00e1vel foi o seu interesse para\u00a0 com um homem com a m\u00e3o ressequida. Seus inimigos ali presentes\u00a0 n\u00e3o o podiam acusar de desprezo para com aquele sofredor. Jesus, por\u00e9m, sabia que aquela cura iria lev\u00e1-los a tramar sua morte, fato bem registrado por S\u00e3o Marcos. Contudo, como Mestre divino, Cristo, deu o exemplo, pois a bondade \u00e9 a tend\u00eancia de se dar, de se sacrificar pelos outros. Esta bondade que pulsava em seu cora\u00e7\u00e3o o inclinava para as mis\u00e9rias f\u00edsicas e morais dos sofredores que com Ele deparavam. Ele se fez modelo de seus disc\u00edpulos que deveriam sempre abrir os tesouros de seu cora\u00e7\u00e3o, vindo ao encontro daqueles que sofrem. Eis a\u00ed a voca\u00e7\u00e3o do seguidor de Cristo. Se o crist\u00e3o\u00a0 ama, se faz o bem, como Jesus na Sinagoga, eleva o mundo inteiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Cafarnaum, conforme relatou S\u00e3o Marcos, Jesus entrou de novo na Sinagoga e ali estava um homem que tinha uma das m\u00e3os ressequida (Mc 3,1-6). 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