{"id":40537,"date":"2018-05-04T09:16:54","date_gmt":"2018-05-04T12:16:54","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=40537"},"modified":"2018-05-04T09:16:54","modified_gmt":"2018-05-04T12:16:54","slug":"ministerio-extraordinario-da-seguranca-quer-apoio-das-igrejas-na-prevencao-da-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/ministerio-extraordinario-da-seguranca-quer-apoio-das-igrejas-na-prevencao-da-violencia\/","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio Extraordin\u00e1rio da Seguran\u00e7a quer apoio das Igrejas na preven\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Raul Jungmann, ministro extraordin\u00e1rio da Seguran\u00e7a P\u00fablica, esteve com dom Leonardo Steiner, secret\u00e1rio-executivo da CNBB, no dia 17 do m\u00eas de mar\u00e7o. Na ocasi\u00e3o, ele falou que procurava apoio das Igrejas e recebeu o Texto-Base da Campanha da Fraternidade de 2018 que trata da supera\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia.\u00a0O ministro recordou, naquele dia, os compromissos p\u00fablicos manifestado pelo episcopado brasileiro para com o tema: \u201c<em>A CNBB tem uma preocupa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica com a vida, com a defesa da vida que \u00e9 um bem sagrado. E a CNBB tem sido sempre uma grande parceira em todas grandes quest\u00f5es sociais e tamb\u00e9m morais do Brasil\u201d<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Outras Igrejas<\/strong><\/p>\n<p>O ministro disse tamb\u00e9m que convidaria outras Igrejas para falar do assunto. Segundo informa\u00e7\u00f5es do Empresa Brasileira de Comunica\u00e7\u00e3o, EBC, este prop\u00f3sito se concretizou no encontro encontrando-se com representantes de entidades religiosas na tentativa de sensibiliz\u00e1-las a ajudar o governo a reduzir a criminalidade no Brasil, tendo como foco a juventude mais vulner\u00e1vel. Ap\u00f3s apresentar dados indicando que p\u00f4r as pessoas na cadeia n\u00e3o est\u00e1 resolvendo o problema da viol\u00eancia, Jungmann fez um pedido para que as igrejas \u201cabracem\u201d os jovens a fim de prevenir a criminalidade, especialmente nas cidades onde mais se mata no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo Jungmann, as igrejas s\u00e3o \u201cinsubstitu\u00edveis\u201d nesse papel, pois j\u00e1 promovem trabalhos sociais. A Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Brasileira mencionou a exist\u00eancia de milhares de grupos de assist\u00eancia social em todo o pa\u00eds. \u201c<em>As igrejas se preocupam com a juventude, que tamb\u00e9m est\u00e1 presa dentro do sistema carcer\u00e1rio, e elas t\u00eam uma palavra de valores, princ\u00edpios, respeito ao outro, porque \u00e9 comum a todas as religi\u00f5es a defesa da vida<\/em>\u201d, afirmou o ministro.<\/p>\n<p>Durante a apresenta\u00e7\u00e3o, Jungmann mostrou n\u00fameros sobre o crescimento da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria brasileira, que j\u00e1 \u00e9 a terceira maior do mundo. O Brasil fica atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos e da China, que s\u00e3o bem maiores em termos demogr\u00e1ficos. A maioria dos jovens presos est\u00e1 nessa situa\u00e7\u00e3o por ter cometido crimes considerados menos graves, mas acaba sendo cooptada pelas fac\u00e7\u00f5es criminosas e n\u00e3o consegue se reinserir na sociedade.<\/p>\n<p>\u201c<em>N\u00f3s temos atualmente repress\u00e3o social, e ela tem que haver, sobretudo para o criminoso que mata, estupra, chefe de gangue etc. A\u00ed, m\u00e3o dura do Estado. Mas tamb\u00e9m precisamos ter uma forte pol\u00edtica de preven\u00e7\u00e3o social, para evitar o crime, antes que o delito e a desordem ocorram. \u00c9 disso que a gente tem que cuidar. Precisamos estender a m\u00e3o para os jovens e encontrar maneiras de inseri-los dentro da sociedade para que n\u00e3o sejam atra\u00eddos pelo crime organizado<\/em>\u201c, afirmou Jungmann.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Participaram tamb\u00e9m do encontro representantes da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Conselho Nacional de Igrejas Crist\u00e3s do Brasil, da Alian\u00e7a Evang\u00e9lica Brasileira, da Assembleia de Deus e da Igreja Universal.<\/p>\n<p><b>Informa\u00e7\u00f5es sobre encarceramento<\/b><\/p>\n<p>Mat\u00e9ria da EBC traz informa\u00e7\u00e3o de que a reuni\u00e3o come\u00e7ou com a apresenta\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>slides<\/em>\u00a0sobre o crescimento da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria: em 1990, eram 90 mil apenados, e os dados mais atualizados, de 2016, registram cerca de 730 mil pessoas presas no Brasil, indicando que, enquanto a popula\u00e7\u00e3o brasileira cresceu 20%, o aumento nas pris\u00f5es foi de 471%. Desse montante, 40% s\u00e3o presos que ainda n\u00e3o foram julgados, nem condenados pela Justi\u00e7a, e 55% t\u00eam entre 18 e 29 anos.<\/p>\n<p>\u201c<em>A popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria se caracteriza pela juventude, baixa escolaridade, pretos e pobres e em grande medida presos provis\u00f3rios; a larga maioria da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria est\u00e1 presa por roubo e furto. Se somarmos, d\u00e1 mais de 50%. \u00c9 claro que roubo e furto t\u00eam que ser coibidos, representam delitos, e tem que haver san\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, o impacto sobre a alta criminalidade, falando com muita franqueza, \u00e9 menor<\/em>\u201d, afirmou Jungmann.<\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Aos l\u00edderes religiosos, Jungmann disse que as pol\u00edticas de combate \u00e0 criminalidade aplicadas nos \u00faltimos 30 anos acabam trazendo, em \u00faltima inst\u00e2ncia, novas amea\u00e7as para a sociedade. \u201c<em>O sistema prisional est\u00e1 hoje nas m\u00e3os do crime organizado. Fac\u00e7\u00f5es criminosas controlam o sistema. E, mais do que isso, surgiram dentro do sistema prisional. Todos aqui s\u00e3o recrutadores de soldados para o crime organizado. Quando jogamos eles no sistema, tenho certeza de que alguns v\u00e3o ter que escolher entre as grandes gangues para continuar vivos<\/em>\u201d, disse o ministro. Ele ressaltou que, ao mesmo tempo em que a sociedade clama contra a viol\u00eancia, coloca as pessoas que cometem pequenos crimes no \u201c<em>ber\u00e7\u00e1rio do crime organizado<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s apresentar o quadro da juventude em condi\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis, o ministro da Defesa disse que o foco do governo s\u00e3o os 111 munic\u00edpios mais perigosas dentre os 5,5 mil existentes no pa\u00eds. Nesses munic\u00edpios, ocorrem 50% dos homic\u00eddios registrados no Brasil. De acordo com o ministro, o papel da sociedade \u00e9 fundamental para que o projeto de um governo se torne efetivo apesar das mudan\u00e7as de grupos pol\u00edticos que est\u00e3o no poder. \u201c<em>A sociedade, com medo, pede pris\u00e3o. Se n\u00e3o mata, esfola [os criminosos]. Mas a melhor pol\u00edtica de seguran\u00e7a que existe \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o social<\/em>\u201d, afirmou Raul Jungmann.<\/p>\n<div class=\"edicao\"><em>Texto: EBC \/Edi\u00e7\u00e3o:\u00a0<span class=\"txtGeral\">N\u00e1dia Franco\/ Foto:\u00a0Fabio Rodrigues Pozzebom\/Ag\u00eancia Brasil<\/span><\/em><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: CNBB<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Raul Jungmann, ministro extraordin\u00e1rio da Seguran\u00e7a P\u00fablica, esteve com dom Leonardo Steiner, secret\u00e1rio-executivo da CNBB, no dia 17 do m\u00eas de mar\u00e7o. 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