{"id":40394,"date":"2018-04-27T11:36:43","date_gmt":"2018-04-27T14:36:43","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=40394"},"modified":"2018-04-27T11:36:43","modified_gmt":"2018-04-27T14:36:43","slug":"a-doutrina-do-pecado-original","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-doutrina-do-pecado-original\/","title":{"rendered":"A doutrina do pecado original"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"subtitle\">Na Igreja, o sacramento do Batismo apaga o pecado original<\/h2>\n<p>A Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9 publicou, em 22 de fevereiro de 2018, a Carta <i>Placuit Deo<\/i> (<i>Aprouve Deus<\/i>). Nela, afirma que a salva\u00e7\u00e3o eterna s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel, por meio de Cristo, em Sua Igreja, cuja porta de entrada \u00e9 o Batismo (cf. n. 1 e n. 12). Para bem valorizar esse sacramento, \u00e9 preciso entender o <i>pecado original<\/i> (= da origem).<\/p>\n<p>O Credo Niceno-Constantinopolitano \u2013 aquele mais longo que, algumas vezes, rezamos, nas Missas, e que leva esse nome por ter sido formulado nos Conc\u00edlios de Niceia (325) e de Constantinopla (381) \u2013 professa: \u201cCreio em um s\u00f3 Deus, Pai todo-poderoso, criador do c\u00e9u e da terra, de todas as coisas vis\u00edveis e invis\u00edveis\u201d. Isso quer dizer que <i>tudo<\/i> \u00e9 obra de Deus.<\/p>\n<p>Pois bem, no relato b\u00edblico, em sua linguagem pr\u00f3pria feita catequese (cf. Gn 2-3), o que se v\u00ea, em resumo, \u00e9 o seguinte: Deus criou o homem e a mulher, ou seja, seres dotados de corpo material e alma espiritual \u2013 s\u00edntese do vis\u00edvel e do invis\u00edvel \u2013 e os colocou em um estado de harmonia e felicidade grandiosas: o para\u00edso.<\/p>\n<p>Naquela condi\u00e7\u00e3o, o Senhor lhes deu o <i>dom sobrenatural<\/i> (que ultrapassa as exig\u00eancias da natureza humana, por isso \u00e9 pura doa\u00e7\u00e3o) da <i>filia\u00e7\u00e3o divina<\/i>, gra\u00e7a santificante que elevou nossos primeiros pais \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de filhos muito amados Seus. Presenteou-lhes tamb\u00e9m com os <i>dons preternaturais<\/i> (que ampliam as capacidades da natureza humana) da <i>imortalidade<\/i> (cf. Gn 2,17;3,3-4.19) \u2013 nunca morreriam, mas passariam, como qu\u00ea em um sono, para a eternidade \u2013, da <i>impassibilidade<\/i> (cf. Gn 3,16) \u2013 n\u00e3o sofreriam mal algum \u2013, da <i>integridade<\/i> (cf. Gn 2,25; 3,7-11) \u2013 n\u00e3o padeciam da concupisc\u00eancia ou da tenta\u00e7\u00e3o ao pecado \u2013 e da <i>ci\u00eancia moral infusa<\/i> \u2013 que os levava a viver, sempre, segundo a vontade de Deus.<\/p>\n<p>Foi, contudo, solicitada dos primeiros pais uma prova: poderiam dizer \u201cSim\u201d ou \u201cN\u00e3o\u201d \u00e0queles grandes dons de Deus (cf. Gn 2,16-17). Ele nos fez livres e, por isso s\u00f3 nos salva com o nosso pleno consentimento. Ora, o ser humano, ref\u00e9m da tenta\u00e7\u00e3o, representada na sugest\u00e3o da serpente, disse \u201cN\u00e3o\u201d a Deus, julgando, em sua soberba, raiz de todos os pecados (cf. Eclo 10,15), que desobedecendo ao Criador seria igual a Ele (cf. Gn 3,5). Foi um pecado singular (n\u00e3o uma falta qualquer) que trouxe consequ\u00eancias muito s\u00e9rias. Ad\u00e3o e Eva perderam \u2013 estavam nus (cf. Gn 3,7) \u2013 todos os dons sobrenaturais e preternaturais dados por Deus. Eis o <i>pecado original originante<\/i>.<\/p>\n<p>Distingue-se do pecado original originante o <i>pecado original originado<\/i>, aquele que herdamos, por transmiss\u00e3o, dos primeiros pais. Embora se chame pecado original (est\u00e1 na origem), n\u00e3o \u00e9 uma culpa pessoal ou falha cometida livremente, mas a falta da gra\u00e7a santificante e dos dons preternaturais j\u00e1 mencionados.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m poderia, aqui, acusar a Deus de injusto por nos ter privado desses dons. Tal acusa\u00e7\u00e3o \u00e9 falsa, pois os dons que n\u00e3o recebemos n\u00e3o eram da ess\u00eancia humana, mas como qu\u00ea importantes anexos dados pelo Senhor. De modo oportuno, o Pe. Leo Treze, em sua obra <i>A f\u00e9 explicada<\/i> (Quadrante), p. 40, diz o seguinte: \u201cSe antes de eu nascer, um homem rico tivesse oferecido a meu pai um milh\u00e3o de d\u00f3lares em troca de um pequeno trabalho, e meu pai tivesse recusado a oferta, na verdade eu n\u00e3o poderia culpar o milion\u00e1rio pela minha pobreza. A culpa seria de meu pai, n\u00e3o do milion\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>Apesar de tudo, o Pai celeste enviou Seu Filho para nos redimir (cf. Rm 5,12-21; 1Cor 15,45-49). Na Igreja, o sacramento do Batismo apaga o pecado original (e atuais, se houver, no caso de adultos) elevando-nos, de novo, pela <i>gra\u00e7a santificante<\/i>, \u00e0 dignidade de filhos(as) de Deus. N\u00e3o recebemos os dons preternaturais refor\u00e7adores da nossa natureza, mas recuperamos o mais importante: o dom da vida eterna. Da\u00ed a necessidade de se batizar, o quanto antes, as criancinhas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2013 Ver: <i>Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/i>, n. 396-403; 415-420.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Igreja, o sacramento do Batismo apaga o pecado original A Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9 publicou, em 22 de fevereiro de 2018, a Carta Placuit Deo (Aprouve Deus). Nela, afirma que a salva\u00e7\u00e3o eterna s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel, por meio de Cristo, em Sua Igreja, cuja porta de entrada \u00e9 o Batismo (cf. n. 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