{"id":40309,"date":"2018-04-25T14:43:35","date_gmt":"2018-04-25T17:43:35","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=40309"},"modified":"2018-04-25T14:47:50","modified_gmt":"2018-04-25T17:47:50","slug":"uma-em-cada-cinco-criancas-sofre-com-a-pobreza-na-alemanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/uma-em-cada-cinco-criancas-sofre-com-a-pobreza-na-alemanha\/","title":{"rendered":"Uma em cada cinco crian\u00e7as sofre com a pobreza na Alemanha"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"subtitle\">&#8220;A pobreza costuma chegar quando os casais se separam&#8221;, explica uma deputada<\/h2>\n<div>\n<p>A ideia de que todos vivem bem na Alemanha, como costuma dizer a chanceler Angela Merkel, perde sua for\u00e7a diante de estat\u00edsticas que apontam que uma em cada cinco crian\u00e7as vive na pobreza na maior economia da Europa.<\/p>\n<p>Depois das 15h, as crian\u00e7as p\u00f5em sobre a mesa tomates e pepino. De segunda a quinta-feira, quase todas as tarde, elas costumam comer em um centro social de Lichtenberg, no leste de Berlim.<\/p>\n<\/div>\n<p>\u201cNotamos sobretudo nos adolescentes, muitos nos dizem: quando vamos comer? N\u00e3o comi nada o dia todo\u201d, conta Patric Tavanti, diretor do estabelecimento administrado pela funda\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica C\u00e1ritas.<\/p>\n<p>Seus pais n\u00e3o t\u00eam meios financeiros, ou tempo, para lhes dar alimentos com regularidades, acrescenta. \u201cAqui, elas se sentem em casa\u201d.<\/p>\n<p>\u201cVenho quase todos os dias\u201d, conta Leila, uma adolescente. \u201cPodemos falar, cozinhamos, e nos divertimos\u201d.<\/p>\n<p>\u2013 Espiral \u2013<\/p>\n<p>No motor econ\u00f4mico da Europa, a economia vai bem e os cofres p\u00fablicos est\u00e3o cheios. Mas cerca de 20% dos menores de 18 anos crescem em estado de \u201cpobreza relativa\u201d, segundo o Minist\u00e9rio da Fam\u00edlia, um n\u00edvel similar ao da Fran\u00e7a, onde a conjuntura econ\u00f4mica \u00e9 menos favor\u00e1vel.<\/p>\n<p>Seus pais vivem com menos de 60% das receitas m\u00e9dias dos lares alem\u00e3es, ou seja, menos de 1.192 euros l\u00edquidos mensais para um adulto com um filho, e menos de 2.355 euros para uma fam\u00edlia com quatro.<\/p>\n<p>Na Alemanha, que se orgulha de ter reduzido o desemprego ao n\u00edvel mais baixo desde a reunifica\u00e7\u00e3o alem\u00e3, mais de um ter\u00e7o dos 2,8 milh\u00f5es de crian\u00e7as pobres s\u00e3o de fam\u00edlias com pais empregados, aponta Heinz Hilgers, presidente da Federa\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o da Inf\u00e2ncia (Kinderschutzbund).<\/p>\n<p>Al\u00e9m do aspecto material, a descoberta das crian\u00e7as que pertencem a este grupo desfavorecido \u00e9 devastadora, afirma Klaus Hurrelmann, professor da Hertie School of Governance de Berlim.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma espiral: os meninos se sentem exclu\u00eddos, come\u00e7am a sentir vergonha de n\u00e3o poder participar das excurs\u00f5es do col\u00e9gio, nem convidar amigos para seus anivers\u00e1rios. Acabam perdendo a confian\u00e7a em si mesmos, deixando de ser aplicados no col\u00e9gio, porque a pobreza material tamb\u00e9m \u00e9 uma pobreza de educa\u00e7\u00e3o e cultura\u201d, acrescenta o especialista.<\/p>\n<p>\u2013 Risco econ\u00f4mico \u2013<\/p>\n<p>\u201cAtualmente, temos apenas um adolescente que quer fazer faculdade\u201d, disse Patric Tavanti, da C\u00e1ritas.<\/p>\n<p>A escola n\u00e3o integra corretamente essas crian\u00e7as, que muito frequentemente s\u00e3o de origem estrangeira, ou de fam\u00edlias monoparentais.<\/p>\n<p>\u201cNotamos uma necessidade crescente de comida, mas tamb\u00e9m de ajuda para fazer os deveres e aprender a ler\u201d, explica Lars Dittebrand, diretor do Manna, um centro familiar em Berlim.<\/p>\n<p>A sele\u00e7\u00e3o na escola, geralmente no fim dos estudos do ensino fundamental, leva os mais desfavorecidos a empregos prec\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u201cA pobreza \u00e9 herdada\u201d, diz a Funda\u00e7\u00e3o Bertelsmann, que revela que apenas entre 3% e 16% das fam\u00edlias conseguem sair de sua condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cGera\u00e7\u00f5es de crian\u00e7as pobres se tornam adultos pobres e pais pobres\u201d, lamenta Heinz Hilgers. Isso representa um \u201crisco econ\u00f4mico enorme\u201d em uma Alemanha envelhecida, ele alerta.<\/p>\n<p>O novo governo de coaliz\u00e3o entre os conservadores de Merkel e os social-democratas prometeu ajudar, incluindo subs\u00eddios \u00e0s fam\u00edlias, mais creches e escolas abertas durante todo o dia para facilitar o acesso das m\u00e3es ao emprego.<\/p>\n<p>A deputada ecologista Lisa Paus considera que nada melhorar\u00e1 at\u00e9 que se reforme o sistema fiscal, que beneficia os casais.<\/p>\n<p>Os tempos mudaram, \u201ce a pobreza costuma chegar quando os casais se separam\u201d, explica a deputada, denunciando a falta de apoio \u00e0s fam\u00edlias monoparentais.<\/p>\n<p>De fato, 45% das crian\u00e7as criadas por apenas um progenitor, geralmente a m\u00e3e, vive em pobreza relativa.<\/p>\n<p>Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A pobreza costuma chegar quando os casais se separam&#8221;, explica uma deputada A ideia de que todos vivem bem na Alemanha, como costuma dizer a chanceler Angela Merkel, perde sua for\u00e7a diante de estat\u00edsticas que apontam que uma em cada cinco crian\u00e7as vive na pobreza na maior economia da Europa. 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