{"id":39856,"date":"2018-04-11T11:48:58","date_gmt":"2018-04-11T14:48:58","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=39856"},"modified":"2018-04-11T11:51:22","modified_gmt":"2018-04-11T14:51:22","slug":"os-leigos-devem-ser-apostolos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/os-leigos-devem-ser-apostolos\/","title":{"rendered":"Os leigos devem ser ap\u00f3stolos"},"content":{"rendered":"<p>Bem-aventurados Charles de Foucauld, nasceu em 15 de Setembro de 1858, em Estrasburgo, (Fran\u00e7a), martirizado em 1 de Dezembro de 1916, no Saara argelino. Foi monge trapista, padre, eremita e mission\u00e1rio no deserto africano. Irm\u00e3o Universal e Ap\u00f3stolo do Saara. Mentor da Espiritualidade de Nazar\u00e9 e inspirador de uma grande fam\u00edlia internacional que procura seguir o Evangelho de Cristo. <strong>Seu lema: \u201cGritar o Evangelho com toda a sua vida\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Carta a Joseph Hours, 03 de maio de 1912.<\/p>\n<p>Come\u00e7ou a envi\u00e1-los:<\/p>\n<p>Ser ap\u00f3stolo, mas por que meios? Por aqueles que o Senhor p\u00f5e \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de cada um: os padres t\u00eam os respectivos superiores, que lhes dizem o que devem fazer. Os leigos devem ser ap\u00f3stolos para com todos aqueles a quem podem chegar: parentes e amigos, mas n\u00e3o s\u00f3 eles; a caridade n\u00e3o \u00e9 estreita, alcan\u00e7a todos \u00e0queles que o Cora\u00e7\u00e3o de Jesus abra\u00e7a. Por que meios? Pelos melhores, tendo em conta aqueles a quem se dirigem: com todos aqueles com quem se relacionam, sem exce\u00e7\u00e3o, pela bondade, a ternura, o afeto fraterno, o exemplo de virtude, a humildade e a do\u00e7ura, sempre atraentes e t\u00e3o crist\u00e3s. Com alguns, sem lhes dizer nunca uma palavra sobre Deus ou sobre religi\u00e3o, tendo paci\u00eancia como Deus tem paci\u00eancia, sendo bom como Deus \u00e9 bom, sendo um irm\u00e3o terno e rezando. Com outros, falando-lhes de Deus na medida em que conseguem atingir; a partir do momento em que chegam \u00e0 ideia de procurar a verdade pelo estudo da religi\u00e3o, pondo-os em contato com um sacerdote bem escolhido e capaz de lhes fazer bem. Sobretudo, vendo em cada homem um irm\u00e3o.<\/p>\n<p>Disse Charles de Foucauld: \u201cMinha miss\u00e3o deve ser o apostolado da bondade. A meu ver, dever\u00e3o dizer &#8216;J\u00e1 que este homem \u00e9 t\u00e3o bom, tamb\u00e9m sua religi\u00e3o deve ser boa&#8217;. Se algu\u00e9m me perguntar por que eu sou manso e bom, deverei responder: &#8216;Porque eu sou servidor de um outro que \u00e9 muito melhor do que eu. Se soubesse como \u00e9 bom o meu Mestre Jesus!&#8217;. Quero ser t\u00e3o bom que possam dizer de mim: &#8216;Se o servidor \u00e9 assim, como n\u00e3o ser\u00e1 o Mestre!\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00c0 PROCURA DA OVELHA PERDIDA<\/strong><\/p>\n<p>Charles de Foucauld (Retiro em Nazar\u00e9, Novembro de 1897).<\/p>\n<p>\u00c0 procura da ovelha perdida:<\/p>\n<p>Ia-me afastando mais e mais de V\u00f3s, meu Senhor e minha vida, e a minha vida come\u00e7ava a ser uma morte, ou antes, era j\u00e1 uma morte a vossos olhos. E neste estado de morte me conserv\u00e1veis ainda. [\u2026] A f\u00e9 tinha desaparecido por completo, mas o respeito e a estima haviam permanecido intactos. Conced\u00edeis-me outras gra\u00e7as, meu Deus, mant\u00ednheis em mim o gosto pelo estudo, pelas leituras s\u00e9rias, pelas coisas belas, a repugn\u00e2ncia pelo v\u00edcio e pela fealdade. Fazia o mal, mas n\u00e3o o aprovava nem o amava. [\u2026] D\u00e1veis-me essa vaga inquieta\u00e7\u00e3o de uma m\u00e1 consci\u00eancia que, por adormecida que esteja, nem por isso est\u00e1 morta.<\/p>\n<p>Nunca senti esta tristeza, este mal-estar, esta inquieta\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o nessa altura. Era, pois, um dom vosso, meu Deus; que longe estava eu de suspeitar de que assim fosse! Que bom sois! E, ao mesmo tempo em que imped\u00edeis a minha alma, por essa inven\u00e7\u00e3o do vosso amor, de se afundar irremediavelmente, preserv\u00e1veis o meu corpo: pois se tivesse morrido nessa altura, teria ido para o inferno. [\u2026] Os perigos da viagem, t\u00e3o grandes e t\u00e3o numerosos, de que me fizestes sair como que por milagre! A sa\u00fade inalter\u00e1vel nos lugares mais mals\u00e3os, apesar de t\u00e3o grandes fadigas! \u00d3 meu Deus, como t\u00ednheis a vossa m\u00e3o sobre mim, e qu\u00e3o pouco eu a sentia! Como me protegestes! Como me abrigastes sob as vossas asas, quando eu nem sequer acreditava na vossa exist\u00eancia! E, enquanto assim me proteg\u00edeis, e o tempo ia passando, parecia-Vos que tinha chegado o momento de me reconduzir ao cercado.<\/p>\n<p>Desfizestes, apesar de mim, todos os la\u00e7os maus que me teriam mantido afastado de V\u00f3s; desfizestes mesmo todos os la\u00e7os bons que me teriam impedido de ser, um dia, todo vosso. [\u2026] Foi a vossa m\u00e3o, e s\u00f3 ela, que fez disto o come\u00e7o, o meio e o fim. Que bom sois! Era necess\u00e1rio faz\u00ea-lo, para preparar a minha alma para a verdade; o dem\u00f3nio \u00e9 excessivamente senhor de uma alma que n\u00e3o \u00e9 casta, para nela deixar entrar a verdade; n\u00e3o pod\u00edeis entrar, meu Deus, numa alma onde o dem\u00f3nio das paix\u00f5es imundas reinava como senhor. Quer\u00edeis entrar na minha, \u00f3 Bom Pastor, e fostes V\u00f3s que dela expulsastes o vosso inimigo.<\/p>\n<p><strong>Disse Charles de Foucauld: \u201cSer tudo para todos, com um \u00fanico desejo no cora\u00e7\u00e3o: o de dar Jesus \u00e0s almas\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Frei In\u00e1cio Jos\u00e9 do Vale<\/p>\n<p>Professor e conferencista<\/p>\n<p>Soci\u00f3logo em Ci\u00eancia da Religi\u00e3o<\/p>\n<p>Fraternidade Sacerdotal Jesus C\u00e1ritas<\/p>\n<p>E-mail: pe.inacio.jose@gmail.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bem-aventurados Charles de Foucauld, nasceu em 15 de Setembro de 1858, em Estrasburgo, (Fran\u00e7a), martirizado em 1 de Dezembro de 1916, no Saara argelino. Foi monge trapista, padre, eremita e mission\u00e1rio no deserto africano. Irm\u00e3o Universal e Ap\u00f3stolo do Saara. 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