{"id":39793,"date":"2018-04-09T15:33:58","date_gmt":"2018-04-09T18:33:58","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=39793"},"modified":"2018-04-09T15:33:58","modified_gmt":"2018-04-09T18:33:58","slug":"papa-misericordia-o-palpitar-do-coracao-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-misericordia-o-palpitar-do-coracao-de-deus\/","title":{"rendered":"Papa: Miseric\u00f3rdia, o palpitar do cora\u00e7\u00e3o de Deus"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">O Papa Francisco renovou o convite para a confiss\u00e3o, para assim descobrirmos que a miseric\u00f3rdia de Deus \u00e9 bem maior do que as nossa mis\u00e9rias. Como Tom\u00e9, &#8220;pe\u00e7amos hoje a gra\u00e7a de reconhecer o nosso Deus: de encontrar no seu perd\u00e3o a nossa alegria, na sua miseric\u00f3rdia a nossa esperan\u00e7a&#8221;.<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>\u201cQuando nos confessamos, tem lugar o inaudito: descobrimos que precisamente aquele pecado, que nos mantinha distantes do Senhor, converte-se no lugar do encontro com Ele\u201d. E \u201cem cada perd\u00e3o recebemos novo alento, somos encorajados, pois nos sentimos cada vez mais amados.\u201d<\/p>\n<p>Dirigindo-se aos 50 mil fi\u00e9is presentes na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro no Domingo da Divina Miseric\u00f3rdia \u2013 festa institu\u00edda por S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II \u2013 o Papa Francisco recordou do perd\u00e3o, afirmando que diante das passagens que parecem bloqueadas pela vergonha, pela resigna\u00e7\u00e3o e pelo nosso pecado, justamente ali \u201cDeus faz maravilhas\u201d, pois Ele adora entrar atrav\u00e9s das portas fechadas\u201d, pois para Ele, \u201cnada \u00e9 intranspon\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Os disc\u00edpulos reconheceram Jesus pelas suas chagas. Inspirando-se no Evangelho do dia que descreve a incredulidade de Tom\u00e9 que diz que acreditaria somente se pusesse \u201co dedo nas marcas dos pregos&#8221; e\u00a0 &#8220;a m\u00e3o no seu lado\u201d, o Papa iniciou dizendo que \u201ctemos de agradecer a Tom\u00e9, pois a ele n\u00e3o bastou ouvir dizer dos outros que Jesus estava vivo, e tampouco de v\u00ea-Lo em carne e osso, mas quis ver dentro, tocar com a m\u00e3o nas suas chagas, os sinais do seu amor.&#8221;<\/p>\n<p>\u201cSe eu n\u00e3o vir a marca dos pregos em suas m\u00e3os, se eu n\u00e3o puser o dedo nas marcas dos pregos e n\u00e3o puser a m\u00e3o no seu lado, n\u00e3o acreditarei\u201d.<\/p>\n<h2>Vemos Jesus pelas suas chagas<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>Tom\u00e9, o \u00abD\u00eddimo\u00bb, \u201c\u00e9 verdadeiramente nosso irm\u00e3o g\u00eameo. Pois tamb\u00e9m a n\u00f3s n\u00e3o basta saber que Deus existe\u201d:<\/p>\n<p><i>\u201cUm Deus ressuscitado, mas long\u00ednquo, n\u00e3o nos preenche a nossa vida; n\u00e3o nos atrai um Deus distante, por mais que seja justo e santo. N\u00e3o. N\u00f3s tamb\u00e9m precisamos \u201cver a Deus\u201d, de \u201ctocar com a m\u00e3o\u201d que Ele tenha ressuscitado por n\u00f3s\u201d.<\/i><\/p>\n<div>\n<aside class=\"article__readmore\">\n<div class=\"teaser--labelEvidence teaser\">\n<article>\n<div class=\"teaser__labelWrapper\"><\/div>\n<div class=\"teaser__contentWrapper\">\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E podemos v\u00ea-Lo, \u201cpor meio das suas chagas\u201d:<\/p>\n<p>\u201c<i>Entrar nas suas chagas significa contemplar o amor sem medidas que brota do seu cora\u00e7\u00e3o.\u00a0 Este \u00e9 o caminho. Significa entender que o seu cora\u00e7\u00e3o bate por mim, por ti, por cada um de n\u00f3s. Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, podemos nos considerar e chamar-nos crist\u00e3os, e falar sobre muitos belos valores da f\u00e9, mas, como os disc\u00edpulos, precisamos ver Jesus tocando o seu amor. S\u00f3 assim podemos ir ao cora\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e, como os disc\u00edpulos, encontrar uma paz e uma alegria mais fortes que qualquer d\u00favida\u201d.<\/i><\/p>\n<p>O Papa a seguir, chamou a aten\u00e7\u00e3o para o pronome usado por Tom\u00e9 ao exclamar \u00abMeu Senhor e meu Deus!\u00bb:<\/p>\n<p>\u201c<i>Trata-se de um pronome possessivo e, se refletimos sobre isso, podia parecer fora do lugar referi-lo a Deus: como Deus pode ser meu? Como posso fazer que o Todo-poderoso seja meu? Na realidade, dizendo meu, n\u00e3o profanamos a Deus, mas honramos a sua miseric\u00f3rdia, pois foi Ele que quis \u201cfazer-se nosso\u201d\u201d.<\/i><\/p>\n<p>Deus \u2013 ressaltou o Pont\u00edfice \u2013 \u201cn\u00e3o se ofende de ser \u201cnosso\u201d, pois o amor exige familiaridade, a miseric\u00f3rdia requer confian\u00e7a\u201d, como Ele mesmo se apresenta no primeiro dos Dez Mandamentos e tamb\u00e9m a Tom\u00e9:<\/p>\n<p><i>\u201cEntrando hoje, atrav\u00e9s das chagas, no mist\u00e9rio de Deus, entendemos que a miseric\u00f3rdia n\u00e3o \u00e9 mais uma de suas qualidades entre outras, mas o palpitar do seu cora\u00e7\u00e3o. E ent\u00e3o, como Tom\u00e9, n\u00e3o vivemos mais como disc\u00edpulos vacilantes; devotos, mas hesitantes; n\u00f3s tamb\u00e9m nos tornamos verdadeiros enamorados do Senhor! N\u00e3o tenhamos medo desta palavra: enamorados do Senhor!\u201d<\/i><\/p>\n<h2>Deixar-se perdoar<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>Mas, \u201ccomo saborear este amor, como tocar hoje com a m\u00e3o a miseric\u00f3rdia de Jesus?\u201d Logo depois de ressuscitar \u2013 explica o Papa \u2013 Jesus \u201cd\u00e1 o Esp\u00edrito para perdoar os pecados\u201d:<\/p>\n<p>\u201c<i>Para experimentar o amor, \u00e9 preciso passar por ali. Eu me deixo perdoar? Mas, Padre, ir confessar-se parece dif\u00edcil. Diante de Deus, somos tentados a fazer como os disc\u00edpulos no Evangelho: trancarmo-nos por detr\u00e1s de portas fechadas. Eles faziam isso por temor e n\u00f3s tamb\u00e9m temos medo, vergonha de abrir-nos e contar os nossos pecados. Que o Senhor nos d\u00ea a gra\u00e7a de compreender a vergonha: de v\u00ea-la n\u00e3o como uma porta fechada, mas como o primeiro passo do encontro&#8221;.<\/i><\/p>\n<h2>Da vergonha ao perd\u00e3o<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>Sentir-se envergonhados, reitera Francisco, \u00e9 um motivos para sermos agradecidos, pois \u201cquer dizer que n\u00e3o aceitamos o mal, e isso \u00e9 bom\u201d:<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201c A vergonha \u00e9 um convite secreto da alma que tem necessidade do Senhor para vencer o mal. \u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&#8220;<i>O drama est\u00e1 quando n\u00e3o se sente vergonha por coisa alguma. N\u00f3s n\u00e3o devemos ter medo de sentir vergonha! E passemos da vergonha ao perd\u00e3o!<\/i>\u201d<\/p>\n<h2>Resigna\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>Mas diante deste perd\u00e3o do Senhor, h\u00e1 uma porta fechada: a resigna\u00e7\u00e3o, experimentada pelos disc\u00edpulos quando\u00a0 \u201cna P\u00e1scoa, constatavam que tudo tivesse voltado a ser como antes: ainda estavam l\u00e1, em Jerusal\u00e9m, desalentados; o \u201ccap\u00edtulo Jesus\u201d parecia terminado e, depois de tanto tempo com Ele, nada tinha mudado\u201d.<\/p>\n<p>O mesmo pode ocorrer conosco. Mesmo sendo crist\u00e3os h\u00e1 muito tempo, parece que nada muda, \u201ccometo sempre os mesmos pecados\u201d, e desalentados, \u201crenunciamos \u00e0 miseric\u00f3rdia\u201d:<i><\/i><\/p>\n<p><i>\u201cEntretanto, o Senhor nos interpela: \u201cN\u00e3o acreditas que a miseric\u00f3rdia \u00e9 maior do que a tua mis\u00e9ria? Est\u00e1s reincidente no pecado? S\u00ea reincidente em clamar por miseric\u00f3rdia, e veremos quem leva a melhor!\u201d. E depois \u2013 quem conhece o sacramento do perd\u00e3o o sabe \u2013 n\u00e3o \u00e9 verdade que tudo permane\u00e7a como antes\u201d.<\/i><\/p>\n<p>\u201cEm cada perd\u00e3o \u2013 recordou o Papa &#8211; \u00a0recebemos novo alento, somos encorajados, pois nos sentimos cada vez mais amados, mais abra\u00e7ados pelo Pai:<\/p>\n<p><i>\u201cE quando, sentindo-nos amados, ca\u00edmos mais uma vez, sentimos mais dor do que antes. \u00c9 uma dor ben\u00e9fica, que lentamente nos separa do pecado. Descobrimos ent\u00e3o que a for\u00e7a da vida \u00e9 receber o perd\u00e3o de Deus, e seguir em frente, de perd\u00e3o em perd\u00e3o. E assim segue a vida: de vergonha em vergonha, de perd\u00e3o em perd\u00e3o. E esta \u00e9 a vida crist\u00e3\u201d.<\/i><\/p>\n<h2>O nosso pecado<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>Mas h\u00e1 uma outra porta fechada, muitas vezes \u201cblindada\u201d:\u00a0 o nosso pecado.<\/p>\n<p>\u201cQuando cometo um grande pecado, se eu, com toda a honestidade, n\u00e3o quero me perdoar, por que o faria Deus?\u201d, pergunta o Papa, que explica:<\/p>\n<p>\u201c<i>Esta porta, no entanto, est\u00e1 fechada s\u00f3 de um lado: o nosso; para Deus nunca \u00e9 intranspon\u00edvel. Ele, como nos ensina o Evangelho, adora entrar justamente atrav\u00e9s \u201cdas portas fechadas\u201d, quando todas as passagens parecem bloqueadas. L\u00e1 Deus faz maravilhas\u201d.<\/i><\/p>\n<h2>Lugar do encontro<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>\u201cEle nunca decide separar-se de n\u00f3s, somos n\u00f3s que o deixamos do lado de fora\u201d:<\/p>\n<p>\u201c<i>Mas quando nos confessamos, tem lugar o inaudito: descobrimos que precisamente aquele pecado, que nos mantinha distantes do Senhor, converte-se no lugar do encontro com Ele. Ali o Deus ferido de amor vem ao encontro das nossas feridas. E torna as nossas chagas miser\u00e1veis semelhantes \u00e0s suas chagas gloriosas. Existe uma transforma\u00e7\u00e3o: a minha m\u00edsera chaga assemelha-se \u00e0s suas chagas gloriosas. Pois Ele \u00e9 miseric\u00f3rdia e faz maravilhas nas nossas mis\u00e9rias. Como Tom\u00e9, pe\u00e7amos hoje a gra\u00e7a de reconhecer o nosso Deus: de encontrar no seu perd\u00e3o a nossa alegria;\u00a0 de encontrar na sua miseric\u00f3rdia a nossa esperan\u00e7a\u201d.<\/i><\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Papa Francisco na Missa do Domingo da Miseric\u00f3rdia<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-39793-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/4\/8\/17\/134373399_F134373399.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/4\/8\/17\/134373399_F134373399.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/4\/8\/17\/134373399_F134373399.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Papa Francisco renovou o convite para a confiss\u00e3o, para assim descobrirmos que a miseric\u00f3rdia de Deus \u00e9 bem maior do que as nossa mis\u00e9rias. 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