{"id":39787,"date":"2018-04-09T15:19:58","date_gmt":"2018-04-09T18:19:58","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=39787"},"modified":"2018-04-09T15:26:54","modified_gmt":"2018-04-09T18:26:54","slug":"a-exortacao-apostolica-gaudete-et-exsultate-do-papa-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-exortacao-apostolica-gaudete-et-exsultate-do-papa-francisco\/","title":{"rendered":"A Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Gaudete et Exsultate do Papa Francisco"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">Os desafios de ser santos no mundo atual. Em sua Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica &#8216;Gaudete et Exsultate&#8217;, o Papa d\u00e1 indica\u00e7\u00f5es sobre como viver a santidade &#8211; um chamado que \u00e9 para todos &#8211; em um mundo que apresenta tantos desafios \u00e0 f\u00e9. Mas Francisco come\u00e7a o documento, falando sobre o esp\u00edrito de alegria.<\/div>\n<div class=\"title__separator\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p>N\u00f3s nos tornamos santos vivendo as bem-aventuran\u00e7as, o caminho principal porque &#8220;contra a corrente&#8221; em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do mundo. O chamado \u00e0 santidade \u00e9 para todos, porque a Igreja sempre ensinou que \u00e9 um chamado universal e poss\u00edvel a qualquer um, como demonstrado pelos muitos santos &#8220;da porta ao lado&#8221;.<\/p>\n<p>A vida de santidade est\u00e1 assim intimamente ligada \u00e0 vida de miseric\u00f3rdia, &#8220;a chave para o c\u00e9u&#8221;. Portanto, santo \u00e9 aquele que sabe comover-se e mover-se para ajudar os miser\u00e1veis e curar as mis\u00e9rias. Quem esquiva-se das &#8220;elucubra\u00e7\u00f5es&#8221; de velhas heresias sempre atuais e quem, entre outras coisas, em um mundo &#8220;acelerado&#8221; e agressivo &#8220;\u00e9 capaz de viver com alegria e senso de humor.&#8221;<\/p>\n<h2>N\u00e3o \u00e9 um &#8220;tratado&#8221;, mas um convite<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>\u00c9 precisamente o esp\u00edrito de alegria que o Papa Francisco escolhe colocar na abertura de sua \u00faltima <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/apost_exhortations\/documents\/papa-francesco_esortazione-ap_20180319_gaudete-et-exsultate.html\" rel=\"external\">Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica<\/a>.<\/p>\n<p>O t\u00edtulo &#8220;Gaudete et Exsultate&#8221;, &#8220;Alegrai-vos e exultai,&#8221; repete as palavras que Jesus dirige &#8220;aos que s\u00e3o perseguidos ou humilhados por causa dele\u201d.<\/p>\n<p>Nos cinco cap\u00edtulos e 44 p\u00e1ginas do documento, o Papa segue a linha de seu magist\u00e9rio mais profundo, a Igreja pr\u00f3xima \u00e0 &#8220;carne de Cristo sofredor.&#8221;<\/p>\n<p>Os 177 par\u00e1grafos n\u00e3o s\u00e3o \u2013 adverte &#8211; \u00a0&#8220;um tratado sobre a santidade, com muitas defini\u00e7\u00f5es e distin\u00e7\u00f5es&#8221;, mas uma maneira de &#8220;fazer ressoar mais uma vez o chamado \u00e0 santidade&#8221;, indicando &#8220;os seus riscos, \u00a0desafios e oportunidades&#8221;(n. 2).<\/p>\n<h2>A classe m\u00e9dia da santidade<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>Antes de mostrar o que fazer para se tornar santos, o \u00a0Papa Francisco se det\u00e9m no primeiro cap\u00edtulo sobre o &#8220;chamado \u00e0 santidade&#8221; e reafirma: h\u00e1 um caminho de perfei\u00e7\u00e3o para cada um e n\u00e3o faz sentido desencorajar-se \u00a0contemplando &#8220;modelos de santidade que lhe parecem inating\u00edveis&#8221; ou procurando \u00a0\u201cimitar algo que n\u00e3o foi pensado para ele\u201d. (n. 11).<\/p>\n<p>&#8220;Os santos, que j\u00e1 chegaram \u00e0 presen\u00e7a de Deus&#8221; nos \u201cprotegem, amparam e acompanham&#8221; (n. 4), afirma o Papa. Mas, acrescenta, a santidade a que Deus nos chama, ir\u00e1 crescendo com &#8220;pequenos gestos&#8221; (n. 16 ) cotidianos, tantas vezes testemunhados por \u201caqueles que vivem pr\u00f3ximos de n\u00f3s&#8221;, a &#8220;classe m\u00e9dia de santidade&#8221; (n. 7).<\/p>\n<h2>Raz\u00e3o como um Deus<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>No segundo cap\u00edtulo, o Papa estigmatiza aqueles que define como &#8220;dois inimigos sutis da santidade&#8221;, j\u00e1 v\u00e1rias vezes objeto de reflex\u00e3o, entre outros, nas missas na Santa Marta, na <i>Evangelii gaudium<\/i>, bem como no recente documento da Doutrina da F\u00e9, <i>Placuit Deo<\/i>.<\/p>\n<p>Trata-se de &#8220;gnosticismo&#8221; e &#8220;pelagianismo&#8221;, \u00a0duas heresias que surgiram nos primeiros s\u00e9culos do cristianismo, mas continuam a ser de alarmante atualidade (n.35).<\/p>\n<p>O gnosticismo \u2013 observa &#8211; \u00e9 uma autocelebra\u00e7\u00e3o de &#8220;uma mente sem encarna\u00e7\u00e3o, incapaz de tocar a carne sofredora de Cristo nos outros, engessada numa enciclop\u00e9dia de abstra\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Para o Papa, trata-se de uma &#8220;vaidosa superficialidade\u201d, que pretende \u201creduzir o ensinamento de Jesus a uma l\u00f3gica fria e dura que procura dominar tudo\u201d. E ao desencarnar o mist\u00e9rio, preferem &#8211; como disse em uma missa na Santa Marta &#8211; \u201cum Deus sem Cristo, um Cristo sem Igreja, uma Igreja sem povo &#8220;(nn. 37-39).<\/p>\n<h2>Adoradores da vontade<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>O neo-pelagianismo \u00e9, segundo Francisco, outro erro gerado pelo gnosticismo. A ser objeto de adora\u00e7\u00e3o aqui n\u00e3o \u00e9 mais a mente humana, mas o &#8220;esfor\u00e7o pessoal&#8221;, uma vontade sem humildade que \u201csente-se superior aos outros por cumprir determinadas normas&#8221; ou por ser fiel &#8220;a um certo estilo cat\u00f3lico&#8221; (n. 49).<\/p>\n<p>&#8220;A obsess\u00e3o pela lei&#8221;, \u201co fasc\u00ednio de exibir conquistas sociais e pol\u00edticas\u201d, ou &#8220;a ostenta\u00e7\u00e3o no cuidado da liturgia, da doutrina e do prest\u00edgio da Igreja&#8221; s\u00e3o para o Papa, entre outros, alguns tra\u00e7os t\u00edpicos de crist\u00e3os que \u201cn\u00e3o se deixam guiar pelo Esp\u00edrito no caminho do amor\u201d. (n. 57 ).<\/p>\n<p>Francisco, por outro lado, lembra que \u00e9 sempre o dom da gra\u00e7a que ultrapassa &#8220;as capacidades da intelig\u00eancia e as for\u00e7as da vontade humana&#8221; (n. 54). \u00c0s vezes, constata, &#8220;complicamos o Evangelho e tornamo-nos escravos de um esquema&#8221;. (N\u00ba 59)<\/p>\n<h2>Oito caminhos de santidade<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>Al\u00e9m de todas as &#8220;teorias sobre o que \u00e9 santidade&#8221;, existem as Bem-aventuran\u00e7as. Francisco coloca-as no centro do terceiro cap\u00edtulo, afirmando que com este discurso Jesus &#8220;explicou, com toda a simplicidade, o que \u00e9 ser santo&#8221; (n. 63).<\/p>\n<p>O Papa as repassa uma a uma. Da pobreza de cora\u00e7\u00e3o &#8211; que tamb\u00e9m significa austeridade da vida (n. 70) &#8211; ao reagir \u201ccom humilde mansid\u00e3o\u201d em um mundo onde se combate em todos os lugares. (n. 74).<\/p>\n<p>Da &#8220;coragem&#8221; de deixar-se &#8220;traspassar&#8221; pela dor dos outros e ter &#8220;compaix\u00e3o&#8221; por eles &#8211; enquanto &#8221; o mundano ignora, olha para o lado&#8221; (nn 75-76.) &#8211; \u00e0 sede de justi\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cA realidade mostra-nos como \u00e9 f\u00e1cil entrar nas s\u00facias da\u00a0 corrup\u00e7\u00e3o, fazer parte desta pol\u00edtica di\u00e1ria do \u201cdou para que me deem\u201d, onde tudo \u00e9 neg\u00f3cio. E quantos sofrem por causa das injusti\u00e7as, quantos ficam assistindo, impotentes, como outros se revezam para repartir o bolo da vida\u201d. (nn. 78-79).<\/p>\n<p>Do &#8220;olhar e agir com miseric\u00f3rdia&#8221;, o que significa ajudar os outros &#8220;e at\u00e9 mesmo perdoar&#8221; (nn. 81-82), &#8220;manter o cora\u00e7\u00e3o limpo de tudo o que mancha o amor\u201d por Deus e o pr\u00f3ximo, isto \u00e9 santidade. (n.86).<\/p>\n<p>E finalmente, do &#8220;semear a paz&#8221; e &#8220;amizade social&#8221; com &#8220;serenidade, criatividade, sensibilidade e destreza&#8221; &#8211; conscientes da dificuldade de lan\u00e7ar pontes entre pessoas diferentes (nn. 88-89) \u2013 ao aceitar tamb\u00e9m as persegui\u00e7\u00f5es, porque hoje a coer\u00eancia \u00e0s Bem-aventuran\u00e7as &#8220;pode ser mal vista, suspeita, ridicularizada&#8221; e, no entanto, n\u00e3o se pode esperar, para viver o Evangelho, que tudo \u00e0 nossa volta seja favor\u00e1vel&#8221; (n. 91).<\/p>\n<h2>A grande regra do comportamento<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>Uma dessas bem-aventuran\u00e7as, &#8220;Bem-aventurados os misericordiosos&#8221;, cont\u00e9m para Francisco &#8220;a grande regra de comportamento&#8221; dos crist\u00e3os, aquela descrita por Mateus no cap\u00edtulo 25 do &#8220;Ju\u00edzo Final&#8221;.<\/p>\n<p>Esta p\u00e1gina, reitera, demonstra que &#8220;ser santo n\u00e3o significa revirar os olhos num suposto \u00eaxtase&#8221; (n. 96), mas viver Deus por meio do amor aos \u00faltimos.<\/p>\n<p>Infelizmente, observa o Papa, existem ideologias que &#8220;mutilam o Evangelho&#8221;. Por um lado, crist\u00e3os sem um relacionamento com Deus, que transformam o cristianismo \u201cnuma esp\u00e9cie de ONG, privando-o daquela espiritualidade irradiante&#8221; vivida por S\u00e3o Francisco de Assis, S\u00e3o Vicente de Paulo, Santa Teresa de Calcut\u00e1. (n\u00ba 100).<\/p>\n<p>Por outro, aqueles que &#8220;suspeitam do compromisso social dos outros&#8221;, considerando-o como se fosse algo de superficial, mundano, secularizado, imamentista, &#8220;comunista ou populista&#8221;, ou &#8220;o relativizam&#8221; em nome de uma determinada \u00e9tica.<\/p>\n<p>Aqui o Papa reafirma que \u201ca defesa do inocente nascituro, por exemplo, deve ser clara, firme e apaixonada, porque neste caso est\u00e1 em jogo a dignidade da vida humana, sempre sagrada\u201d (n. 101).<\/p>\n<p>Mesmo a acolhida dos migrantes &#8211; que alguns cat\u00f3licos,\u00a0 observa, gostariam que fosse menos importante do que a bio\u00e9tica &#8211; \u00e9 um dever de todo crist\u00e3o, porque em todo estrangeiro existe Cristo, e &#8220;n\u00e3o se trata da inven\u00e7\u00e3o de um Papa, nem de um del\u00edrio passageiro&#8221; (n. 103).<\/p>\n<h2>&#8220;Gastar-se&#8221; nas obras de miseric\u00f3rdia<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>Assim, observou que &#8220;gozar a vida&#8221; como nos convida a fazer o &#8220;consumismo hedonista&#8221;, \u00e9 o oposto do desejar dar gl\u00f3rias a Deus, que pede para nos &#8220;gastarmos&#8221; nas obras de miseric\u00f3rdia (nn. 107-108).<\/p>\n<p>No quarto cap\u00edtulo, Francisco repassa as caracter\u00edsticas &#8220;indispens\u00e1veis&#8221; para entender o estilo de vida da santidade: &#8220;perseveran\u00e7a, paci\u00eancia e mansid\u00e3o&#8221;, &#8220;alegria e senso de humor&#8221;, &#8220;aud\u00e1cia e fervor&#8221;.<\/p>\n<p>O caminho da santidade vivido como caminho &#8220;em comunidade&#8221; e &#8220;em constante ora\u00e7\u00e3o&#8221;, que chega \u00e0 &#8220;contempla\u00e7\u00e3o&#8221;, n\u00e3o entendida como \u201cevas\u00e3o que nega o mundo que nos rodeia\u201d (nn. 110-152).<\/p>\n<h2>Luta vigilante e inteligente<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>E porque, prossegue, a vida crist\u00e3 \u00e9 uma luta \u201cconstante&#8221; contra a &#8220;mentalidade mundana&#8221; que &#8220;nos engana, atordoa e torna med\u00edocres&#8221; (n. 159).<\/p>\n<p>O Papa conclui no quinto cap\u00edtulo convidando ao &#8220;combate&#8221; contra o &#8220;Maligno que, escreve ele, n\u00e3o \u00e9 &#8220;um mito&#8221;, mas&#8221; um ser pessoal que nos atormenta\u201d (n. 160-161).<\/p>\n<p>\u201cQuem n\u00e3o quiser reconhec\u00ea-lo, ver-se-\u00e1 exposto ao fracasso ou \u00e0 mediocridade\u201d. As suas maquina\u00e7\u00f5es, indica, devem ser contrastadas com a &#8220;vigil\u00e2ncia&#8221;, usando as &#8220;armas poderosas&#8221; da ora\u00e7\u00e3o, a adora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, os Sacramentos e com uma vida permeada pela caridade (n. 162).<\/p>\n<p>Importante, continua Francisco, \u00e9 tamb\u00e9m o &#8220;discernimento&#8221;, particularmente em uma \u00e9poca &#8220;que oferece enormes possibilidades de a\u00e7\u00e3o e distra\u00e7\u00e3o&#8221; &#8211; das viagens, ao tempo livre, ao uso descontrolado da tecnologia &#8211; &#8220;que n\u00e3o deixam espa\u00e7os vazios onde ressoa a voz de Deus &#8220;. Francisco pede cuidados especiais para os jovens, muitas vezes &#8220;expostos a um constante zapping&#8221;, em mundos virtuais distantes da realidade (n. 167).<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o se faz discernimento para descobrir o que mais podemos derivar dessa vida, mas para reconhecer como podemos cumprir melhor a miss\u00e3o que nos foi confiada no Batismo.&#8221; (174)<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">A Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Gaudete et Exsultate do Papa Francisco<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-39787-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/4\/9\/12\/134374001_F134374001.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/4\/9\/12\/134374001_F134374001.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2018\/4\/9\/12\/134374001_F134374001.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os desafios de ser santos no mundo atual. 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