{"id":39775,"date":"2018-04-09T10:56:57","date_gmt":"2018-04-09T13:56:57","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=39775"},"modified":"2018-04-09T10:56:57","modified_gmt":"2018-04-09T13:56:57","slug":"nao-fiqueis-perturbados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/nao-fiqueis-perturbados\/","title":{"rendered":"N\u00e3o fiqueis perturbados"},"content":{"rendered":"<p>Ao aparecer aos ap\u00f3stolos antes de sua ascens\u00e3o, estes ficaram at\u00f4nitos e cheios de medo. \u00a0Jesus<\/p>\n<p>indagou-lhes: \u201cPorque estais perturbados?\u201d (Luc 24,35-48). A realidade das manifesta\u00e7\u00f5es do Divino Ressuscitado afasta qualquer hip\u00f3tese de uma ilus\u00e3o por parte dos seus disc\u00edpulos, como fruto de um anseio profundo de rever o Mestre amado. Jesus se fez diversas vezes presente como e quando quis. Era natural que os onze, como narrou S\u00e3o Lucas, fossem tomados de enorme alegria e ficassem estupefatos. A experi\u00eancia espiritual dos crist\u00e3os atrav\u00e9s dos tempos lhes ofereceria instantes inef\u00e1veis de uma proximidade de Jesus como ocorreu com os Ap\u00f3stolos. Muitas vezes, por\u00e9m, falta a capacidade de crer. Para aumentar o merecimento de cada um nem sempre h\u00e1 evid\u00eancias imediatas. Mesmo diante de Cristo Eucar\u00edstico a impress\u00e3o de sua aus\u00eancia pode se dar, porque o sacramento vis\u00edvel \u00e9 sinal de uma realidade invis\u00edvel. A\u00ed \u00e9 que entra o ato de f\u00e9 e almas piedosas percebem ent\u00e3o o recado de Jesus: \u201cN\u00e3o fiqueis perturbados. Eu estou convosco\u201d. No caso dos disc\u00edpulos, como mostra o Evangelho de hoje, houve certa d\u00favida, mas Jesus os ajudou e lhes mostrou as m\u00e3os e os p\u00e9s e at\u00e9 se alimentou com um peda\u00e7o de peixe \u00e0 vista deles. \u00a0O que Ele queria deixar claro era que Ele, Jesus de Nazar\u00e9, estava vivo, ressuscitara dos mortos. Nunca se deve esquecer o que est\u00e1 na Carta aos Hebreus: \u201cJesus Cristo \u00e9 sempre o mesmo, hoje, amanh\u00e3 e por todos os s\u00e9culos\u201d (Hb 13,8). Da\u00ed o fasc\u00ednio que Ele continua a exercer atrav\u00e9s dos tempos, sobretudo, naqueles que nele creem. O reconhecimento do Ressuscitado leva ent\u00e3o o crist\u00e3o ao perceber sua presen\u00e7a cont\u00ednua a irradiar esperan\u00e7as por entre as afli\u00e7\u00f5es naturais de um ex\u00edlio terreno. \u00c9 quando, assim como aconteceu com os Ap\u00f3stolos, ele abre os cora\u00e7\u00f5es que podem nele deparar toda consola\u00e7\u00e3o e amparo. Cabe, deste modo, ao seu verdadeiro seguidor ser dele testemunha. Cumpre, de fato, mostrar por toda parte que Jesus est\u00e1 presente na sua Igreja, chamando a todos para a convers\u00e3o necess\u00e1ria, para o perd\u00e3o de Deus e para uma vida aut\u00eanticmante crist\u00e3. Testemunhas, no mundo e para o mundo, \u00a0que Jesus crucificado ressuscitou e afirmou: \u201cEu estou convosco todos os dias at\u00e9 a consuma\u00e7\u00e3o dos tempos\u201d. Nada, pois, de perturba\u00e7\u00f5es, mesmo porque nada mais paradoxal do que um crist\u00e3o triste, aflito, entregue a todo tipo de\u00a0 depress\u00e3o. Jesus quer a todos libertar de qualquer fobia e temores ilus\u00f3rios. Ele oferece paz, imperturbabilidade, serenidade. \u00c9 preciso crer no seu amor. Deixar o cora\u00e7\u00e3o se iluminar com a certeza de sua presen\u00e7a. \u00c9 preciso passar sempre do temor \u00e0 f\u00e9. O crist\u00e3o deve tirar todas as consequ\u00eancias teol\u00f3gicas e espirituais das narrativas das apari\u00e7\u00f5es de Jesus ressuscitado aos Ap\u00f3stolos. A morte foi vencida pelo amor de um Deus que se sacrificou pela humanidade. A ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus foi obra do amor do Pai a fim de que Jesus\u00a0 mostrasse o caminho para a vida eterna, vivendo numa atitude de confian\u00e7a e amor \u00e0s realidades sobrenaturais. A Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo deve a todos envolver na mais fulgurante esperan\u00e7a. A esperan\u00e7a de que a vida se abre para todos os de boa vontade. Trata-se de segurar na m\u00e3o de Deus e caminhar corajosamente rumo \u00e0 p\u00e1tria definitiva. Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos nos ressuscitar\u00e1 tamb\u00e9m para a vida eterna. Ao comungar Jesus na Eucaristia o fiel recebe o germe da pr\u00f3pria vit\u00f3ria sobre a morte e disto deve cada um ser testemunha. O crist\u00e3o\u00a0 precisa ser um continuador da f\u00e9 naquele que foi crucificado, mas ressurgiu dos mortos imortal e impass\u00edvel. Um detalhe na narrativa de S\u00e3o Lucas merece ent\u00e3o ser fixado, pois Jesus lembra aos Ap\u00f3stolos \u201cO Messias devia sofrer e ressuscitar dos mortos\u201d. A B\u00edblia deixa sempre claro que a gl\u00f3ria s\u00f3 vir\u00e1 ap\u00f3s muitas tribula\u00e7\u00f5es, assim com ocorreu com Cristo. Este foi taxativo: \u201dBem-aventurados os que choram, eles ser\u00e3o consolados\u201d. Apenas quem compreende o significado das tribula\u00e7\u00f5es terrenas pode entrar na dimens\u00e3o da ressurrei\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo explicou: \u201cN\u00e3o h\u00e1 propor\u00e7\u00e3o alguma entre os sofrimentos deste mundo e a gl\u00f3ria que um dia se manifestar\u00e1 em n\u00f3s\u201d (Rm 8,18). Assim, a ressurei\u00e7\u00e3o de Jesus ilumina as dores da trajet\u00f3ria neste mundo, porque \u00e9 sempre a vida que triunfa em todas as situa\u00e7\u00f5es at\u00e9 mesmo sobre a morte, como ocorreu com o divino Redentor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao aparecer aos ap\u00f3stolos antes de sua ascens\u00e3o, estes ficaram at\u00f4nitos e cheios de medo. \u00a0Jesus indagou-lhes: \u201cPorque estais perturbados?\u201d (Luc 24,35-48). A realidade das manifesta\u00e7\u00f5es do Divino Ressuscitado afasta qualquer hip\u00f3tese de uma ilus\u00e3o por parte dos seus disc\u00edpulos, como fruto de um anseio profundo de rever o Mestre amado. Jesus se fez diversas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":32782,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-39775","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39775","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39775"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39775\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39776,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39775\/revisions\/39776"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32782"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39775"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39775"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39775"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}