{"id":39767,"date":"2018-04-09T10:20:28","date_gmt":"2018-04-09T13:20:28","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=39767"},"modified":"2018-04-09T10:20:28","modified_gmt":"2018-04-09T13:20:28","slug":"alegrai-vos-e-exultai-alegria-ousadia-discernimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/alegrai-vos-e-exultai-alegria-ousadia-discernimento\/","title":{"rendered":"Alegrai-vos e exultai \u2013 Alegria, ousadia, discernimento"},"content":{"rendered":"<p>O Santo Padre, o Papa Francisco, em sua carta \u201cGaudete et Exsultate\u201d, depois de tratar da santidade como convite a todos os seres humanos (cap. I), dos dois grandes perigos que cercam o caminho da via para ser santo: o gnosticismo e o pelagianismo (cap. II), prop\u00f4s, ante os desafios da vida santa, as bem-aventuran\u00e7as (cap. III). Aqui, apresenta algumas (mas n\u00e3o todas) as grandes caracter\u00edsticas da santidade no mundo atual (cap IV) o que requer luta, vigil\u00e2ncia e discernimento (cap. V), conforme veremos a seguir.<\/p>\n<p>Fala o Papa: \u201cNeste grande quadro da santidade que as bem-aventuran\u00e7as e Mateus 25,31-46 nos prop\u00f5em, gostaria de recolher algumas carater\u00edsticas ou tra\u00e7os espirituais que, a meu ver, s\u00e3o indispens\u00e1veis para compreender o estilo de vida a que o Senhor nos chama. N\u00e3o me deterei a explicar os meios de santifica\u00e7\u00e3o que j\u00e1 conhecemos: os diferentes m\u00e9todos de ora\u00e7\u00e3o, os sacramentos inestim\u00e1veis da Eucaristia e da Reconcilia\u00e7\u00e3o, a oferta de sacrif\u00edcios, as v\u00e1rias formas de devo\u00e7\u00e3o, a dire\u00e7\u00e3o espiritual e muitos outros. Limitar-me-ei a referir alguns aspectos da chamada \u00e0 santidade, que tenham \u2013 assim o espero \u2013 uma resson\u00e2ncia especial\u201d (n. 110). Que pontos s\u00e3o apontados? \u2013 S\u00e3o cinco. Veremos, ainda que, de forma breve, quais s\u00e3o.<\/p>\n<p>1) Suporta\u00e7\u00e3o, paci\u00eancia e mansid\u00e3o: \u201cA primeira destas grandes carater\u00edsticas \u00e9 permanecer centrado, firme em Deus que ama e sustenta. A partir desta firmeza interior, \u00e9 poss\u00edvel aguentar, suportar as contrariedades, as vicissitudes da vida e tamb\u00e9m as agress\u00f5es dos outros, as suas infidelidades e defeitos: \u2018se Deus \u00e9 por n\u00f3s, quem ser\u00e1 contra n\u00f3s?\u2019 (Rm 8,31). Nisso est\u00e1 a fonte da paz que se expressa nas atitudes de um santo\u201d (n. 112). \u201c\u00c9 preciso lutar e estar atentos \u00e0s nossas inclina\u00e7\u00f5es agressivas e egoc\u00eantricas, para n\u00e3o deixar que ganhem ra\u00edzes: \u2018Podeis irar-vos, contanto que n\u00e3o pequeis. N\u00e3o se ponha o sol sobre vossa ira\u2019 (Ef 4,26)\u201d (n. 114). \u201cA firmeza interior, que \u00e9 obra da gra\u00e7a, impede de nos deixarmos arrastar pela viol\u00eancia que invade a vida social, porque a gra\u00e7a aplaca a vaidade e torna poss\u00edvel a mansid\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o. O santo n\u00e3o gasta as suas energias a lamentar-se dos erros alheios, \u00e9 capaz de guardar sil\u00eancio sobre os defeitos dos seus irm\u00e3os e evita a viol\u00eancia verbal que destr\u00f3i e maltrata, porque n\u00e3o se julga digno de ser duro com os outros, mas considera-os superiores a si pr\u00f3prio (Fl 2,3)\u201d (n. 116). Mais: quem se alegra com o bem alheio expulsa o dem\u00f4nio de perto de si, diz o Papa, citando S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz (<em>Cautelas<\/em>, 13: <em>Opere <\/em>(Roma 41979), 1070, cf. n. 117). Suportar sofrer, de modo cruento ou incruento, \u00e9 sinal de santidade (desde que n\u00e3o se confunda com fuga ou covardia) em v\u00e1rios aspetos, al\u00e9m do que ajuda o mundo a ser muito melhor no dia a dia (cf. n. 119).<\/p>\n<p>2) Alegria e sentimento de humor. N\u00e3o ser\u00e1 preciso relembrar o ad\u00e1gio popular que diz: \u201cUm santo triste \u00e9 um triste santo\u201d para dizer que a verdadeira alegria e o bom humor consiste em uma das marcas da santidade em todos os tempos, apesar da seriedade que o caminho rumo ao c\u00e9u comporta. \u201cO santo \u00e9 capaz de viver com alegria e sentido de humor. Sem perder o realismo, ilumina os outros com um esp\u00edrito positivo e rico de esperan\u00e7a. Ser crist\u00e3o \u00e9 \u2018alegria no Esp\u00edrito Santo\u2019 (Rm 14,17), porque, \u2018do amor de caridade, segue-se necessariamente a alegria. Pois quem ama sempre se alegra na uni\u00e3o com o amado. (&#8230;) Da\u00ed que a consequ\u00eancia da caridade seja a alegria\u2019 (S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino. <em>Summa Theologiae, <\/em>I-II, q. 70, a. 3). Recebemos a beleza da sua Palavra e abra\u00e7amo-la \u201cem meio a muita tribula\u00e7\u00e3o e, no entanto, com a alegria que vem do Esp\u00edrito Santo\u201d (1Ts 1,6). Se deixarmos que o Senhor nos arranque da nossa concha e mude a nossa vida, ent\u00e3o poderemos realizar o que pedia S\u00e3o Paulo: \u201cAlegrai-vos sempre no Senhor! Repito, alegrai-vos!\u201d (Fl 4,4)\u201d (n. 122). Ainda: \u201cO mau humor n\u00e3o \u00e9 um sinal de santidade: \u2018tira a ang\u00fastia do teu cora\u00e7\u00e3o e afasta o mal do teu corpo\u2019 (Ecl 11,10). \u00c9 tanto o que recebemos do Senhor \u2018para nosso bom uso\u2019 (1Tm 6,17), que \u00e0s vezes a tristeza tem a ver com a ingratid\u00e3o, com estar t\u00e3o fechados em n\u00f3s mesmos que nos tornamos incapazes de reconhecer os dons de Deus\u201d (n. 126).<\/p>\n<p>3) Ousadia e ardor: \u201c\u2018N\u00e3o tenhais medo!\u2019 (Mc 6,50). \u2018Eis que estou convosco todos os dias, at\u00e9 o fim dos tempos\u2019 (Mt 28,20). Estas palavras permitem-nos partir e servir com aquela atitude cheia de coragem que o Esp\u00edrito Santo suscitava nos Ap\u00f3stolos, impelindo-os a anunciar Jesus Cristo. Ousadia, entusiasmo, falar com liberdade, ardor apost\u00f3lico: tudo isto est\u00e1 contido no termo <em>parresia<\/em>, uma palavra com que a B\u00edblia expressa tamb\u00e9m a liberdade de uma exist\u00eancia aberta, porque est\u00e1 dispon\u00edvel para Deus e para os irm\u00e3os (At 4,29; 9,28; 28,31; 2Cor 3,12; Ef 3,12; Hb 3,6; 10,19)\u201d (n. 129). \u201cOlhemos para Jesus! A sua entranhada compaix\u00e3o n\u00e3o era algo que o ensimesmava, n\u00e3o era uma compaix\u00e3o paralisadora, t\u00edmida ou envergonhada, como sucede muitas vezes conosco. Era exatamente o contr\u00e1rio: era uma compaix\u00e3o que o impelia fortemente a sair de si mesmo a fim de anunciar, mandar em miss\u00e3o, enviar a curar e libertar. Reconhe\u00e7amos a nossa fragilidade, mas deixemos que Jesus a tome nas suas m\u00e3os e nos lance para a miss\u00e3o. Somos fr\u00e1geis, mas portadores de um tesouro que nos faz grandes e pode tornar melhores e mais felizes aqueles que o recebem. A ousadia e a coragem apost\u00f3lica s\u00e3o constitutivas da miss\u00e3o\u201d (n. 131).<\/p>\n<p>4) Em comunidade: a salva\u00e7\u00e3o se d\u00e1 por meio de Cristo na Igreja (= comunidade), nunca s\u00f3. \u201cA santifica\u00e7\u00e3o \u00e9 um caminho comunit\u00e1rio, que se deve fazer dois a dois. Reflexo disto temos em algumas comunidades santas. Em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, a Igreja canonizou comunidades inteiras, que viveram heroicamente o Evangelho ou ofereceram a Deus a vida de todos os seus membros. Pensemos, por exemplo, nos sete Santos Fundadores da Ordem dos Servos de Maria, nas sete Beatas religiosas do primeiro mosteiro da Visita\u00e7\u00e3o de Madrid, em S\u00e3o Paulo M\u00edki e companheiros m\u00e1rtires no Jap\u00e3o, em Santo Andr\u00e9 Taegon e companheiros m\u00e1rtires na Coreia, em S\u00e3o Roque Gonz\u00e1lez, Afonso Rodr\u00edguez e companheiros m\u00e1rtires na Am\u00e9rica do Sul. E recordemos tamb\u00e9m o testemunho recente dos Beatos monges trapistas de Tibhirine (Arg\u00e9lia), que se prepararam juntos para o mart\u00edrio. De igual modo, h\u00e1 muitos casais santos, onde cada c\u00f4njuge foi um instrumento para a santifica\u00e7\u00e3o do outro. Viver e trabalhar com outros \u00e9, sem d\u00favida, um caminho de crescimento espiritual. S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz dizia a um disc\u00edpulo: est\u00e1s a viver com outros \u2018para que te trabalhem e exercitem na virtude\u2019 (<em>Cautelas<\/em>, 15: <em>Opere <\/em>(Roma 41979), 1072)\u201d (n. 141). \u201cContra a tend\u00eancia para o individualismo consumista que acaba por nos isolar na busca do bem-estar \u00e0 margem dos outros, o nosso caminho de santifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode deixar de nos identificar com aquele desejo de Jesus: \u2018que todos sejam um s\u00f3, como tu, Pai, est\u00e1s em mim, e eu em ti\u2019 (Jo 17,21)\u201d (n. 146).<\/p>\n<p>5) A ora\u00e7\u00e3o: \u201clembremos que a santidade \u00e9 feita de abertura habitual \u00e0 transcend\u00eancia, que se expressa na ora\u00e7\u00e3o e na adora\u00e7\u00e3o. O santo \u00e9 uma pessoa com esp\u00edrito orante, que tem necessidade de comunicar-se com Deus. \u00c9 algu\u00e9m que n\u00e3o suporta asfixiar-se na iman\u00eancia fechada deste mundo e, no meio dos seus esfor\u00e7os e servi\u00e7os, suspira por Deus, sai de si erguendo louvores e alarga os seus confins na contempla\u00e7\u00e3o do Senhor. N\u00e3o acredito na santidade sem ora\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o se trate necessariamente de longos per\u00edodos ou de sentimentos intensos\u201d (n. 147). N\u00e3o \u00e9, no entanto, a ora\u00e7\u00e3o uma fuga da realidade, mas, sim, um preparar-se melhor a fim de mais bem se inserir nela. Vem \u00e0 mente do Papa o exemplo do Peregrino russo, que, vivendo em ora\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, podia testemunhar Cristo no pr\u00f3ximo: \u201cquando me encontrava com as pessoas, parecia-me que eram todas t\u00e3o am\u00e1veis como se fossem da minha pr\u00f3pria fam\u00edlia. (&#8230;) E a felicidade n\u00e3o s\u00f3 iluminava o interior da minha alma, mas o pr\u00f3prio mundo exterior aparecia-me sob um aspecto maravilhoso\u201d (<em>Relatos de um Peregrino Russo <\/em>(Mil\u00e3o 31979), 41;129, cf. n. 152).<\/p>\n<p>O cap\u00edtulo V aborda a luta, a vigil\u00e2ncia e o discernimento. Diz o Papa sobre o tema: \u201cA vida crist\u00e3 \u00e9 uma luta permanente. Requer-se for\u00e7a e coragem para resistir \u00e0s tenta\u00e7\u00f5es do dem\u00f4nio e anunciar o Evangelho. Esta luta \u00e9 magn\u00edfica, porque nos permite cantar vit\u00f3ria todas as vezes que o Senhor triunfa na nossa vida\u201d (n. 158). Tal luta \u2013 contra o mundo e as m\u00e1s tend\u00eancias \u2013 \u00e9 muito mais contra o dem\u00f4nio.<\/p>\n<p>Da\u00ed enfatizar o Papa: N\u00e3o admitiremos a exist\u00eancia do dem\u00f4nio, se nos obstinarmos a olhar a vida apenas com crit\u00e9rios emp\u00edricos e sem uma perspectiva sobrenatural. A convic\u00e7\u00e3o de que este poder maligno est\u00e1 no meio de n\u00f3s \u00e9 precisamente aquilo que nos permite compreender por que, \u00e0s vezes, o mal tem uma for\u00e7a destruidora t\u00e3o grande. \u00c9 verdade que os autores b\u00edblicos tinham uma bagagem conceitual limitada para expressar algumas realidades e que, nos tempos de Jesus, podia-se confundir, por exemplo, uma epilepsia com a possess\u00e3o do dem\u00f4nio. Mas isto n\u00e3o deve levar-nos a simplificar demasiado a realidade afirmando que todos os casos narrados nos Evangelhos eram doen\u00e7as ps\u00edquicas e que, em \u00faltima an\u00e1lise, o dem\u00f4nio n\u00e3o existe ou n\u00e3o interv\u00e9m. A sua presen\u00e7a consta nas primeiras p\u00e1ginas da Sagrada Escritura, que termina com a vit\u00f3ria de Deus sobre o dem\u00f4nio. De fato, quando Jesus nos deixou a ora\u00e7\u00e3o do Pai-Nosso, quis que a conclu\u00edssemos pedindo ao Pai que nos livrasse do Maligno. A express\u00e3o usada n\u00e3o se refere ao mal em abstrato; a sua tradu\u00e7\u00e3o mais precisa \u00e9 \u2018o Maligno\u2019. Indica um ser pessoal que nos atormenta. Jesus ensinou-nos a pedir cada dia esta liberta\u00e7\u00e3o para que o seu poder n\u00e3o nos domine\u201d (n. 160). Para um verdadeiro progresso espiritual \u00e9 preciso resistir, sempre, ao diabo. Estar com \u201cas l\u00e2mpadas acesas\u201d (Lc 12,35), vigilantes: \u201cafastai-vos de toda esp\u00e9cie de mal\u201d (1Ts 5,22); \u201cvigiai\u201d (Mt 24,42; cf. Mc 13,35); n\u00e3o adorme\u00e7amos (1Ts 5,6) (cf. n. 164).<\/p>\n<p>Outro grande ponto \u00e9 o discernimento. Ele n\u00e3o \u00e9 algo intelectual, mas dom do Esp\u00edrito Santo (cf. n. 166), embora n\u00e3o exclua \u201cas contribui\u00e7\u00f5es de sabedorias humanas, existenciais, psicol\u00f3gicas, sociol\u00f3gicas ou morais; mas transcende-as\u201d (n. 170). O pr\u00f3prio mundo virtual, r\u00e1pido como \u00e9, pode \u201ctransformar-nos em marionetes \u00e0 merc\u00ea das tend\u00eancias da ocasi\u00e3o\u201d (n. 167). Isso n\u00e3o s\u00f3 nas horas de decis\u00e3o, mas a cada momento da vida: nunca se deve deixar de pedir ao Esp\u00edrito Santo o dom do discernimento. \u00c9 preciso se colocar na atitude de escuta. \u201cTal atitude de escuta implica, naturalmente, obedi\u00eancia ao Evangelho como \u00faltimo crit\u00e9rio, mas tamb\u00e9m ao Magist\u00e9rio que o guarda, procurando encontrar no tesouro da Igreja aquilo que pode ser mais fecundo para \u201co hoje\u201d da salva\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata de aplicar receitas ou repetir o passado, uma vez que as mesmas solu\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o v\u00e1lidas em todas as circunst\u00e2ncias e o que foi \u00fatil em um contexto pode n\u00e3o o ser em outro. O discernimento dos esp\u00edritos liberta-nos da rigidez, que n\u00e3o tem lugar no \u201choje\u201d perene do Ressuscitado. Somente o Esp\u00edrito sabe penetrar nas dobras mais rec\u00f4nditas da realidade e ter em conta todas as suas nuances, para que a novidade do Evangelho surja com outra luz\u201d (n. 173). Na l\u00f3gica da cruz, n\u00e3o na nossa, \u00e0 luz do Esp\u00edrito Santo, fazemos grandes progressos na vida espiritual, rumo \u00e0 santidade (n. 174-175).<\/p>\n<p>O Santo Padre conclui sua Exorta\u00e7\u00e3o voltando-se, no pen\u00faltimo par\u00e1grafo, \u00e0 Nossa Senhora com estas belas e consoladoras palavras: Desejo coroar estas reflex\u00f5es com a figura de Maria, porque Ela viveu como ningu\u00e9m as bem-aventuran\u00e7as de Jesus. \u00c9 aquela que estremecia de j\u00fabilo na presen\u00e7a de Deus, aquela que conservava tudo no seu cora\u00e7\u00e3o e se deixou atravessar pela espada. \u00c9 a mais aben\u00e7oada dos santos entre os santos, aquela que nos mostra o caminho da santidade e nos acompanha. E, quando ca\u00edmos, n\u00e3o aceita deixar-nos por terra e, \u00e0s vezes, leva-nos nos seus bra\u00e7os sem nos julgar. Conversar com Ela consola-nos, liberta-nos, santifica-nos. A M\u00e3e n\u00e3o necessita de muitas palavras, n\u00e3o precisa que nos esforcemos demasiado para lhe explicar o que se passa conosco. \u00c9 suficiente sussurrar uma vez e outra: \u2018Ave Maria&#8230;\u2019\u201d (n. 176).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Santo Padre, o Papa Francisco, em sua carta \u201cGaudete et Exsultate\u201d, depois de tratar da santidade como convite a todos os seres humanos (cap. I), dos dois grandes perigos que cercam o caminho da via para ser santo: o gnosticismo e o pelagianismo (cap. 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