{"id":39765,"date":"2018-04-09T10:14:44","date_gmt":"2018-04-09T13:14:44","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=39765"},"modified":"2018-04-09T10:14:44","modified_gmt":"2018-04-09T13:14:44","slug":"alegrai-vos-e-exultai-contracorrente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/alegrai-vos-e-exultai-contracorrente\/","title":{"rendered":"Alegrai-vos e Exultai \u2013 Contracorrente"},"content":{"rendered":"<p>O cap\u00edtulo III, \u201c\u00c0 luz do Mestre, \u00e9, por assim dizer, como que o cora\u00e7\u00e3o da Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Gaudium et exultate<\/em>, pois apresenta como caminho da santidade as bem-aventuran\u00e7as (cf. Mt 5,3-12; Lc 6,20-23). Elas s\u00e3o, de acordo com o Papa Francisco, \u201co bilhete de identidade do crist\u00e3o\u201d. (&#8230;) \u201cAssim, se um de n\u00f3s se questionar sobre \u201ccomo fazer para chegar a ser um bom crist\u00e3o\u201d, a resposta \u00e9 simples: \u00e9 necess\u00e1rio fazer \u2013 cada qual a seu modo \u2013 aquilo que Jesus disse no serm\u00e3o das bem-aventuran\u00e7as (FRANCISCO. <em>Homilia da Missa na Casa de Santa Marta <\/em>(9 de junho de 2014): <em>L\u2019Osservatore Romano <\/em>(ed. portuguesa de 12\/06\/2014), 11. n. 63). Da\u00ed dedicarmos este artigo a tratar, de modo especial, desse cap\u00edtulo, procurando tanto quanto poss\u00edvel dar a palavra textual ao Papa.<\/p>\n<p>Sobre as bem-aventuran\u00e7as em geral, escreve Francisco que \u201cestas palavras de Jesus, n\u00e3o obstante possam at\u00e9 parecer po\u00e9ticas, est\u00e3o decididamente contracorrente ao que \u00e9 habitual, \u00e0quilo que se faz na sociedade; e, embora esta mensagem de Jesus nos fascine, na realidade o mundo conduz-nos para outro estilo de vida. As bem-aventuran\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o, absolutamente, um compromisso leve ou superficial; pelo contr\u00e1rio, s\u00f3 as podemos viver se o Esp\u00edrito Santo nos permear com toda a sua for\u00e7a e n os libertar da fraqueza do ego\u00edsmo, da pregui\u00e7a, do orgulho\u201d (n. 65).<\/p>\n<p><em>\u201cFelizes os pobres em esp\u00edrito, porque deles \u00e9 o Reino do C\u00e9u\u201d<\/em>: \u201cNormalmente, o rico sente-se seguro com as suas riquezas e, quando estas est\u00e3o em risco, pensa que se desmorona todo o sentido da sua vida na terra. O pr\u00f3prio Jesus nos disse na par\u00e1bola do rico insensato, falando daquele homem seguro de si, que \u2013 como um insensato \u2013 n\u00e3o pensava que poderia morrer naquele mesmo dia (Lc 12,16-21). As riquezas n\u00e3o te d\u00e3o seguran\u00e7a alguma. Mais ainda: quando o cora\u00e7\u00e3o se sente rico, fica t\u00e3o satisfeito de si mesmo que n\u00e3o tem espa\u00e7o para a Palavra de Deus, para amar os irm\u00e3os, nem para gozar das coisas mais importantes da vida. Desse modo, priva-se dos bens maiores. Por isso, Jesus chama felizes os pobres em esp\u00edrito, que t\u00eam o cora\u00e7\u00e3o pobre, onde pode entrar o Senhor com a sua incessante novidade\u201d (n. 67-68). \u201cLucas n\u00e3o fala de uma pobreza \u201cem esp\u00edrito\u201d, mas simplesmente de ser \u2018pobre\u2019 (Lc 6,20), convidando-nos assim a uma vida tamb\u00e9m austera e essencial. Desta forma, chama-nos a compartilhar a vida dos mais necessitados, a vida que levaram os Ap\u00f3stolos e, em \u00faltima an\u00e1lise, a configurar-nos a Jesus, que, \u2018de rico que era, tornou-se pobre\u2019 (2Cor 8,9)\u201d (n. 70).<\/p>\n<p><em>\u201cFelizes os mansos, porque possuir\u00e3o a terra\u201d<\/em>: \u201c\u00c9 uma frase forte, neste mundo que, desde o in\u00edcio, \u00e9 um lugar de inimizade, onde se litiga por todo o lado, onde h\u00e1 \u00f3dio em toda a parte, onde constantemente classificamos os outros pelas suas ideias, os seus costumes e at\u00e9 a sua forma de falar ou vestir. Em suma, \u00e9 o reino do orgulho e da vaidade, onde cada um se julga no direito de elevar-se acima dos outros. Embora pare\u00e7a imposs\u00edvel, Jesus prop\u00f5e outro estilo: a mansid\u00e3o. \u00c9 o que praticava com os seus disc\u00edpulos, e contemplamos na sua entrada em Jerusal\u00e9m: \u201cEis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta\u201d (Mt 21,5; cf. Zc 9,9) (n. 71). \u201cDisse Ele: \u2018Sede disc\u00edpulos meus, porque sou manso e humilde de cora\u00e7\u00e3o, e encontrareis descanso para v\u00f3s\u2019 (Mt 11,29). Se vivemos tensos, arrogantes diante dos outros, acabamos cansados e exaustos. Mas, quando olhamos os seus limites e defeitos com ternura e mansid\u00e3o, sem nos sentirmos superiores, podemos dar-lhes uma m\u00e3o e evitamos de gastar energias em lamenta\u00e7\u00f5es in\u00fateis\u201d (n. 72). Afinal, \u201cos mansos, independentemente do que possam sugerir as circunst\u00e2ncias, esperam no Senhor, e aqueles que esperam no Senhor possuir\u00e3o a terra e gozar\u00e3o de imensa paz (Sl 37\/36,9.11)\u201d (n. 74).<\/p>\n<p><em>\u201cFelizes os que choram, porque ser\u00e3o consolados\u201d<\/em>: esta \u00e9 uma bem-aventuran\u00e7a estranha. Sim, pois \u201co mundo prop\u00f5e-nos o contr\u00e1rio: o entretenimento, o prazer, a distra\u00e7\u00e3o, o divertimento. E diz-nos que isso \u00e9 que torna boa a vida. O mundano ignora, olha para o lado, quando h\u00e1 problemas de doen\u00e7a ou afli\u00e7\u00e3o na fam\u00edlia ou ao seu redor. O mundo n\u00e3o quer chorar: prefere ignorar as situa\u00e7\u00f5es dolorosas, cobri-las, escond\u00ea-las. Gastam-se muitas energias para escapar das situa\u00e7\u00f5es onde est\u00e1 presente o sofrimento, julgando que \u00e9 poss\u00edvel dissimular a realidade, onde nunca, nunca, pode faltar a cruz\u201d (n. 75). Quem chora pelo outro \u00e9 porque sente compaix\u00e3o (sofrer com o outro). Por isso, o Papa escreve: \u201cEsta pessoa sente que o outro \u00e9 carne da sua carne, n\u00e3o teme aproximar-se at\u00e9 tocar a sua ferida, compadece-se at\u00e9 sentir que as dist\u00e2ncias s\u00e3o superadas. Assim, \u00e9 poss\u00edvel acolher aquela exorta\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo: \u2018Chorai com os que choram\u2019 (Rm 12,15)\u201d (n. 76).<\/p>\n<p><em>\u201cFelizes os que t\u00eam fome e sede de justi\u00e7a, porque ser\u00e3o saciados\u201d<\/em>: esta \u00e9 outra estranha bem-aventuran\u00e7a, pois sede e fome sempre sup\u00f5em car\u00eancia de algo essencial para a vida, mas a l\u00f3gica de Jesus \u00e9 outra. Fala o Papa: \u201c\u2018Fome e sede\u2019 s\u00e3o experi\u00eancias muito intensas, porque correspondem a necessidades prim\u00e1rias e t\u00eam a ver com o instinto de sobreviv\u00eancia. H\u00e1 pessoas que, com esta mesma intensidade, aspiram pela justi\u00e7a e buscam-na com um desejo assim forte. Jesus diz que elas ser\u00e3o saciadas, porque a justi\u00e7a, mais cedo ou mais tarde, chega e n\u00f3s podemos colaborar para o tornar poss\u00edvel, embora nem sempre vejamos os resultados deste compromisso\u201d (n. 77). No entanto, a justi\u00e7a que Jesus prop\u00f5e \u00e9 grandiosa e exigente: \u201cEsta justi\u00e7a come\u00e7a por se tornar realidade na vida de cada um, sendo justo nas pr\u00f3prias decis\u00f5es, e depois manifesta-se na busca da justi\u00e7a para os pobres e vulner\u00e1veis. \u00c9 verdade que a palavra \u2018justi\u00e7a\u2019 pode ser sin\u00f4nimo de Deus com toda a nossa vida, mas, se lhe dermos um sentido muito geral, esquecemo-nos que se manifesta especialmente na justi\u00e7a com os inermes: \u2018aprendei a fazer o bem, buscai o que \u00e9 correto, defendei o direito do oprimido, fazei justi\u00e7a para o \u00f3rf\u00e3o, defendei a causa da vi\u00fava\u2019 (Is 1,17)\u201d (n. 79).<\/p>\n<p><em>\u201cFelizes os misericordiosos, porque alcan\u00e7ar\u00e3o miseric\u00f3rdia\u201d<\/em>: vivemos, h\u00e1 pouco tempo o Ano Extraordin\u00e1rio da Miseric\u00f3rdia, portanto voltar ao tema como via segura de santidade \u00e9 algo grandioso. \u201cA miseric\u00f3rdia tem dois aspectos: \u00e9 dar, ajudar, servir os outros, mas tamb\u00e9m perdoar, compreender. Mateus resume-o em uma regra de ouro: \u2018Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos fa\u00e7am, fazei-o, v\u00f3s tamb\u00e9m, a eles\u2019 (7,12). O Catecismo lembra-nos que esta lei se deve aplicar \u2018a todos os casos\u2019 (CIgC, n. 1789; cf. n. 1970), especialmente quando algu\u00e9m \u201cse v\u00ea confrontado com situa\u00e7\u00f5es que tornam o ju\u00edzo moral menos seguro e a decis\u00e3o dif\u00edcil\u201d (<em>Ibidem<\/em>, n. 1787) (n. 80). \u201cDar e perdoar \u00e9 tentar reproduzir na nossa vida um pequeno reflexo da perfei\u00e7\u00e3o de Deus, que d\u00e1 e perdoa superabundantemente. No Evangelho de Lucas encontramos o \u201csede misericordiosos como o vosso Pai \u00e9 misericordioso\u201d. N\u00e3o julgueis e n\u00e3o sereis julgados; n\u00e3o condeneis e n\u00e3o sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Dai e vos ser\u00e1 dado\u2019 (6,36-38). E depois Lucas acrescenta algo que n\u00e3o dever\u00edamos descuidar: \u2018a medida que usardes para os outros, servir\u00e1 tamb\u00e9m para v\u00f3s\u2019 (6,38). A medida que usarmos para compreender e perdoar ser\u00e1 aplicada a n\u00f3s para nos perdoar. A medida que aplicarmos para dar, ser\u00e1 aplicada a n\u00f3s no c\u00e9u para nos recompensar. N\u00e3o nos conv\u00e9m esquec\u00ea-lo\u201d (n. 81). N\u00e3o desejar vingan\u00e7a, mas, sim, o perd\u00e3o, \u00e9 estar com Cristo em busca da santidade (cf. n. 82).<\/p>\n<p><em>\u201cFelizes os puros de cora\u00e7\u00e3o, porque ver\u00e3o a Deus\u201d<\/em>: \u201cEsta bem-aventuran\u00e7a diz respeito a quem tem um cora\u00e7\u00e3o simples, puro, sem imund\u00edcie, pois um cora\u00e7\u00e3o que sabe amar n\u00e3o deixa entrar na sua vida algo que atente contra esse amor, algo que o enfraque\u00e7a ou coloque em risco. Na B\u00edblia, o cora\u00e7\u00e3o significa as nossas verdadeiras inten\u00e7\u00f5es, o que realmente buscamos e desejamos, para al\u00e9m do que aparentamos: \u201cO homem v\u00ea a apar\u00eancia, o Senhor v\u00ea o cora\u00e7\u00e3o\u201d (1Sm 16,7). Ele procura falar-nos ao cora\u00e7\u00e3o (Os 2,16) e nele deseja gravar a sua Lei (Jr 31,33). Em \u00faltima an\u00e1lise, quer dar-nos um cora\u00e7\u00e3o novo (Ez 36,26)\u201d (n. 83). \u00c9 preciso ser, verdadeiramente, misericordioso na caridade verdadeira, nunca falsa (1Cor 13,3).<\/p>\n<p><em>\u201cFelizes os pacificadores, porque ser\u00e3o chamados filhos de Deus\u201d<\/em>: \u201cEsta bem-aventuran\u00e7a faz-nos pensar nas numerosas situa\u00e7\u00f5es de guerra que perduram. Da nossa parte, \u00e9 muito comum sermos causa de conflitos ou, pelo menos, de incompreens\u00f5es. Por exemplo, as fofocas: quando ou\u00e7o qualquer coisa sobre algu\u00e9m e vou ter com outro e lhe digo; e at\u00e9 fa\u00e7o uma segunda vers\u00e3o um pouco mais ampla e espalho-a. O mundo das murmura\u00e7\u00f5es, feito por pessoas que se dedicam a criticar e destruir, n\u00e3o constr\u00f3i a paz. Pelo contr\u00e1rio, tais pessoas s\u00e3o inimigas da paz e, de modo nenhum, bem-aventuradas\u201d (n. 87). \u201cOs pac\u00edficos s\u00e3o fonte de paz, constroem paz e amizade social. \u00c0queles que cuidam de semear a paz por todo o lado, Jesus faz-lhes uma promessa maravilhosa: \u2018ser\u00e3o chamados filhos de Deus\u2019 (Mt 5,9). Aos disc\u00edpulos, pedia-lhes que, ao chegar a uma casa, dissessem: \u2018a paz esteja nesta casa!\u2019 (Lc 10,5). A Palavra de Deus exorta cada fiel a procurar, juntamente \u2018com todos\u2019, a paz (2Tm 2,22), pois \u2018o fruto da justi\u00e7a \u00e9 semeado na paz, para aqueles que promovem a paz\u2019 (Tg 3,18). E na nossa comunidade, se alguma vez tivermos d\u00favidas acerca do que se deve fazer, \u2018busquemos tenazmente tudo o que contribui para a paz\u2019 (Rm 14,19), porque a unidade \u00e9 superior ao conflito (n. 88).<\/p>\n<p><em>\u201cFelizes os que sofrem persegui\u00e7\u00e3o por causa da justi\u00e7a, porque deles \u00e9 o Reino do C\u00e9u\u201d<\/em>: \u201cO pr\u00f3prio Jesus sublinha que este caminho vai contracorrente, a ponto de nos transformar em pessoas que questionam a sociedade com a sua vida, pessoas que incomodam. Jesus lembra as in\u00fameras pessoas que foram, e s\u00e3o, perseguidas simplesmente por terem lutado pela justi\u00e7a, terem vivido os seus compromissos com Deus e com os outros. Se n\u00e3o queremos afundar em uma obscura mediocridade, n\u00e3o pretendamos uma vida c\u00f4moda, porque, \u2018quem quiser salvar sua vida a perder\u00e1\u2019 (Mt 16,25)\u201d (n. 90). \u201cA cruz, especialmente as fadigas e os sofrimentos que suportamos para viver o mandamento do amor e o caminho da justi\u00e7a, \u00e9 fonte de amadurecimento e santifica\u00e7\u00e3o. Lembremo-nos disto: quando o Novo Testamento fala dos sofrimentos que \u00e9 preciso suportar pelo Evangelho, refere-se precisamente \u00e0s persegui\u00e7\u00f5es (At 5,41; Fl 1,29; Cl 1,24; 2Tm 1,12; 1Pd 2,20; 4,14-16; Ap 2,10)\u201d (n. 92). \u201cAs persegui\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o uma realidade do passado, porque hoje tamb\u00e9m as sofremos quer de forma cruenta, como tantos m\u00e1rtires contempor\u00e2neos, quer de uma maneira mais sutil, atrav\u00e9s de cal\u00fanias e falsidades. Jesus diz que haver\u00e1 felicidade, quando, \u2018mentindo, disserem todo mal contra v\u00f3s por causa de mim\u2019 (Mt 5,11). Outras vezes, trata-se de zombarias que tentam desfigurar a nossa f\u00e9 e fazer-nos passar por pessoas rid\u00edculas\u201d (n. 94).<\/p>\n<p>Por fim, o Santo Padre prop\u00f5e o cl\u00e1ssico Evangelho de Mateus como par\u00e2metro de seguimento ao Mestre: \u201cPois eu estava com fome, e me destes de comer; estava com sede, e me destes de beber; eu era forasteiro, e me recebestes em casa; estava nu e me vestistes; doente, e cuidastes de mim; na pris\u00e3o, e fostes visitar-me\u201d (25,35-36). S\u00e3o as obras de miseric\u00f3rdia que, realmente, ajudam o ser humano a se salvar, com a gra\u00e7a de Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cap\u00edtulo III, \u201c\u00c0 luz do Mestre, \u00e9, por assim dizer, como que o cora\u00e7\u00e3o da Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Gaudium et exultate, pois apresenta como caminho da santidade as bem-aventuran\u00e7as (cf. Mt 5,3-12; Lc 6,20-23). Elas s\u00e3o, de acordo com o Papa Francisco, \u201co bilhete de identidade do crist\u00e3o\u201d. 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