{"id":39172,"date":"2018-03-19T15:16:43","date_gmt":"2018-03-19T18:16:43","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=39172"},"modified":"2018-03-19T15:16:43","modified_gmt":"2018-03-19T18:16:43","slug":"domingo-de-ramos-e-da-paixao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/domingo-de-ramos-e-da-paixao\/","title":{"rendered":"Domingo de ramos e da paix\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Inicia-se a Semana Santa apresentando dois aspectos bem ressaltados pelo evangelista Marcos, ou seja, a entrada solene de Jesus em Jerusal\u00e9m (Mc 11, 1-10) e sua Paix\u00e3o e Morte (Mc 14-15,47). H\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o intima entre estes dois fatos. Cristo organizou sua triunfal chegada \u00e0 cidade santa alguns dias antes da P\u00e1scoa. Ele sabia que pelo caminho at\u00e9 Jerusal\u00e9m sua fama rebrilharia nos hosanas festivos, mas l\u00e1 tamb\u00e9m depois carregaria uma ignominiosa Cruz, na qual por entre tormentos terr\u00edveis viria a morrer. \u00c9 certo, por\u00e9m, que tr\u00eas dias ap\u00f3s o drama do G\u00f3lgota Ele ressuscitaria imortal e impass\u00edvel, acontecimento a ser comemorado no pr\u00f3ximo domingo. Tudo isto para salva\u00e7\u00e3o da humanidade e a gl\u00f3ria de Deus. Enquanto homem, Ele obedeceria inteiramente ao plano salv\u00edfico e j\u00e1 havia dito claramente: \u201cMeu alimento \u00e9 fazer a vontade do Pai\u201d (Jo 4,34). S\u00e3o Paulo explicou: \u201cEle despojou-se a si mesmo, tomando a natureza de servo, tornando-se semelhante aos homens e reconhecido como homem por todo o seu exterior, humilhou-se, fazendo-se obediente at\u00e9 \u00e0 morte e `morte de cruz\u201d (Fil 2,7-8). Foi obedecendo \u00e0 ordem de Jesus que dois de seus disc\u00edpulos buscaram o jumentinho para a ida triunfal a Jerusal\u00e9m (Mc 11,2). Fulge assim a obedi\u00eancia de Jesus que far\u00e1 a vontade do Pai e a dos ap\u00f3stolos que logo seguiram sua determina\u00e7\u00e3o. Obedecer \u00e9 crer e fazer seu o mandamento recebido. Eis porque S\u00e3o Paulo falou aos romanos sobre a \u201cobedi\u00eancia da f\u00e9\u201d (Rm 1,5). A\u00ed, portanto, uma primeira grande li\u00e7\u00e3o no in\u00edcio da Grande Semana que deve levar todos os fieis a se examinarem, verificando at\u00e9 onde cada um obedece aos mandamentos divinos, pois n\u00e3o basta recordar os sofrimentos de Jesus, uma vez que estes devem levar a uma revis\u00e3o total de vida, a uma convers\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o. A multid\u00e3o aclamou a Cristo como Messias: \u201cHosana! Bendito o que vem em nome do Senhor\u201d (Mc 11,7), por\u00e9m, clamaria depois \u201cCrucifica-o\u201d! \u00a0(Mc 15,13-14). Outra grande mensagem, dado que os crist\u00e3os \u00a0n\u00e3o devem acender uma vela a Deus e outra ao diabo, louvando o Criador com as palavras, mas O ultrajando com as m\u00e1s a\u00e7\u00f5es. Com humildade \u00e9 preciso, de fato, nesta semana aquilatar a sinceridade do pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o perante o Deus que tudo conhece, poderoso que \u00e9 no c\u00e9u e na terra. Todos precisamos estar sempre atentos em tudo aquilo em que acreditamos para verificar se nossos atos concordam com o que professamos. Cumpre louvar a Deus com nossa alma e com nosso corpo. A Paix\u00e3o e Morte de Cristo mostrou que a proposta de seu Reino contrasta com os apelos das ilus\u00f5es terrenas. Ele selaria com seu sangue aquilo que Ele pregou com palavras e com gestos, isto \u00e9, Ele ensinou o verdadeiro amor, a entrega total \u00e0 vontade divina. Eis porque a reflex\u00e3o sobre seus sofrimentos at\u00e9 o desenlace final no alto de uma Cruz exige que todos os seus seguidores sejam prot\u00f3tipos da ades\u00e3o incondicional \u00e0s leis de Deus, evitando \u00a0todo e qualquer pecado. A seu exemplo fazendo cada um de sua vida um dom a seu Senhor e ao pr\u00f3ximo. A cruz de Jesus requer um dinamismo de um mundo novo, o dinamismo do Reino do C\u00e9u. A Semana Santa deve levar a todos a se conscientizar que o projeto libertador de Cristo constratava com a mentalidade ego\u00edstica, opressora que dominava tamb\u00e9m naquele contexto hist\u00f3rico. O crist\u00e3o precisa sempre estar disposto a se desinstalar de sua comodidade, de sua complac\u00eancia com o mal e a \u00a0procurar uma convers\u00e3o sincera.\u00a0 A Semana Santa deve tirar cada um de uma passividade conden\u00e1vel, da inconst\u00e2ncia na vida espiritual, levando \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o fiel de um caminho que passa pela Cruz. Tal a ordem de Cristo: \u201cSe algu\u00e9m quer ser meu disc\u00edpulo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me\u201d (Mt,16,24). Tomar a sua cruz \u00e9 assumir em plenitude o Evangelho, entrando pela porta estreita e rompendo com determina\u00e7\u00e3o com as propostas de um mundo divorciado da virtude e envolto em degradantes paix\u00f5es. O verdadeiro triunfo de Jesus veio depois da Cruz. S\u00e3o Paulo afirmou: &#8220;Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida n\u00e3o t\u00eam propor\u00e7\u00e3o alguma com a gl\u00f3ria futura que nos deve ser manifestada\u201d (Rm 8,18).\u00a0 Reflitamos nisto durante a Semana Santa!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inicia-se a Semana Santa apresentando dois aspectos bem ressaltados pelo evangelista Marcos, ou seja, a entrada solene de Jesus em Jerusal\u00e9m (Mc 11, 1-10) e sua Paix\u00e3o e Morte (Mc 14-15,47). H\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o intima entre estes dois fatos. 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