{"id":39116,"date":"2018-03-19T10:10:01","date_gmt":"2018-03-19T13:10:01","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=39116"},"modified":"2018-03-19T10:10:01","modified_gmt":"2018-03-19T13:10:01","slug":"pensando-inutilidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/pensando-inutilidades\/","title":{"rendered":"Pensando inutilidades"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0<\/strong>Como escreveu Zarast&#8230; ops, Fonseca, meu amigo e companheiro: \u201cExistem (fui ao Banco Central em Bras\u00edlia e peguei esses dados l\u00e1) 20 milh\u00f5es jogados em lugares das casas brasileiras em moedinhas de 0,01. Existem outros 300 milh\u00f5es em moedinhas de 0,10, 0,25, 0,50 e 1,00 em cofrinhos por a\u00ed. Se dinheiro \u00e9 assim t\u00e3o maltratado imagine \u201cPalavras de Esperan\u00e7a\u201d, \u201cLiderar n\u00e3o \u00e9 Subjugar\u201d e outras coisitas mais\u201d. Assim meu amigo tentava me consolar diante do desabafo que lhe fazia pela diminui\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos que me publicam (fechamento de jornais e sites), al\u00e9m de um v\u00edrus inoportuno que apagou minha lista de contatos semanais.<\/p>\n<p>Dizia-lhe das dificuldades de levar adiante a mensagem crist\u00e3. Mas, citando Tiago (4,17), que nos lembra: \u201cSe algu\u00e9m souber fazer o bem e n\u00e3o o faz, comete pecado\u201d, Fonseca ainda refor\u00e7a: \u201cEstamos destinados a \u2018morrer no pau\u2019. O madeiro \u00e9 sinal de maldi\u00e7\u00e3o. Somos todos malditos no Cristo. Nada de ilus\u00e3o, meu irm\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Eis, pois que a imagem daquelas moedinhas perdidas ganha for\u00e7a em minha disposi\u00e7\u00e3o de continuar meu trabalho de formiguinha. Um tra\u00e7o de folha verde n\u00e3o alimenta ningu\u00e9m, mas unidas na dispensa do formigueiro vai garantir a sobreviv\u00eancia deste. O p\u00f3len que a abelhinha colhe no jardim \u00e9 apenas p\u00f3len, mas depositado na colmeia se transforma em saboroso mel. A inutilidade de um trabalho que penso insignificante \u00e9 que nos faz repensar nossa pr\u00f3pria inutilidade, um trabalho quase fantasmag\u00f3rico diante da grandiosidade que a Obra de Deus manifesta como desafio comum a todos. Se \u00e9 pequeno ou insignificante aquilo que deixamos de fazer por n\u00e3o dimensionar o conjunto, a soma do pouco, \u00e9 porque ainda n\u00e3o nos foi dada a gra\u00e7a de contemplar o milagre que Deus realiza em n\u00f3s, atrav\u00e9s de n\u00f3s e por n\u00f3s cotidianamente. Deixemos, pois de ver fantasmas e contemplar somente a negritude dos fatos que nos rodeiam. A moedinha perdida foi objeto de muita alegria quando encontrada por algu\u00e9m que lhe dava valor. Que varreu a casa, vasculhou entulhos, penetrou frestas misteriosas, sondou o ambiente apenas para retomar sua posse. Sim, esse algu\u00e9m \u00e9 Deus a nos valorizar sempre&#8230; \u00c9 o Pai que nos ama!<\/p>\n<p>Nada de ilus\u00e3o. Neste ano em que repensamos a import\u00e2ncia do leigo na a\u00e7\u00e3o pastoral de sua Igreja, n\u00e3o lamentemos nossa aparente inutilidade. Somos, por primeiro, servos, possuidores de um servi\u00e7o vital para a edifica\u00e7\u00e3o de um mundo melhor. Maior \u00e9 aquele que serve, nos disse o mestre. E a valor desse trabalho \u00e9 que far\u00e1 a fortuna, a riqueza maior que buscamos neste mundo. A cruz de Cristo, o madeiro que o imolou aos olhos dos homens, \u00e9 para n\u00f3s o sinal mais evidente da vit\u00f3ria que desejamos, quer queira ou n\u00e3o a humanidade descrente. Por mais insignificante que pensamos ser, fomos reabilitados na cruz.<\/p>\n<p>\u00c0s favas as dificuldades do caminho! As assombra\u00e7\u00f5es que nos assombram. A inutilidade que sentimos. Quem leu Seara Vermelha, grande obra do brasileiro Jorge, o Amado, deve ter se deparado com o di\u00e1logo do sertanejo com os mist\u00e9rios e desafios que a sociedade lhe fazia. O que era, por exemplo, esse tal do comunismo que assombrava seu mundinho? Ou o que seria nosso cristianismo para os sertanejos da f\u00e9, os que pensamos ignorantes na pr\u00e1tica da vontade divina? Isso tudo, aos olhos do pobre migrante (que somos todos n\u00f3s nesse mundo) era como uma assombra\u00e7\u00e3o. Seu interlocutor quis saber por qu\u00ea. \u201cNum v\u00ea o senhor que aparece uma luz na estrada e v\u00e3o dizer pra gente que n\u00e3o chegue perto, que aquilo \u00e9 assombra\u00e7\u00e3o que mata a gente s\u00f3 de espiar. Mas tanto falam que a gente fica se roendo de vontade de espiar. Um dia n\u00e3o arrisiste, vai, chega l\u00e1 e v\u00ea que \u00e9 o pai da gente&#8230;\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Como escreveu Zarast&#8230; ops, Fonseca, meu amigo e companheiro: \u201cExistem (fui ao Banco Central em Bras\u00edlia e peguei esses dados l\u00e1) 20 milh\u00f5es jogados em lugares das casas brasileiras em moedinhas de 0,01. Existem outros 300 milh\u00f5es em moedinhas de 0,10, 0,25, 0,50 e 1,00 em cofrinhos por a\u00ed. 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