{"id":39112,"date":"2018-03-19T09:42:11","date_gmt":"2018-03-19T12:42:11","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=39112"},"modified":"2018-03-19T09:42:11","modified_gmt":"2018-03-19T12:42:11","slug":"domingo-de-ramos-na-paixao-do-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/domingo-de-ramos-na-paixao-do-senhor\/","title":{"rendered":"Domingo de Ramos na Paix\u00e3o do Senhor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt; background: white; vertical-align: baseline; margin: 0cm 0cm 15.0pt 0cm;\"><span style=\"color: black;\">O domingo de Ramos \u00e9 um dia em que a liturgia \u00e9 dividida em dois momentos: primeiro, solen\u00edssimo, \u00e9 a b\u00ean\u00e7\u00e3o dos Ramos, fora da Igreja. H\u00e1 a proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho da entrada de Jesus em Jerusal\u00e9m(cf. Mc 11,1-10). Neste Evangelho recordamos tr\u00eas simbolismos importantes: o cortejo, os ramos de oliveira e de palmeira (que guardados ser\u00e3o usados na quarta-feira de cinzas no ano seguinte) e o jumento. A prociss\u00e3o festiva recorda o caminhar dos disc\u00edpulos que seguem as pegadas do Mestre e a acolhida de Jesus como rei, simbolizada pelo gesto de estender os mantos para que ele passasse. Os ramos \u00e9 uma forma de aclamar Jesus como o Ungido, o Messias esperado. O jumento \u00e9 simbolismo forte de oposi\u00e7\u00e3o: Jesus adentra a cidade pelo lado leste, como Messias portador de paz e salva\u00e7\u00e3o, mas de forma humilde e n\u00e3o imponente. Isso num contraponto a Pilatos e o ex\u00e9rcito imperial que sempre entravam, solenemente, pelo lado oeste. \u00c9 a \u201cpax romana\u201d de um lado, baseada pela viol\u00eancia e pela intimida\u00e7\u00e3o e por outro lado a paz do Messias, que confronta o imp\u00e9rio romano com humildade e servi\u00e7o. A primeira parte da Santa Missa \u00e9 um tom fundamental da semana santa: a humildade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt; background: white; vertical-align: baseline; margin: 0cm 0cm 15.0pt 0cm;\"><span style=\"color: black;\">A liturgia deste \u00faltimo Domingo da Quaresma convida-nos a contemplar esse Deus que, por amor, desceu ao nosso encontro, partilhou a nossa humanidade, fez-Se servo dos homens, deixou-Se matar para que o ego\u00edsmo e o pecado fossem vencidos. A cruz (que a liturgia deste domingo coloca no horizonte pr\u00f3ximo de Jesus) apresenta-nos a li\u00e7\u00e3o suprema, o \u00faltimo passo desse caminho de vida nova que, em Jesus, Deus nos prop\u00f5e: a doa\u00e7\u00e3o da vida por amor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt; background: white; vertical-align: baseline; margin: 0cm 0cm 15.0pt 0cm;\"><span style=\"color: black;\">A primeira leitura (cf Is 50,4-7) apresenta-nos um profeta an\u00f4nimo, chamado por Deus a testemunhar no meio das na\u00e7\u00f5es a Palavra da salva\u00e7\u00e3o. Apesar do sofrimento e da persegui\u00e7\u00e3o, o profeta confiou em Deus e concretizou, com teimosa fidelidade, os projetos de Deus. Os primeiros crist\u00e3os viram neste \u201cservo\u201d a figura de Jesus. A figura do servo impressiona pela sua firmeza e serenidade. Ele n\u00e3o se dobra \u00e0 viol\u00eancia, mesmo sofrendo humilha\u00e7\u00f5es, ao contr\u00e1rio, ele se oferece, apresenta-se para isso. O reinado do servo (Jesus) contraria a maldade do mundo com o bem, com a justi\u00e7a e com a mansid\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt; background: white; vertical-align: baseline; margin: 0cm 0cm 15.0pt 0cm;\"><span style=\"color: black;\">A segunda leitura (cf Fl 2,6-11) apresenta-nos o exemplo de Cristo. Ele prescindiu do orgulho e da arrog\u00e2ncia, para escolher a obedi\u00eancia ao Pai e o servi\u00e7o aos homens, at\u00e9 ao dom da vida. \u00c9 esse mesmo caminho de vida que a Palavra de Deus nos prop\u00f5e. O crist\u00e3o \u00e9 convidado a viver em comunidade, fazendo dessa experi\u00eancia uma trajet\u00f3ria de esvaziamento de si mesmo a exemplo de Jesus, seu modelo. Perfazendo esse caminho interior, tomando para si o sentimento de Cristo, cada um se une e vence com ele, que n\u00e3o fez caso de ser igual a Deus, mas preferiu a humildade. O esvaziamento e a cruz s\u00e3o, pois, uma refer\u00eancia espiritual para a comunidade e para todos n\u00f3s. Essas duas palavras v\u00e3o acompanhar a nossa Semana Santa: a cruz e o esvaziamento nos deixam mais livre para o seguimento de Cristo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt; background: white; vertical-align: baseline; margin: 0cm 0cm 15.0pt 0cm;\"><span style=\"color: black;\">O Evangelho(cf. Mc 14,1-15,47) convida-nos a contemplar a paix\u00e3o e morte de Jesus: \u00e9 o momento supremo de uma vida feita dom e servi\u00e7o, a fim de libertar os homens de tudo aquilo que gera ego\u00edsmo e escravid\u00e3o. Na cruz, revela-se o amor de Deus \u2013 esse amor que n\u00e3o guarda nada para si, mas que se faz dom total.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt; background: white; vertical-align: baseline; margin: 0cm 0cm 15.0pt 0cm;\"><span style=\"color: black;\">Os passos do pregador Jesus est\u00e3o no trajeto de Jerusal\u00e9m, palco da rejei\u00e7\u00e3o e da Paix\u00e3o do Filho de Deus. O n\u00facleo da viv\u00eancia do Evangelho neste domingo de Ramos tem uma unidade em seus tr\u00eas blocos: o julgamento injusto diante de Pilatos, os a\u00e7oites e esc\u00e1rnios de seus algozes, a crucifica\u00e7\u00e3o e morte de Jesus.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt; background: white; vertical-align: baseline; margin: 0cm 0cm 15.0pt 0cm;\"><span style=\"color: black;\">Primeiro bloco: Jesus \u00e9 condenado injustamente e por motivos injustos. Pilatos \u00e9 um juiz sem autonomia e sem autoridade. A multid\u00e3o mesmo pergunta a Pilatos: \u201cMas qual mal ele fez? \u201d. Jesus \u00e9 julgado por um poder corrompido, sem isen\u00e7\u00e3o e \u00e9 trocado por um bandido, chamado Barrab\u00e1s. Jesus, o servo sofredor, manso e sereno da maldade nada faz. Jesus, inocente, foi condenado para justificar a maldade de um poder injusto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt; background: white; vertical-align: baseline; margin: 0cm 0cm 15.0pt 0cm;\"><span style=\"color: black;\">Segundo bloco: Jesus \u00e9 a\u00e7oitado e escarnecido pelos seus algozes. Trata-se da rejei\u00e7\u00e3o humana. Mercen\u00e1rios, os soldados romanos, aproveitam para desprezar Jesus para desprezar os judeus, a quem odiavam. O sofrimento \u00e9 o caminho seguro para a glorifica\u00e7\u00e3o e a ressurrei\u00e7\u00e3o. A confian\u00e7a em Deus \u00e9 que nos conduz \u00e0 vit\u00f3ria e a liberta\u00e7\u00e3o. Tiramos desse bloco uma bela li\u00e7\u00e3o: a gl\u00f3ria humana \u00e9 representada pela corrup\u00e7\u00e3o e maldade de Pilatos e dos algozes de Jesus. N\u00f3s ao contr\u00e1rio, como batizados, n\u00e3o aceitamos a maldade humana e a viol\u00eancia respondendo com rancor e vingan\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt; background: white; vertical-align: baseline; margin: 0cm 0cm 15.0pt 0cm;\"><span style=\"color: black;\">Terceiro bloco: Jesus \u00e9 crucificado e morto como malfeitor, fora da cidade. Rejeitado pelos passantes, escarnecido pelos judeus e pelas autoridades romanas e do templo de Jerusal\u00e9m, Jesus tem as suas vestes repartidas, coloca-se a cruz que diz o motivo de sua condena\u00e7\u00e3o: INRI \u2013 Jesus Nazareno, Rei dos Judeus. Aquele que sofre na cruz sofre injustamente, mas n\u00e3o perde a consci\u00eancia e nem a integridade. Jesus morre para vencer a maldade humana e a injusti\u00e7a. Como Jesus, diante do sofrimento, da dor e da incompreens\u00e3o, muitas vezes gritamos: \u201cMeu Deus, meu Deus, por que me abandonastes? (Cf. Sl. 22).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt; background: white; vertical-align: baseline; margin: 0cm 0cm 15.0pt 0cm;\"><span style=\"color: black;\">Jesus ao morrer abre para cada um de n\u00f3s a seara da salva\u00e7\u00e3o eterna. Quando ele morre o v\u00e9u do Templo, que resguardava o Santo dos Santos, rasga-se de alto a baixo, em duas partes. N\u00e3o se trata de um tecido qualquer, mas de uma indument\u00e1ria de propor\u00e7\u00f5es monumentais e de grossa espessura. O culto a Deus se desloca do centro \u2013 Templo de Jerusal\u00e9m \u2013 para a periferia \u2013 G\u00f3lgota, o morro fora dos muros da urbe. \u00c9 l\u00e1 onde se realiza a vontade de Deus e onde brilha a gl\u00f3ria do seu amor, da verdade e da inoc\u00eancia do seu Filho, a ponto de causar o reconhecimento de um pag\u00e3o: \u201cVerdadeiramente esse \u00e9 o Filho de Deus! \u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt; background: white; vertical-align: baseline; margin: 0cm 0cm 15.0pt 0cm;\"><span style=\"color: black;\">Vamos repetir esta proclama\u00e7\u00e3o de f\u00e9: \u201cVerdadeiramente esse \u00e9 o Filho de Deus!\u201d, e, em gestos concretos, sejamos generosos com a coleta da Campanha da Fraternidade que, de maneira honesta e s\u00e9ria, vai ajudar aos refugiados venezuelanos que est\u00e3o chegando degradados em Rond\u00f4nia. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt; background: white; vertical-align: baseline; margin: 0cm 0cm 15.0pt 0cm;\"><span style=\"color: black;\">Boa Semana Santa! N\u00e3o se esque\u00e7a da sua confiss\u00e3o e de uma piedosa participa\u00e7\u00e3o nos mist\u00e9rios centrais de nossa f\u00e9.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O domingo de Ramos \u00e9 um dia em que a liturgia \u00e9 dividida em dois momentos: primeiro, solen\u00edssimo, \u00e9 a b\u00ean\u00e7\u00e3o dos Ramos, fora da Igreja. H\u00e1 a proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho da entrada de Jesus em Jerusal\u00e9m(cf. Mc 11,1-10). 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