{"id":3904,"date":"2014-01-13T12:10:43","date_gmt":"2014-01-13T14:10:43","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/chiara-e-enrico-santidade-em-casal\/"},"modified":"2017-03-24T16:50:34","modified_gmt":"2017-03-24T19:50:34","slug":"chiara-e-enrico-santidade-em-casal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/chiara-e-enrico-santidade-em-casal\/","title":{"rendered":"Chiara e Enrico, santidade em casal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/chiaraeenrico.jpg\" border=\"0\" \/><br \/>Uma reflex\u00e3o sobre o casamento a partir do exemplo de Chiara Corbella Petrillo<br \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era uma liga\u00e7\u00e3o intercontinental. Teoricamente, em ingl\u00eas. De um lado da linha, uma jornalista em Buenos Aires. Do outro, eu, na It\u00e1lia. Na verdade, ela falava espanh\u00eas e eu falava inglano. Nessas condi\u00e7\u00f5es, a tenta\u00e7\u00e3o de abreviar um nome na hora de soletr\u00e1-lo \u00e9 grande. Mas o nome que eu queria citar n\u00e3o \u00e9 Chiara Corbella. O nome \u00e9 Chiara Corbella Petrillo.<\/p>\n<p>A jornalista argentina tinha me perguntado quem era o meu modelo, um exemplo com quem eu quisesse me assemelhar. Respondi que, al\u00e9m de Nossa Senhora, eu n\u00e3o poderia me esquecer de Chiara. Chiara Corbella Petrillo. Contei brevemente a hist\u00f3ria dela e convidei a jornalista visitar o site. O site, ali\u00e1s, tamb\u00e9m se chama chiaracorbellapetrillo.<\/p>\n<p>O sobrenome Petrillo \u00e9 crucial para Chiara. A hist\u00f3ria dela, afinal, n\u00e3o teria sido a mesma sem Enrico Petrillo.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Chiara e Enrico, dizem todos os que os conheceram bem, foi, ou \u00e9, j\u00e1 que a hist\u00f3ria continua, uma aventura de santidade em casal. Cada passo foi compartilhado, cada peso foi carregado em conjunto, e eu n\u00e3o digo que cada um carregou a metade, porque cada um, num casal, participa por inteiro, sem diferenciar pesos, medidas, equil\u00edbrio.<\/p>\n<p>Santa Gianna Beretta Molla \u00e9 outra que nunca chamamos s\u00f3 pelo sobrenome de solteira: a dela tamb\u00e9m \u00e9 uma hist\u00f3ria de casal, de um casal que fez do casamento o caminho para chegar a Deus. E os Beltrame Quattrocchi? Outro casal que se tornou santo exatamente como casal. \u201cEntrela\u00e7ados\u201d, como escrevia a esposa, que viveu com o perp\u00e9tuo pensamento &#8220;de embelezar com do\u00e7ura e amor a urdidura de uma consist\u00eancia viril, compactada toda na doa\u00e7\u00e3o de si&#8221;.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o caso, enfim, do matrim\u00f4nio de Chiara e Enrico. \u00c9 uma hist\u00f3ria de santidade conjugal. O casamento pode ser um chamado \u00e0 santidade, mas n\u00e3o de S\u00e9rie B, como escrevem Simone Troisi e Cristiana Pacini em seu imperd\u00edvel &#8220;Nascemos e nunca morreremos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A l\u00f3gica \u00e9 a da cruz: entregar-se sem pedir nada ao amado, chegando ao dom radical de si mesmo. Se n\u00e3o se responde a essa demanda, o casamento deixa de ser uma voca\u00e7\u00e3o e vira um simples acompanhar-se at\u00e9 a morte&#8221;.<\/p>\n<p>Enrico, cuja lucidez em muitas passagens do livro me impressiona realmente, nos d\u00e1 a chave para a compreens\u00e3o do matrim\u00f4nio crist\u00e3o, uma verdadeira j\u00f3ia: &#8220;Se reconheces que s\u00f3 em Deus podes amar, deves amar a Deus mais do que amas a tua esposa, mais do que amas o teu marido. Se procuras consola\u00e7\u00e3o no amor de uma pessoa que est\u00e1 ao teu lado, tomas o caminho errado. Porque a consola\u00e7\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o Senhor quem te d\u00e1, e, se Ele quer, \u00e9 Ele quem te d\u00e1 a sua consola\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de algu\u00e9m&#8221;.<\/p>\n<p>Tenho certeza de que Chiara teria sido a primeira a nos fazer cham\u00e1-la pelo nome completo, porque tudo o que ela viveu desde o noivado foi dividido com o marido: cada m\u00ednima escolha, cada peso, cada alegria. E \u00e9 Petrillo o sobrenome do filho por quem ela deu a vida!<\/p>\n<p>A rebeli\u00e3o das mulheres de hoje na hora de usar o sobrenome do marido sempre me diz algo profundo sobre a ideia delas de casamento. Quanto a mim, \u00e9 verdade que eu falo e n\u00e3o fa\u00e7o, mas tenho uma explica\u00e7\u00e3o: n\u00f3s avaliamos juntos e eu decidi continuar assinando s\u00f3 o meu sobrenome de solteira para n\u00e3o expor os nossos filhos, sobre os quais, ali\u00e1s, j\u00e1 falei at\u00e9 demais (tanto que um deles, de que eu roubo todas as piadas, est\u00e1 querendo o pagamento pelos direitos autorais&#8230; Mas isso \u00e9 hist\u00f3ria para outro dia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Local: S\u00e3o Paulo (SP)<br \/>Fonte: ALETEIA<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma reflex\u00e3o sobre o casamento a partir do exemplo de Chiara Corbella Petrillo Era uma liga\u00e7\u00e3o intercontinental. Teoricamente, em ingl\u00eas. De um lado da linha, uma jornalista em Buenos Aires. Do outro, eu, na It\u00e1lia. Na verdade, ela falava espanh\u00eas e eu falava inglano. 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