{"id":38878,"date":"2018-03-08T10:45:14","date_gmt":"2018-03-08T13:45:14","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=38878"},"modified":"2018-03-08T10:45:14","modified_gmt":"2018-03-08T13:45:14","slug":"raizes-da-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/raizes-da-violencia\/","title":{"rendered":"Ra\u00edzes da viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Por for\u00e7a das ideias revolucionistas de Darwin, um preconceito se instalou: a viol\u00eancia humana passou a ser considerada um retorno \u00e0 animalidade. A cl\u00e1ssica defini\u00e7\u00e3o aristot\u00e9lica: homem animal racional, foi enfocada dando-se \u00eanfase ao aspecto biol\u00f3gico. Entretanto, a bioetologia que estuda a maneira de ser dos animais, ao fazer compara\u00e7\u00f5es entre as diversas esp\u00e9cies, analisando o comportamento atrav\u00e9s da s\u00e9rie zool\u00f3gica, veio revelar o engano da tese darwiniana. Os atuais estudos cient\u00edficos indicam que as rea\u00e7\u00f5es bruscas do homem n\u00e3o s\u00e3o nunca uma regress\u00e3o ao estado selvagem. Lorenz, autor da obra <em>L\u2019histoire naturelle de l\u2019agression<\/em>; Portman, not\u00e1vel zo\u00f3logo; Goustard, c\u00e9lebre et\u00f3logo e fisi\u00f3logo foram os pioneiros a mostrarem um novo \u00e2ngulo sob o qual se deve abordar o problema da conduta destrutiva. No animal, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, n\u00e3o existe propens\u00e3o radical para a agress\u00e3o, ou seja, um procedimento irrevers\u00edvel ataque. A agressividade animal \u00e9 instintiva, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida, mas nunca se constatou que vise diretamente matar um dos cong\u00eaneres. O animal n\u00e3o age jamais por um princ\u00edpio de morte. Quando agride dentro da pr\u00f3pria unidade biol\u00f3gica \u00e9 unicamente para proteger a vida. Os franceses dizem que \u201c<em>les lions ne se mangent pas entre eux\u201d.<\/em> Os cientistas puderam inclusive verificar que quanto maior \u00e9 a capacidade de um animal ferir o advers\u00e1rio, maior sua possibilidade de se afastar de uma luta. A fun\u00e7\u00e3o combativa dos animais est\u00e1 a servi\u00e7o da conserva\u00e7\u00e3o e n\u00e3o da destrui\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. Caram afirma: \u201cos animais nunca matam sistematicamente por \u00f3dio, vingan\u00e7a, sadismo ou mesmo por rancor, posi\u00e7\u00e3o social ou gl\u00f3ria\u201d. \u00c9 mister uma reformula\u00e7\u00e3o embasada na Ci\u00eancia: \u201cn\u00e3o \u00e9 o animal que est\u00e1 projetado na viol\u00eancia do homem; \u00e9 o homem que, numa esp\u00e9cie de \u00e1libi antropom\u00f3rfico, projeta sua viol\u00eancia no reino animal\u201d, como atesta o Dr. Henri Ey, m\u00e9dico-chefe dos Hospitais Psiqui\u00e1tricos franceses. Por ser o homem dotado de livre arb\u00edtrio \u00e9 que o problema da viol\u00eancia pode e deve ser reavaliado. \u00c9 uma dimens\u00e3o ontol\u00f3gica do homem. Trata-se simplesmente de direcionar impulsos. O homem pode ser contra ou pelos outros. A conquista de um ideal, a chegada \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o, a irradia\u00e7\u00e3o de gestos de fraternidade, a constru\u00e7\u00e3o de um mundo melhor sup\u00f5em posicionamento decidido de oposi\u00e7\u00e3o ao terr\u00edvel incitamento do mal. Campanha sem tr\u00e9guas, integrando-se o rancor e o \u00f3dio na liberdade humana, usada com responsabilidade no respeito diuturno da Raz\u00e3o e da Consci\u00eancia. Cumpre \u00e0 sociedade favorecer o reto agir, controlando os conflitos, pois o desequil\u00edbrio social gera a inseguran\u00e7a; esta, o medo; este, o p\u00e2nico; este, a repress\u00e3o; esta, a revolta com toda a gama de hostilidades que desonram a estirpe humana. Que a Campanha da Fraternidade deste ano produza frutos opimos visando a supera\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, pois em Cristo somos, de fato, todos irm\u00e3os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por for\u00e7a das ideias revolucionistas de Darwin, um preconceito se instalou: a viol\u00eancia humana passou a ser considerada um retorno \u00e0 animalidade. A cl\u00e1ssica defini\u00e7\u00e3o aristot\u00e9lica: homem animal racional, foi enfocada dando-se \u00eanfase ao aspecto biol\u00f3gico. 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