{"id":38860,"date":"2018-03-08T08:53:05","date_gmt":"2018-03-08T11:53:05","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=38860"},"modified":"2018-03-08T08:53:05","modified_gmt":"2018-03-08T11:53:05","slug":"dom-guilherme-reforca-o-direito-da-mulher-reivindicar-sua-dignidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/dom-guilherme-reforca-o-direito-da-mulher-reivindicar-sua-dignidade\/","title":{"rendered":"Dom Guilherme refor\u00e7a o direito da mulher reivindicar sua dignidade"},"content":{"rendered":"<p>As hist\u00f3rias que remetem \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 08 de mar\u00e7o d\u00e3o conta de que a data teria surgido a partir de um inc\u00eandio em uma f\u00e1brica t\u00eaxtil em Nova York, onde mais de 130 oper\u00e1rias morreram carbonizadas. O incidente marcou a trajet\u00f3ria das lutas feministas ao longo do s\u00e9culo 20, mas foi somente nos anos 60 que o movimento feminista ganhou corpo e em 1977 o \u201c8 de mar\u00e7o\u201d foi reconhecido oficialmente pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<div id=\"attachment_11419\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/cnbb.net.br\/comissoes\/dom-guilherme-werlang-acao-social-transformadora\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11419 size-medium\" src=\"http:\/\/cnbb.net.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2017\/12\/Dom-Guilherme-Werlang-A%C3%A7%C3%A3o-Social-Transformadora-300x188.png\" srcset=\"http:\/\/cnbb.net.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2017\/12\/Dom-Guilherme-Werlang-A\u00e7\u00e3o-Social-Transformadora-300x188.png 300w, http:\/\/cnbb.net.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2017\/12\/Dom-Guilherme-Werlang-A\u00e7\u00e3o-Social-Transformadora-768x482.png 768w, http:\/\/cnbb.net.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2017\/12\/Dom-Guilherme-Werlang-A\u00e7\u00e3o-Social-Transformadora.png 960w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"188\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Na foto, dom Guilherme Werlang<\/p>\n<\/div>\n<p>O bispo nomeado de Lages (SC) e presidente da Comiss\u00e3o para a A\u00e7\u00e3o Social Transformadora, dom Guilherme Werlang afirma que \u00e9 preciso lembrar sempre a origem do Dia Internacional da Mulher. Para ele, desde o princ\u00edpio, a mulher reivindicou dignidade e respeito no seu trabalho, que era praticamente um \u201ctrabalho escravo\u201d, \u201copressor\u201d. \u201cDiante da rea\u00e7\u00e3o das mulheres no passado \u00e9 que se pode hoje homenagear a todas em um dia exclusivo\u201d, disse.<\/p>\n<p>No Brasil, as movimenta\u00e7\u00f5es em prol dos diretos da mulher surgiram no in\u00edcio do s\u00e9culo 20 e como nos demais pa\u00edses, as mulheres buscavam por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de vida.\u00a0A luta em si ganhou for\u00e7a com o movimento das sufragistas, nos anos de 1920 a 1930. Foram elas que lutaram e conseguiram o direito ao voto, que se estende at\u00e9 os dias atuais. \u201cGostaria de prestar minha homenagem \u00e0s mulheres por sua coragem de indigna\u00e7\u00e3o, por sua organiza\u00e7\u00e3o e por sua luta para superar, para vencer toda forma de viol\u00eancia, de injusti\u00e7a, de discrimina\u00e7\u00e3o\u201d, salienta dom Guilherme.<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancia contra a mulher<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a conquista do direito ao voto no Brasil, a partir dos anos 80 as mulheres embarcaram numa nova luta: a luta contra a viol\u00eancia \u00e0s mulheres. Neste contexto, dom Guilherme afirma que apesar de todos os avan\u00e7os que foram dados no passado, as mulheres ainda passam por muitas situa\u00e7\u00f5es \u201cvexat\u00f3rias\u201d e \u201cmachistas\u201d atualmente. \u201cAinda temos muito predom\u00ednio de uma ideia machista e, isso, parte as vezes de lideran\u00e7as pol\u00edticas, econ\u00f4micas, religiosas e acho que tudo isso deveria ser superado. Devemos nos unir e juntos devemos vencer isso\u201d, completa o bispo.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o que ainda precisa ser vencida, de acordo com o bispo \u00e9 a discrimina\u00e7\u00e3o entre o g\u00eanero humano (masculino e feminino). Para ele ainda hoje s\u00e3o dados direitos e liberdades para o sexo masculino que o feminino n\u00e3o contempla. \u201cSe quisermos mesmo mudar a nossa sociedade dever\u00edamos come\u00e7ar pela educa\u00e7\u00e3o, especialmente a infantil, ainda se reproduz o mesmo sistema de desigualdade entre homens e mulheres, quer dizer, crian\u00e7as meninos e meninas. Temos que mudar completamente a educa\u00e7\u00e3o na primeira inf\u00e2ncia, seja nas fam\u00edlias, nas creches para podermos de fato mudar a sociedade onde o homem e a mulher tenham de fato direitos e dignidades iguais\u201d, defende.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00f5es Concretas da Igreja \u2013<\/strong> Frente \u00e0 viol\u00eancia sofrida por mulheres diariamente, a Pastoral da Mulher Marginalizada, ligada ao Setor de Pastoral Social da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem desenvolvido um trabalho de acompanhamento e promo\u00e7\u00e3o das mulheres que se encontram em situa\u00e7\u00e3o de prostitui\u00e7\u00e3o, de fragiliza\u00e7\u00e3o social e s\u00e3o v\u00edtimas de tr\u00e1fico humano. \u201cAo longo dos 50 anos de exist\u00eancia, a Pastoral tem desenvolvido a\u00e7\u00f5es de enfrentamento ao abuso e explora\u00e7\u00e3o sexual de mulheres e tem se posicionando frente \u00e0s injusti\u00e7as estruturais que causam sofrimento a vida das mulheres\u201d, afirma a coordenadora nacional da Pastoral, irm\u00e3 Elizangela Matos dos Santos.<\/p>\n<div id=\"attachment_165572\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/cnbb.net.br\/dom-guilherme-no-dia-8-de-marco-reforco-o-direito-da-mulher-reivindicar-sua-dignidade\/img-20180307-wa0020\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-165572\" src=\"http:\/\/cnbb.net.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/03\/IMG-20180307-WA0020-300x300.jpg\" srcset=\"http:\/\/cnbb.net.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/03\/IMG-20180307-WA0020-300x300.jpg 300w, http:\/\/cnbb.net.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/03\/IMG-20180307-WA0020-150x150.jpg 150w, http:\/\/cnbb.net.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2018\/03\/IMG-20180307-WA0020.jpg 591w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Outros organismos da CNBB, como a C\u00e1ritas Brasileira tamb\u00e9m recordou a data<\/p>\n<\/div>\n<p>N\u00e3o s\u00f3 no Dia Internacional da Mulher, mas em todas as a\u00e7\u00f5es durante o ano a coordenadora explica que a Pastoral desenvolve trabalhos e tra\u00e7a agenda de atividades com temas atrelados a suas a\u00e7\u00f5es. \u201cA Pastoral atende diariamente mulheres com demandas que muitas das vezes n\u00e3o est\u00e3o em nosso poder de decis\u00e3o. Ainda existe outros agravantes a serem enfrentados no nosso dia a dia que \u00e9 a quest\u00e3o das drogas, gravidez na adolesc\u00eancia, aliciamentos e tantos outros tipos de viol\u00eancia que s\u00e3o vivenciados no contexto social\u201d, explica a irm\u00e3.<\/p>\n<p>No ano em que a Igreja coloca como tema da Campanha da Fraternidade: \u201cFraternidade e Supera\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia\u201d, a Pastoral continua sua miss\u00e3o de atender, acompanhar, orientar e encaminhar mulheres em situa\u00e7\u00e3o de risco prezando pelo desenvolvimento de suas autonomias. \u201cNesse Dia Internacional da Mulher ofere\u00e7o a nossa homenagem e refor\u00e7o o direito da mulher reivindicar de fato a sua dignidade e que juntos sejamos construtores da cultura da Paz\u201d, finaliza dom Guilherme.<\/p>\n<p>Fonte: CNBB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As hist\u00f3rias que remetem \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 08 de mar\u00e7o d\u00e3o conta de que a data teria surgido a partir de um inc\u00eandio em uma f\u00e1brica t\u00eaxtil em Nova York, onde mais de 130 oper\u00e1rias morreram carbonizadas. O incidente marcou a trajet\u00f3ria das lutas feministas ao longo do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":38861,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-38860","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cnbb"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38860","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38860"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38860\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38862,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38860\/revisions\/38862"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38861"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38860"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38860"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}