{"id":38797,"date":"2018-03-06T11:26:47","date_gmt":"2018-03-06T14:26:47","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=38797"},"modified":"2018-03-06T11:26:47","modified_gmt":"2018-03-06T14:26:47","slug":"adeus-a-germain-grisez-longa-vida-ao-direito-natural-facebook-twitter-google-plus-linkedin-whatsapp-e-mail-menor-maior-print-122-views-link-quebrado-no-dia-1o-de-fevereiro-perdemos-o-grande-filosof","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/adeus-a-germain-grisez-longa-vida-ao-direito-natural-facebook-twitter-google-plus-linkedin-whatsapp-e-mail-menor-maior-print-122-views-link-quebrado-no-dia-1o-de-fevereiro-perdemos-o-grande-filosof\/","title":{"rendered":"Adeus a Germain Grisez, longa vida ao Direito Natural Facebook Twitter Google Plus LinkedIn Whatsapp E-mail Menor Maior Print 122 Views Link Quebrado  No dia 1\u00ba de fevereiro, perdemos o grande fil\u00f3sofo franco-americano Germain Grisez. Apaixonado pela teoria de Tom\u00e1s de Aquino, ainda que por meio de uma releitura pr\u00f3pria, levantou quest\u00f5es essenciais sobre a natureza humana, seu agir e liberdade. E, como cat\u00f3lico praticante, ao ritmo de \u201c Fides e Ratio \u201d, aprofundava na metaf\u00edsica do ser, hoje e agora, secular, mais do bem do que do mal, como \u00e9 pr\u00f3prio do ser, que \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o e n\u00e3o uma nega\u00e7\u00e3o, por\u00e9m sem perder sua voca\u00e7\u00e3o \u00e0 eternidade. Como escreveu, por ocasi\u00e3o de sua morte, John Grondeslski, acad\u00eamico americano que se inspirou em sua obra: \u201cque possa continuar sendo uma luz para os jovens pensadores que desejam empreender um s\u00e9rio trabalho intelectual para encontrar respostas satisfat\u00f3rias para uma verdadeira \u2018vida boa\u2019 sustentada por uma saud\u00e1vel \u00e9tica social\u201d.   Grisez, desde que defendeu seu doutorado na Universidade de Chicago, sentia-se comprometido em auxiliar a comunidade acad\u00eamica a refletir. Como comentou, em artigo recente, o jusfil\u00f3sofo de Oxford, John Finnis:  \u201cdesejava ajudar a descobrir o bem; o outro; a abertura \u00e0 verdade e \u00e0 pr\u00f3pria f\u00e9\u201d.  Grisez, por meio de sua profiss\u00e3o e como fil\u00f3sofo, sentia-se respons\u00e1vel por servir e despertar o amor pelos verdadeiros valores \u00e9ticos.   Ainda que n\u00e3o compartilhe de todas as suas posturas, admiro profundamente sua defesa da lei natural como denominador comum das rela\u00e7\u00f5es sociais, base do aut\u00eantico pluralismo. De fato, falar hoje sobre uma lei natural como denominador comum da vida em sociedade evoca, muitas vezes, um posicionamento preconceituoso, desde o superficial politicamente incorreto, passando erroneamente pelo permissivismo naturalista ou identificando-o com uma postura religiosa.   Ser\u00e1 poss\u00edvel que diferentes concep\u00e7\u00f5es possam conviver concordando sobre princ\u00edpios provenientes de uma lei natural? Sim, pois compartilhamos uma mesma natureza. Ainda que praticamente 90% da vida em comunidade possa ser opin\u00e1vel e dependa de decis\u00f5es da maioria, h\u00e1 alguns pilares sobre os quais se edifica o di\u00e1logo, que devem ser respeitados, como, por exemplo, o direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade ou \u00e0 verdade: ningu\u00e9m gostaria de instituir a mentira ou a infidelidade como regra de conviv\u00eancia social&#8230; Por sua vez, os direitos deles provenientes n\u00e3o est\u00e3o sujeitos \u00e0 vontade arbitr\u00e1ria dos que governam, cabendo-lhes simplesmente reconhec\u00ea-los.   \u00c9 nesse sentido t\u00e3o pr\u00e1tico que Grisez e outros fil\u00f3sofos que explicam o Direito Natural aprofundaram nas bases te\u00f3ricas e cient\u00edficas que fundamentam as rela\u00e7\u00f5es humanas e que demonstram tamb\u00e9m empiricamente o verdadeiro caminho para a felicidade, j\u00e1 preconizado desde Arist\u00f3teles, ainda que hoje, infelizmente, a prova \u00e9 contr\u00e1ria, j\u00e1 que vivemos no s\u00e9culo mais depressivo da hist\u00f3ria da humanidade, por desafiar esses par\u00e2metros naturalmente evidentes.   Como afirmou Bento XVI em sua iluminadora Enc\u00edclica Spes Salvi (n.25), cada gera\u00e7\u00e3o deve fazer sua pr\u00f3pria contribui\u00e7\u00e3o para estabelecer estruturas convincentes sobre a liberdade e o bem, que possam auxiliar a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o, como um guia orientativo para o uso adequado da liberdade humana. Dessa forma, sempre dentro dos limites humanos, oferecer\u00e3o tamb\u00e9m uma certa garantia para o futuro. Grisez foi uma luz nesse sentido, ao promover os s\u00e1bios limites positivos da natureza, como a aeron\u00e1utica respeita a lei da gravidade para voar cada vez mais alto. Que ele nos ajude a todos a entender melhor e sublinhar o que nos une como seres humanos, para alavancar nossas rela\u00e7\u00f5es pessoais e sociais, bem como um Direito justo, e, assim, poder efetivamente cruzar os c\u00e9us sem limites.     Arte:  Sergio Ricciuto Conte    As opini\u00f5es expressas na se\u00e7\u00e3o \u201cOpini\u00e3o\u201d s\u00e3o de responsabilidade do autor e n\u00e3o refletem, necessariamente, os posicionamentos editorais do jornal O S\u00c3O PAULO"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/jornalosp.arquisp.org.br\/colunista\/angela-martins\">Angela Martins<\/a><\/p>\n<div id=\"texto-interna\" class=\"noticias-conteudo-text-container\">\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p class=\"rtejustify\">No dia 1\u00ba de fevereiro, perdemos o grande fil\u00f3sofo franco-americano Germain Grisez. Apaixonado pela teoria de Tom\u00e1s de Aquino, ainda que por meio de uma releitura pr\u00f3pria, levantou quest\u00f5es essenciais sobre a natureza humana, seu agir e liberdade. E, como cat\u00f3lico praticante, ao ritmo de \u201c Fides e Ratio \u201d, aprofundava na metaf\u00edsica do ser, hoje e agora, secular, mais do bem do que do mal, como \u00e9 pr\u00f3prio do ser, que \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o e n\u00e3o uma nega\u00e7\u00e3o, por\u00e9m sem perder sua voca\u00e7\u00e3o \u00e0 eternidade. Como escreveu, por ocasi\u00e3o de sua morte, John Grondeslski, acad\u00eamico americano que se inspirou em sua obra: \u201cque possa continuar sendo uma luz para os jovens pensadores que desejam empreender um s\u00e9rio trabalho intelectual para encontrar respostas satisfat\u00f3rias para uma verdadeira \u2018vida boa\u2019 sustentada por uma saud\u00e1vel \u00e9tica social\u201d.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Grisez, desde que defendeu seu doutorado na Universidade de Chicago, sentia-se comprometido em auxiliar a comunidade acad\u00eamica a refletir. Como comentou, em artigo recente, o jusfil\u00f3sofo de Oxford, John Finnis: \u00a0\u201cdesejava ajudar a descobrir o bem; o outro; a abertura \u00e0 verdade e \u00e0 pr\u00f3pria f\u00e9\u201d. \u00a0Grisez, por meio de sua profiss\u00e3o\u00a0e como fil\u00f3sofo, sentia-se respons\u00e1vel por servir e despertar o amor pelos verdadeiros valores \u00e9ticos.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/jornalosp.arquisp.org.br\/sites\/default\/files\/28_ilustracao.jpg\" alt=\"\" \/>Ainda que n\u00e3o compartilhe de todas as suas posturas, admiro profundamente sua defesa da lei natural como denominador comum das rela\u00e7\u00f5es sociais, base do aut\u00eantico pluralismo. De fato, falar hoje sobre uma lei natural como denominador comum da vida em sociedade evoca, muitas vezes, um posicionamento preconceituoso, desde o superficial politicamente incorreto, passando erroneamente pelo permissivismo naturalista ou identificando-o com uma postura religiosa.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Ser\u00e1 poss\u00edvel que diferentes concep\u00e7\u00f5es possam conviver concordando sobre princ\u00edpios provenientes de\u00a0uma lei natural? Sim, pois compartilhamos uma mesma natureza. Ainda que praticamente 90% da vida em comunidade possa ser opin\u00e1vel e dependa de decis\u00f5es da maioria, h\u00e1 alguns pilares sobre os quais se edifica o di\u00e1logo, que devem ser respeitados, como, por exemplo, o direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade ou \u00e0 verdade: ningu\u00e9m gostaria de instituir a mentira ou a infidelidade como regra de conviv\u00eancia social&#8230; Por sua vez, os direitos deles provenientes n\u00e3o est\u00e3o sujeitos \u00e0 vontade arbitr\u00e1ria dos que governam, cabendo-lhes simplesmente reconhec\u00ea-los.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\u00c9 nesse sentido t\u00e3o pr\u00e1tico que Grisez e outros fil\u00f3sofos que explicam o Direito Natural aprofundaram nas bases te\u00f3ricas e cient\u00edficas que fundamentam as rela\u00e7\u00f5es humanas e que demonstram tamb\u00e9m empiricamente o verdadeiro caminho para a felicidade, j\u00e1 preconizado desde Arist\u00f3teles, ainda que hoje, infelizmente, a prova \u00e9 contr\u00e1ria, j\u00e1 que vivemos no s\u00e9culo mais depressivo da hist\u00f3ria da humanidade, por desafiar esses par\u00e2metros naturalmente evidentes.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Como afirmou Bento XVI em sua iluminadora Enc\u00edclica Spes Salvi (n.25), cada gera\u00e7\u00e3o deve fazer sua pr\u00f3pria contribui\u00e7\u00e3o para estabelecer estruturas convincentes sobre a liberdade e o bem, que possam auxiliar a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o, como um guia orientativo para o uso adequado da liberdade humana. Dessa forma, sempre dentro dos limites humanos, oferecer\u00e3o tamb\u00e9m uma certa garantia para o futuro. Grisez foi uma luz nesse sentido, ao promover os s\u00e1bios limites positivos da natureza, como a aeron\u00e1utica respeita a lei da gravidade para voar cada vez mais alto. Que ele nos ajude a todos a entender melhor e sublinhar o que nos une como seres humanos, para alavancar nossas rela\u00e7\u00f5es pessoais e sociais, bem como um Direito justo, e, assim, poder efetivamente cruzar os c\u00e9us sem limites.<\/p>\n<p><sub>Arte:\u00a0 Sergio Ricciuto Conte<\/sub><br \/>\n<sub>As opini\u00f5es expressas na se\u00e7\u00e3o \u201cOpini\u00e3o\u201d s\u00e3o de responsabilidade do autor e n\u00e3o refletem, necessariamente, os posicionamentos editorais do jornal O S\u00c3O PAULO<\/sub><\/p>\n<p>Fonte: O Jornal S\u00e3o PAulo<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Angela Martins No dia 1\u00ba de fevereiro, perdemos o grande fil\u00f3sofo franco-americano Germain Grisez. Apaixonado pela teoria de Tom\u00e1s de Aquino, ainda que por meio de uma releitura pr\u00f3pria, levantou quest\u00f5es essenciais sobre a natureza humana, seu agir e liberdade. 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