{"id":38749,"date":"2018-03-03T08:00:07","date_gmt":"2018-03-03T11:00:07","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=38749"},"modified":"2018-03-05T14:36:39","modified_gmt":"2018-03-05T17:36:39","slug":"sortilegios-de-dois-dias-d","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sortilegios-de-dois-dias-d\/","title":{"rendered":"Sortil\u00e9gios de dois dias &#8220;D&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o sei se \u00e9 apenas um dia determinante ou realmente \u00e9 delas. O fato \u00e9 que, sendo um ou outro, ambos se referem a conquistas e vit\u00f3rias. Ironicamente, ambos tamb\u00e9m s\u00e3o refer\u00eancias de uma queda. Para alguns apenas uma Bastilha dominou um cen\u00e1rio hist\u00f3rico para simbolizar a supremacia entre uns e outros. J\u00e1 para muitos, o basti\u00e3o da derrota foi a estonteante beleza feminina que fez sucumbir e colocar de joelhos a prepot\u00eancia masculina. Seis de junho \u00e9 mundialmente festejado como o decisivo dia da vit\u00f3ria racional sobre a imbecilidade humana de suas guerras. Mas oito de mar\u00e7o \u00e9 o dia delas, da fortaleza sobre a aparente fragilidade, da intrepidez sobre a serenidade, do pomar de ma\u00e7\u00e3s germinado nas praias do amor, n\u00e3o do \u00f3dio, n\u00e3o das desaven\u00e7as entre povos, entre irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Sim, o Dia D mais aut\u00eantico e genuinamente marcado por vit\u00f3rias sobre vit\u00f3rias, \u00e9 o Dia Delas, o Dia Internacional da Mulher. Quem preferir o outro, some-se ao batalh\u00e3o dos sufocados pelas balas e canh\u00f5es inimigos e desembarque noutra praia&#8230; Sem elas n\u00e3o ter\u00edamos porque lutar, batalhar por uma vida mais digna, um trabalho santo, uma casa, um jardim&#8230; Sem elas o mundo n\u00e3o seria mundo, a gente n\u00e3o seria. Nem aquele Para\u00edso teria sentido. Nem a ma\u00e7\u00e3 do amor ou a serpente do pecado. Nada mais faria sentido. Pois ent\u00e3o, vivam nossas mulheres, nossas esposas, m\u00e3e, irm\u00e3s, filhas, netas. Amadas e amantes (no sentido genu\u00edno do amor verdadeiro). Vivam nossas marias idolatradas, p\u00e1tria\/fam\u00edlia, m\u00e3e na terra, m\u00e3e no C\u00e9u, salve, salve! Ave Maria! Elas cheias de gra\u00e7as e a outra tamb\u00e9m. Com a Gra\u00e7a maior!<\/p>\n<p>Sim, esse Dia D aut\u00eantico merece nosso tributo, nosso respeito sagrado, de venera\u00e7\u00e3o e purifica\u00e7\u00e3o plenas. Eis que devo reafirmar: O Dia Internacional da Mulher carece de purifica\u00e7\u00e3o plena. N\u00e3o h\u00e1 como negar os subterf\u00fagios embutidos na comemora\u00e7\u00e3o dessa data santa, cuja origem no in\u00edcio do s\u00e9culo XX s\u00f3 desejava melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e trabalho e direito ao voto. Mas as reivindica\u00e7\u00f5es cresceram ou arrefeceram-se; tornaram-se exorbitantes, audaciosas, temer\u00e1rias e at\u00e9 ironicamente inconsequentes&#8230; Onde, por exemplo, embasar o sagrado direito ao voto, ao rid\u00edculo veto \u00e0 vida de um ventre materno, gritando pela ger\u00eancia do pr\u00f3prio corpo? O aborto \u00e9 uma dessas contradi\u00e7\u00f5es que ainda campeia como bandeira de luta feminina, infelizmente. Tamb\u00e9m muitos itens de igualdades de direitos e deveres, que n\u00e3o ser\u00e3o iguais nunca, face \u00e0 supremacia da maternidade humana com seus privil\u00e9gios naturais e sagrados diante da gesta\u00e7\u00e3o, amamenta\u00e7\u00e3o, cria\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o de um novo ser, que s\u00f3 a maternidade plena \u00e9 capaz de realizar com perfei\u00e7\u00e3o. N\u00e3o bastam nossas m\u00e1quinas, nossas institui\u00e7\u00f5es frias e falidas, nossa solidariedade capenga. M\u00e3e \u00e9 m\u00e3e. Esta ningu\u00e9m substitui.<\/p>\n<p>E mulher \u00e9 mulher. Guerreira \u201cna alegria e na tristeza, na sa\u00fade e na doen\u00e7a\u201d, companheira no para\u00edso ou fora dele, mas companheira! A solicitude feminina na estrutura familiar \u00e9 mais que um esteio fundamental; \u00e9 o fundamento, a base estrutural. Nesse jogo de palavras o que temos \u00e9 redundante. Simplesmente porque a import\u00e2ncia feminina n\u00e3o foge dessa redund\u00e2ncia: \u201c\u00c9s um jardim fechado, minha irm\u00e3, minha esposa, uma nascente fechada, uma fonte selada\u201d (Cant 4,12). Os mist\u00e9rios femininos nunca ser\u00e3o plenamente desvendados, porquanto sua fonte de amor ser\u00e1 sempre inesgot\u00e1vel, insaci\u00e1vel. Mulher e m\u00e3e. Quando do alto de sua cruz Jesus sentia os \u00faltimos fluxos de sua d\u00e9bil exist\u00eancia humana, olhou ao redor e cruzou seu olhar com o olhar maternal de Maria. Ali estava ela, sua m\u00e3e. Mas, estranhamente, n\u00e3o a chamou como m\u00e3e. Preferiu exalta-la como mulher. \u201cMulher, eis a\u00ed teu filho\u201d. N\u00e3o a deixaria abandonada. Nem \u00f3rf\u00e3 de sua maternidade. Mas, acima de tudo, exaltava sua feminilidade: Mulher! Nesta residia sua fortaleza naquele momento de dor. E ent\u00e3o a apresentou ao disc\u00edpulo \u2013 \u00fanico representante da multid\u00e3o que o seguiu \u2013 exaltando agora sua maternidade: \u201cEis a\u00ed tua m\u00e3e\u201d! A fortaleza da mulher \u00e9 seu esp\u00edrito sempre maternal&#8230;Sorte a nossa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o sei se \u00e9 apenas um dia determinante ou realmente \u00e9 delas. O fato \u00e9 que, sendo um ou outro, ambos se referem a conquistas e vit\u00f3rias. Ironicamente, ambos tamb\u00e9m s\u00e3o refer\u00eancias de uma queda. Para alguns apenas uma Bastilha dominou um cen\u00e1rio hist\u00f3rico para simbolizar a supremacia entre uns e outros. 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