{"id":38173,"date":"2018-02-11T08:36:16","date_gmt":"2018-02-11T10:36:16","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=38173"},"modified":"2018-02-14T15:45:21","modified_gmt":"2018-02-14T17:45:21","slug":"desafios-de-superacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/desafios-de-superacao\/","title":{"rendered":"Desafios de supera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Qualquer esfor\u00e7o de supera\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre um desafio que se faz. Diante da viol\u00eancia que grassa em meio \u00e0 conviv\u00eancia social observa-se um conformismo generalizado e perigoso das institui\u00e7\u00f5es que deveriam amenizar ou ao menos controlar um estado de conflitos. Estamos vivendo momentos de caos social. N\u00e3o s\u00f3 por aqui, mas no mundo todo, a viol\u00eancia descamba a fraternidade entre humanos. Chegou a hora do basta! Chegou \u2013 e com atraso \u2013 o momento de acenarmos ao mundo com uma proposta de mudan\u00e7a comportamental. Ningu\u00e9m mais suporta tanta viol\u00eancia e desamor entre iguais.<\/p>\n<p>Em boa hora, a Igreja Cat\u00f3lica lan\u00e7a mais uma Campanha destinada a provocar reflex\u00f5es sobre o tema. Pensando em supera\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia crescente, prop\u00f5e fraternidade, a partir de uma afirmativa b\u00edblica que muitos ignoram: \u201cV\u00f3s sois todos irm\u00e3os\u201d (Mt 23,8). Muitos torcem o nariz para mais esse movimento da f\u00e9 crist\u00e3, entregues que est\u00e3o ao descr\u00e9dito ou aquartelados que pensam estar em seus dom\u00ednios de seguran\u00e7a e bem viver. Mas o problema n\u00e3o escolhe v\u00edtimas. Balas perdidas, explos\u00f5es circunstanciais, sequestros e ataques surpresas a\u00ed est\u00e3o, ceifando vidas, fazendo suas v\u00edtimas sem crit\u00e9rios de escolhas. O pr\u00f3ximo pode ser um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>O que vemos acontecer n\u00e3o \u00e9 um fato do acaso, mas uma situa\u00e7\u00e3o de descr\u00e9dito e destemor humano quanto \u00e0 sua natureza originalmente solid\u00e1ria. Perdemos essa origem \u00e0 medida que nos afastamos do respeito e dignidade que o temor a Deus um dia incutiu em nossa ra\u00e7a; esta que difere em tudo das demais criaturas, posto ser o humano consciente de seus deveres de respeito m\u00fatuo e construtores da vida social. Se a viol\u00eancia \u00e9 hoje uma amea\u00e7a \u00e0 ra\u00e7a, um fator de desequil\u00edbrio social, \u00e9 porque nos afastamos dos princ\u00edpios basilares de uma cultura humana e sua consequente fraternidade. A Igreja, semeadora que \u00e9 dessa cultura, nos deve isso. N\u00e3o a institui\u00e7\u00e3o, mas a Igreja que dizemos ser&#8230; Isso mesmo, se o caos nos domina, temos grande parcela de culpa!<\/p>\n<p>Portanto, eis que somos convidados a rever essa nossa responsabilidade social e comunit\u00e1ria. Sete princ\u00edpios nos s\u00e3o lembrados: 1) Anunciar a Boa-Nova. Sem essa a\u00e7\u00e3o, o mundo nunca conhecer\u00e1 a doutrina que um dia mudou a hist\u00f3ria entre o antes e o depois, entre a proposta reconciliadora de Cristo e o exacerbado crit\u00e9rio das Leis que s\u00f3 fazem barulho, sem provocar mudan\u00e7as. 2) Analisar as formas de viol\u00eancia. N\u00e3o s\u00f3 aquelas que atingem diretamente a vida, mas tamb\u00e9m e com mais crit\u00e9rios, as institucionalizadas e que hoje matam tanto quanto qualquer bala perdida na periferia dos injusti\u00e7ados. 3) Identificar o alcance da viol\u00eancia. Este n\u00e3o atinge somente v\u00edtimas do acaso, mas igualmente seus agentes provocadores, posto que um mundo desigual \u00e9 gerador da viol\u00eancia em que todos se tornam v\u00edtimas. 4) Valorizar fam\u00edlia e escola. Ah! Eis um item que diz muito, quando a educa\u00e7\u00e3o institucionalizada ou politicamente manietada tem por meta destruir conceitos de vida familiar e direcionar suas institui\u00e7\u00f5es educacionais de acordo com suas necessidades, realidades e interesses de mercado ou de manuten\u00e7\u00e3o dos poderes. 5) Identificar pol\u00edticas p\u00fablicas. Quais delas? Aquelas que mant\u00eam a lei e a ordem, de acordo com seus crit\u00e9rios pol\u00edticos e partid\u00e1rios ou aquelas que visam a promo\u00e7\u00e3o da dignidade de seus indiv\u00edduos? 6) Estimular as comunidades crist\u00e3s e a\u00e7\u00f5es pastorais. Ao contr\u00e1rio desse ideal, o que estamos assistindo \u00e9 um desestimulo \u00e0 A\u00e7\u00e3o Pastoral da Igreja, cerceada que est\u00e1 em seu proselitismo apost\u00f3lico. Onde Deus \u00e9 afastado da realidade humana, com certeza, o Diabo se estabelece e domina. Essa \u00e9 a mais pura verdade. 7) Apoiar centros de Direitos Humanos, comiss\u00f5es de Paz, institui\u00e7\u00f5es que promovam e facilitem o acesso de muitos a uma vida mais digna e humana. Eis o ponto crucial de uma sociedade que faz jus \u00e0 sua raz\u00e3o primeira de existir: visar o bem comum, com direitos fracionados pela partilha justa e humana. Isso em todo sentido e em qualquer circunst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Enquanto a voz da Igreja puder ecoar em nosso meio, como alerta constante e profetismo necess\u00e1rio, resta-nos uma esperan\u00e7a. Ou\u00e7amos ao menos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qualquer esfor\u00e7o de supera\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre um desafio que se faz. 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