{"id":3815,"date":"2013-12-29T03:00:00","date_gmt":"2013-12-29T05:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-espirito-evangelizador\/"},"modified":"2017-03-24T15:07:41","modified_gmt":"2017-03-24T18:07:41","slug":"o-espirito-evangelizador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-espirito-evangelizador\/","title":{"rendered":"O Espir\u00edto Evangelizador"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/wagnerpedro.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Quando o assunto \u00e9 a evangeliza\u00e7\u00e3o, a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 humana, mas divina. Somos, sim, indispens\u00e1veis instrumentos para a a\u00e7\u00e3o de Deus, por\u00e9m quem comanda \u00e9 seu Esp\u00edrito. Assim o papa Francisco encerra sua exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica \u201cA alegria do Evangelho\u201d. Seu quinto e \u00faltimo cap\u00edtulo sublinha a presen\u00e7a do Esp\u00edrito Santo no trabalho dos \u201canimadores das maravilhas de Deus\u201d, os fi\u00e9is evangelizadores. \u201cAl\u00e9m disso, o Esp\u00edrito Santo infunde a for\u00e7a para anunciar a verdade do Evangelho com ousadia, em voz alta e em todo o tempo e lugar\u201d (259). Esse \u00e9 o manancial, a fonte, a raz\u00e3o da vida mission\u00e1ria de qualquer crist\u00e3o coerente com sua f\u00e9.<br \/>\u201cUma evangeliza\u00e7\u00e3o com esp\u00edrito \u00e9 muito diferente de um conjunto de tarefas vividas como uma obriga\u00e7\u00e3o pesada, que quase n\u00e3o se tolera ou se suporta como algo que contradiz as nossas pr\u00f3prias inclina\u00e7\u00f5es e desejos\u201d (261). Ningu\u00e9m faz da transmiss\u00e3o evang\u00e9lica uma prega\u00e7\u00e3o pessoal, de id\u00e9ias pr\u00f3prias, da cultura ou de simples teorias que recebeu doutrinariamente. Mesmo que tente, n\u00e3o conseguir\u00e1. Porque da teoria \u00e0 pr\u00e1tica, da experi\u00eancia pessoal ao convencimento do outro h\u00e1 um longo e dif\u00edcil caminho a percorrer, quando o que se exige \u00e9 um testemunho de vida. \u201cSem momentos prolongados de adora\u00e7\u00e3o, de encontro orante com a Palavra, de di\u00e1logo sincero com o Senhor, as tarefas facilmente se esvaziam de significado\u201d (262). <br \/>N\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil. Nem por isso dif\u00edcil. \u201c\u00c0s vezes perdemos o entusiasmo pela miss\u00e3o porque esquecemos que o Evangelho d\u00e1 respostas \u00e0s necessidades mais profundas da pessoa, porque todos fomos criados para aquilo que o Evangelho nos prop\u00f5e: a amizade com Jesus e o amor fraterno\u201d (265). Duas condi\u00e7\u00f5es apenas: amar a Jesus e ao pr\u00f3ximo. \u201cA nossa tristeza infinita s\u00f3 se cura com um amor infinito\u201d, diz o papa. E acrescenta: \u201c\u00c0s vezes sentimos a tenta\u00e7\u00e3o de ser crist\u00e3os mantendo uma prudente dist\u00e2ncia das chagas do Senhor. Mas Jesus quer que toquemos a mis\u00e9ria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros&#8230; Cada vez que os nossos olhos se abrem para reconhecer o outro, ilumina-se mais a nossa f\u00e9 para reconhecer a Deus. Em consequ\u00eancia disto, se queremos crescer na vida espiritual, n\u00e3o podemos renunciar a ser mission\u00e1rios\u201d (270-272). <br \/>Quest\u00f5es que nos fazem esvaziar-nos de n\u00f3s mesmos, para que Deus possa agir. \u201cPode acontecer que o cora\u00e7\u00e3o se canse de lutar, porque em \u00faltima an\u00e1lise, se busca a si mesmo num carreirismo sedento de reconhecimento, aplausos, pr\u00eamios, promo\u00e7\u00f5es; ent\u00e3o a pessoa n\u00e3o baixa os bra\u00e7os, mas j\u00e1 n\u00e3o tem garra, carece de ressurrei\u00e7\u00e3o. Assim, o Evangelho que \u00e9 a mensagem mais bela que h\u00e1 neste mundo, fica sepultado sob muitas desculpas\u201d (277). Falta-nos a humildade de reconhecer nossa pr\u00f3pria insignific\u00e2ncia, que impede ou inibe a for\u00e7a do Esp\u00edrito em n\u00f3s. N\u00e3o lhe damos liberdade de a\u00e7\u00e3o. \u201cMas n\u00e3o h\u00e1 maior liberdade do que a de se deixar conduzir pelo Esp\u00edrito, renunciando a calcular e controlar tudo e permitindo que Ele nos ilumine, guie, dirija e impulsione para onde Ele quiser. O Esp\u00edrito bem sabe o que faz falta em cada \u00e9poca e em cada momento. A isto chama-se ser misteriosamente fecundos\u201d (280).<br \/>Por\u00e9m, a Igreja n\u00e3o existe sem a fecundidade dadivosa da m\u00e3e, Maria. \u201cJuntamente com o Esp\u00edrito Santo, sempre est\u00e1 Maria no meio do Povo\u201d (284). \u201cMaria \u00e9 aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus\u201d (286). \u201cEla deixou-se conduzir pelo Esp\u00edrito, atrav\u00e9s dum itiner\u00e1rio de f\u00e9, rumo a uma destina\u00e7\u00e3o feita de servi\u00e7o e fecundidade\u201d (287). \u201c\u00c9 a mulher orante e trabalhadora em Nazar\u00e9, mas \u00e9 tamb\u00e9m nossa Senhora da prontid\u00e3o, a que sai \u2018\u00e0 pressa\u2019 (Lc 1,39) da sua povoa\u00e7\u00e3o para ir ajudar os outros&#8230; Pedimos-lhe que nos ajude, com sua ora\u00e7\u00e3o materna, para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma m\u00e3e para todos os povos e torne poss\u00edvel o nascimento dum mundo novo\u201d (288).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o assunto \u00e9 a evangeliza\u00e7\u00e3o, a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 humana, mas divina. 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