{"id":38099,"date":"2018-02-09T10:37:36","date_gmt":"2018-02-09T12:37:36","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=38099"},"modified":"2018-02-09T15:04:17","modified_gmt":"2018-02-09T17:04:17","slug":"o-toque-amoroso-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-toque-amoroso-de-jesus\/","title":{"rendered":"O toque amoroso de Jesus!"},"content":{"rendered":"<p>A ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus nos liberta do pecado e que nos re\u00fane numa s\u00f3 fam\u00edlia. A liturgia do 6\u00ba Domingo do Tempo Comum apresenta-nos um Deus cheio de amor, de bondade e de ternura, que convida todos os homens e todas as mulheres a integrar a comunidade dos filhos amados de Deus. Ele n\u00e3o exclui ningu\u00e9m nem aceita que, em seu nome, se inventem sistemas de discrimina\u00e7\u00e3o ou de marginaliza\u00e7\u00e3o dos irm\u00e3os.<\/p>\n<p>A primeira leitura (Lv 13,1-2.44-46) apresenta-nos a legisla\u00e7\u00e3o que definia a forma de tratar com os leprosos. Impressiona como, a partir de uma imagem deturpada de Deus, os homens s\u00e3o capazes de inventar mecanismos de discrimina\u00e7\u00e3o e de rejei\u00e7\u00e3o em nome de Deus. O leproso portava em si um estigma; a sua enfermidade era um sinal externo, vis\u00edvel, patente de uma desordem interna, invis\u00edvel, latente \u2013 o pecado, sinal por excel\u00eancia da rejei\u00e7\u00e3o de Deus. Assim, a lepra era vista m\u00e3o apenas como consequ\u00eancia direta do pecado, mas tamb\u00e9m como puni\u00e7\u00e3o de Deus, e por isso o leproso precisava, sempre que sa\u00eda pelas ruas, ficar gritando: \u201cImpuro, Impuro! \u201d, para evitar que outros tocassem nele e viessem assim a entrar em (des) comunh\u00e3o com a sua condi\u00e7\u00e3o pecadora.<\/p>\n<p>O Evangelho (Mc 1,40-45) diz-nos que, em Jesus, Deus desce ao encontro dos seus filhos v\u00edtimas da rejei\u00e7\u00e3o e da exclus\u00e3o, compadece-Se da sua mis\u00e9ria, estende-lhes a m\u00e3o com amor, liberta-os dos seus sofrimentos, convida-os a integrar a comunidade do \u201cReino\u201d. Deus n\u00e3o pactua com a discrimina\u00e7\u00e3o e denuncia como contr\u00e1rios aos seus projetos todos os mecanismos de opress\u00e3o dos irm\u00e3os. \u201cSe queres, tem o poder de purificar-me\u201d. A purifica\u00e7\u00e3o que o leproso do Evangelho busca n\u00e3o \u00e9 apenas uma purifica\u00e7\u00e3o corporal; ele deseja, tamb\u00e9m, uma purifica\u00e7\u00e3o espiritual. Esta cena triste de exclus\u00e3o do leproso se repetiu de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, desde Mois\u00e9s at\u00e9 o dia em que este leproso se encontrou com Jesus. E algo muito profundo nele dizia-lhe: \u201cPara este n\u00e3o preciso gritar \u2018Impuro, Impuro! \u201d E \u00e9 por isto que, em vez disto ele exclama: \u201cSe queres, tens o poder de purificar-me! \u201d. E ele acertou certeiramente. Ao tocar em Jesus, o Mestre faz o leproso experimentar a verdadeira miseric\u00f3rdia de Deus. O toque amoroso de Jesus sobre o seu ser chagado cura, de imediato, a primeira e mais terr\u00edvel lepra de que padecia: a lepra do isolamento, da solid\u00e3o afetiva, do desamor.<\/p>\n<p>O leproso sabe que foi curado, porque sabe que foi amado por Deus atrav\u00e9s de Jesus. E a sua cura n\u00e3o para a\u00ed. \u00c0 cura de seu cora\u00e7\u00e3o segue-se a cura de seu corpo e, finalmente, a cura social: o ex-leproso, amado, j\u00e1 pode reintegrar-se \u00e0 comunidade dos filhos de Israel, todos eles muito amados por Deus pai.<\/p>\n<p>Jesus ao tocar no leproso passa por uma transforma\u00e7\u00e3o, porque ele assume sobre si o fardo da lepra \u2013 ele, que \u201cassumiu as nossas dores e carregou as nossas enfermidades\u201d(Mt 8,17). Por isso mesmo Jesus pede ao homem curado que n\u00e3o divulgasse a sua cura, para evitar escandalizar as pessoas pelo fato de ter tocado um \u201cimpuro\u201d, tornando-se ele mesmo \u201cimpuro\u201d. O leproso, alegre e radiante, anuncia a Boa Nova e s\u00f3 resta a Jesus, como um leproso, retirar-se para os lugares desertos. Mas mesmo assim, as pessoas n\u00e3o param de acorrer a ele (Mc 1,45).<\/p>\n<p>A segunda leitura convida (1Cor 10,31-11,1) os crist\u00e3os a terem como prioridade a gl\u00f3ria de Deus e o servi\u00e7o dos irm\u00e3os. O exemplo supremo deve ser o de Cristo, que viveu na obedi\u00eancia incondicional aos projetos do Pai e fez da sua vida um dom de amor, ao servi\u00e7o da liberta\u00e7\u00e3o dos homens.<\/p>\n<p>Neste domingo de Carnaval, em que muitas pessoas est\u00e3o preocupadas com a folia e com o divertimento, quero unir-me espiritualmente a todos os que padecem as doen\u00e7as f\u00edsicas e encontram-se hospitalizadas ou prostradas em seus leitos de sofrimento e de dor. Recebam a minha proximidade espiritual e o meu carinho, particularmente, os que vivem em prova\u00e7\u00e3o, enfermos do corpo, pedindo a intercess\u00e3o materna de Nossa Senhora de Lourdes, estes nossos irm\u00e3os estejam dispostos a oferecer o seu sofrimento ao Senhor. Louvo e bendigo a Deus pelos m\u00e9dicos, administradores hospitalares, enfermeiros e todos os que trabalham no mundo da sa\u00fade, para que imitando a imagem do pr\u00f3prio Cristo fa\u00e7am de seu trabalho uma miss\u00e3o com amor e fidelidade crist\u00e3. Que Nossa Senhora de Lourdes aben\u00e7oe a todos os doentes e cuide de todos os que trabalham no campo da sa\u00fade, am\u00e9m!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus nos liberta do pecado e que nos re\u00fane numa s\u00f3 fam\u00edlia. A liturgia do 6\u00ba Domingo do Tempo Comum apresenta-nos um Deus cheio de amor, de bondade e de ternura, que convida todos os homens e todas as mulheres a integrar a comunidade dos filhos amados de Deus. 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