{"id":37914,"date":"2018-01-01T00:00:23","date_gmt":"2018-01-01T02:00:23","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=37914"},"modified":"2018-02-05T14:44:53","modified_gmt":"2018-02-05T16:44:53","slug":"iniciando-o-novo-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/iniciando-o-novo-ano\/","title":{"rendered":"Iniciando o novo ano"},"content":{"rendered":"<p>Iniciamos o ano com a solenidade da Santa M\u00e3e de Deus, Maria no dia 1\u00ba de janeiro quando celebramos tamb\u00e9m o Dia Mundial da Paz. Neste ano novo de 2018, o Papa Francisco escolheu o tema: \u201cMigrantes e Refugiados: homens e mulheres em busca da paz\u201d.\u00a0 Com esp\u00edrito de miseric\u00f3rdia, o Santo Padre convida em sua mensagem, a abra\u00e7ar todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se veem constrangidos a deixar a pr\u00f3pria terra por causa de discrimina\u00e7\u00f5es, persegui\u00e7\u00f5es, pobreza e degrada\u00e7\u00e3o ambiental. A Igreja, que tem como miss\u00e3o anunciar o Cristo como luz do mundo, quer ser uma Igreja de todos, em particular, a Igreja dos pobres\u201d (Retirado do site: https:\/\/w2.vatican.va\/\u2026\/hf_j-xxiii_spe_19621011_opening-cou\u2026. acesso pela \u00faltima vez em: 01\/11\/2017).<\/p>\n<p>E isso marca e determina radicalmente a Igreja em sua totalidade: quando os pobres e exclu\u00eddos se tornam o centro da Igreja: eles d\u00e3o dire\u00e7\u00e3o e sentido a tudo o que legitimamente e necessariamente constitui a realidade concreta da Igreja: sua prega\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o, suas estruturas administrativas, culturais, dogm\u00e1ticas, teol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Os fundamentos teol\u00f3gicos s\u00e3o claros: \u201cderiva da nossa f\u00e9 em Jesus Cristo\u201d (EG, 186), \u201cderiva da pr\u00f3pria obra libertadora da gra\u00e7a em cada um de n\u00f3s\u201d (EG, 188). N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o meramente opcional. \u00c9 algo constitutivo da f\u00e9 crist\u00e3 (EG, 48). Por isso mesmo, os crist\u00e3os e as comunidades crist\u00e3s \u201cs\u00e3o chamados, em todo lugar e circunst\u00e2ncia, a ouvir o clamor dos pobres\u201d (EG, 191) e a \u201cser instrumentos de Deus ao servi\u00e7o da liberta\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o dos pobres.\u201d (EG, 187). (Retirado do site: https:\/\/w2.vatican.va\/\u2026\/papa-francesco_esortazione-ap_20131\u2026. acesso pela \u00faltima vez em: 01\/11\/2017).<\/p>\n<p>Recordando os exemplos do pobrezinho de Assis, o Papa Francisco nos ensina: \u201cassumamos, pois, o exemplo de S\u00e3o Francisco, testemunha da pobreza genu\u00edna. Ele, precisamente por ter os olhos fixos em Cristo, soube reconhec\u00ea-Lo e servi-Lo nos pobres. Por conseguinte, se desejamos dar o nosso contributo eficaz para a mudan\u00e7a da hist\u00f3ria, gerando verdadeiro desenvolvimento, \u00e9 necess\u00e1rio escutar o grito dos pobres e comprometermo-nos a ergu\u00ea-los do seu estado de marginaliza\u00e7\u00e3o\u201d. (Retirado do site: https:\/\/w2.vatican.va\/\u2026\/papa-francesco_20170613_messaggio-i\u2026. acesso pela \u00faltima vez: 01\/11\/2017).<\/p>\n<p>No mundo contempor\u00e2neo, h\u00e1 muita dificuldade em identificar claramente a pobreza. Por\u00e9m, o Papa Francisco alerta que a \u201cpobreza nos interpela todos os dias com os seus in\u00fameros rostos marcados pelo sofrimento, pela marginaliza\u00e7\u00e3o, pela opress\u00e3o, pela viol\u00eancia, pelas torturas e a pris\u00e3o, pela guerra, pela priva\u00e7\u00e3o da liberdade e da dignidade, pela ignor\u00e2ncia e pelo analfabetismo, pela emerg\u00eancia sanit\u00e1ria e pela falta de trabalho, pelo tr\u00e1fico de pessoas e pela escravid\u00e3o, pelo ex\u00edlio e a mis\u00e9ria, pela migra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada. A pobreza tem o rosto de mulheres, homens e crian\u00e7as explorados para vis interesses, espezinhados pelas l\u00f3gicas perversas do poder e do dinheiro. Como \u00e9 impiedoso e nunca completo o elenco que se \u00e9 constrangido a elaborar \u00e0 vista da pobreza, fruto da injusti\u00e7a social, da mis\u00e9ria moral, da avidez de poucos e da indiferen\u00e7a generalizada!\u201d (Retirado do site: https:\/\/w2.vatican.va\/\u2026\/papa-francesco_20170613_messaggio-i\u2026. acesso pela \u00faltima vez: 01\/11\/2017).<\/p>\n<p>Preocupado com a situa\u00e7\u00e3o dos mais desprovidos, independentemente do tempo e das circunst\u00e2ncias,\u00a0 o Papa Francisco nos recorda que os \u201cos pobres n\u00e3o s\u00e3o um problema\u201d e nos exorta: \u201cn\u00e3o amemos com palavras, mas com obras\u201d. Neste sentido, impressiona-nos a mensagem de Cristo, nos Evangelhos, fundada totalmente no amor aos irm\u00e3os, na caridade e na partilha. Al\u00e9m das vezes que o Divino Mestre fala do amor que devemos ter para com Deus que \u00e9 Pai quando Ele sempre nos apresenta como o doador de tudo, que nos ama a ponto de dar o Filho a morte par para a salva\u00e7\u00e3o dos homens Ele reafirma o primeiro mandamento do amor a Deus, logo, a seguir completa-o o amor ao pr\u00f3ximo. Ilustra-o na Par\u00e1bola do Bom Samaritano (Lc 10, 25-37).<\/p>\n<p>As cartas do ap\u00f3stolo Jo\u00e3o insistem no mesmo aspecto catequ\u00e9tico e com clareza apost\u00f3lica, afirma que aquele que diz amar a Deus e n\u00e3o amar a seus irm\u00e3os \u00e9 um mentiroso. E continua que \u00e9 muito f\u00e1cil proclamar que amamos a Deus, a quem n\u00e3o vemos, mas se desprezamos os irm\u00e3os que est\u00e3o ao nosso lado, onde est\u00e3o a caridade, onde est\u00e3o o amor? (1Jo.4,20).<\/p>\n<p>Paulo, na sua Carta aos Cor\u00edntios (1Cor 13), proclama e exalta a caridade (partilha). Quase sabemos de cor o texto maravilhoso. Somos levados a interpretar esse hino como o amor ao Pai Celeste. Mas, o ap\u00f3stolo fala da excel\u00eancia do amor entre os irm\u00e3os. Ainda que eu falasse todas as l\u00ednguas dos anjos, ou tivesse toda a ci\u00eancia, sem a caridade seria um bronze que soa e cujo som se perde nas quebradas dos montes. Logo a seguir nos ensina em que consiste a caridade: na paci\u00eancia, na humildade, no fazer o bem, na longanimidade, na partilha da dor e da alegria com os irm\u00e3os, no perd\u00e3o t\u00e3o dif\u00edcil. E conclui pela perenidade do amor e da caridade. Tudo cessa quando vier a perfei\u00e7\u00e3o, exceto a caridade, pela qual seremos medidos.<\/p>\n<p>No epis\u00f3dio da multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es, Jesus sacia a multid\u00e3o. Demos um passo em frente: de onde nasce o convite que Jesus faz aos disc\u00edpulos para que tirem eles mesmos a fome \u00e0 multid\u00e3o? Nasce de dois motivos: em primeiro lugar da turba que, seguindo Jesus, se encontra em campo aberto, longe de lugares habitados, enquanto se faz noite; e, depois, da preocupa\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos que pedem a Jesus para despedir as pessoas para que v\u00e1 para as terras vizinhas para encontrar alimento e alojamento (cf. Lc 9,12). Diante da necessidade da multid\u00e3o, eis a solu\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos: que cada um pense em si pr\u00f3prio; despedir a multid\u00e3o! Quantas vezes n\u00f3s, crist\u00e3os, temos esta tenta\u00e7\u00e3o. Mas a solu\u00e7\u00e3o de Jesus vai noutro sentido, um sentido que surpreende os disc\u00edpulos: \u201cDai-lhes v\u00f3s mesmos de comer\u201d. Fica claro o milagre, mas, tamb\u00e9m a partilha. Partilhar significa doar e entregar. Somos convidados a partilhar! Olhemos para os pobres de nossa comunidade para assim ajuda-los. Quanto a caridade e a partilha dizia o patrono da caridade e dos pobres: \u201cdez vezes ir\u00e3o aos pobres, dez vezes encontrar\u00e3o a Deus\u201d (S\u00e3o Vicente de Paulo).<br \/>\nCom esses sentimento de partilha e sonhando e trabalhando por um mundo mais justo e humano desejamos a todos que possamos construir um mundo melhor neste novo ano de 2018.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciamos o ano com a solenidade da Santa M\u00e3e de Deus, Maria no dia 1\u00ba de janeiro quando celebramos tamb\u00e9m o Dia Mundial da Paz. 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