{"id":3777,"date":"2013-12-20T11:39:11","date_gmt":"2013-12-20T13:39:11","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-proximo-e-a-proximidade\/"},"modified":"2017-03-24T15:22:06","modified_gmt":"2017-03-24T18:22:06","slug":"o-proximo-e-a-proximidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-proximo-e-a-proximidade\/","title":{"rendered":"O pr\u00f3ximo e a proximidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/domorani.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>A celebra\u00e7\u00e3o do Natal nos contagia a todos. Festas, presentes, visitas, c\u00e2nticos, enfeites, solenidades, gestos de carinho e de caridade se espalham pelo mundo. Mesmo para os n\u00e3o crist\u00e3os \u00e9 uma data que chama a uma experi\u00eancia de vida partilhada e a ideais de vida que todos trazemos em nossos cora\u00e7\u00f5es.<br \/>O cont\u00e1gio com o bem que ocorre no Natal nestes \u00faltimos tempos \u00e9 campo de uma quest\u00e3o de comercializa\u00e7\u00e3o e de lucros. Creio que \u00e9 tempo de retomar a primeira raz\u00e3o, a primordial, pela qual celebramos o Natal, que \u00e9 o nascimento de Jesus, o Verbo Eterno do Pai que se fez homem no seio da Virgem Maria em Bel\u00e9m de Jud\u00e1, uma pequena cidade perdida no Oriente M\u00e9dio, mas que era o foco das profecias do local do nascimento do Messias.<br \/>Vejo com esperan\u00e7a que os pres\u00e9pios pelas pra\u00e7as, ruas e avenidas, apesar das dificuldades log\u00edsticas e de autoriza\u00e7\u00f5es, continuam a ocorrer em nossa cidade. Alguns centros de compras come\u00e7am tamb\u00e9m a colocar em seus sal\u00f5es de entrada n\u00e3o s\u00f3 os enfeites de um natal \u201cgen\u00e9rico\u201d, mas est\u00e3o tendo a coragem de recordar o que realmente se comemora nessa \u00e9poca.<br \/>As igrejas, que em geral j\u00e1 \u201cmontam\u201d seus pres\u00e9pios no interior das mesmas, j\u00e1 h\u00e1 alguns anos come\u00e7aram a mostr\u00e1-los em suas escadarias, fachadas, p\u00e1tios de tal forma que as pessoas que passam pelas ruas e avenidas possam refletir sobre o mist\u00e9rio do Natal que celebramos.<br \/>Por\u00e9m, esses sinais que ajudam a pensar no Natal de Cristo e com Cristo sup\u00f5em outro passo importante que neste ano somos chamados a dar: a proximidade de Deus! Jesus \u00e9 a imagem do Deus invis\u00edvel. Ele \u00e9 a boa not\u00edcia que alegra o cora\u00e7\u00e3o de todas as pessoas: \u201ceu vos anuncio uma grande alegria\u201d! \u00c9 a Ele que se refere tamb\u00e9m o Papa Francisco em sua exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica: \u201cA alegria do Evangelho\u201d, e o Evangelho, a Boa Not\u00edcia, \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus, o Verbo encarnado, feito homem para a nossa salva\u00e7\u00e3o.<br \/>Essa proximidade de Deus, o totalmente outro, celebrada no Natal \u00e9 ainda mais bela: uma crian\u00e7a em uma manjedoura simples em uma pequena cidade. Ningu\u00e9m tem medo de se aproximar, pelo contr\u00e1rio, sente-se chamado a estar pr\u00f3ximo! \u00c9 essa proximidade d\u2019Aquele que tudo criou e que sempre existiu e existir\u00e1 que nos faz confiantes e orantes. Podemos nos aproximar, falar, ouvir, estar pr\u00f3ximo desse Deus que se revelou a n\u00f3s! <br \/>Em tempo de incredulidade e distanciamentos, em tempos que muitas vezes falamos de um Deus como princ\u00edpio de todas as coisas ou a raz\u00e3o \u00faltima de tudo que nossos conceitos filos\u00f3ficos nos conduzem, celebrar o Na\u00a0\u00a0\u00a0 tal \u00e9 ter diante da vida o grande mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o: \u201co Verbo se fez carne e habitou entre n\u00f3s\u201d!<br \/>Essa proximidade de Deus nos faz encontr\u00e1-Lo tamb\u00e9m nos irm\u00e3os e irm\u00e3s: \u201co que fizerdes ao menor dos meus irm\u00e3os \u00e9 a mim que fareis\u201d nos coloca ainda mais diante da proximidade d\u2019Ele. Eis que O encontramos, al\u00e9m da Palavra, Eucaristia, tamb\u00e9m nos irm\u00e3os e irm\u00e3s que est\u00e3o ao nosso lado e a quem somos chamados a amar.<br \/>Contemplar os pres\u00e9pios espalhados pelas igrejas e pela cidade j\u00e1 \u00e9 um passo para retomarmos o verdadeiro sentido do Natal, mas essa contempla\u00e7\u00e3o deve nos conduzir a viver a proximidade do \u201cDeus Conosco\u201d e \u201cSalvador\u201d que nos conduz a compartilhar esperan\u00e7a e vida com os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s, em especial aqueles que mais sofrem e s\u00e3o exclu\u00eddos.<br \/>Nesse sentido, o Ano da Caridade que a nossa Arquidiocese inaugura com a solenidade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, \u201cdisc\u00edpulo do amor e da caridade\u201d dever\u00e1 ser a nossa resposta concreta \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o natalina que vivemos nestes dias, pois, \u201cse n\u00e3o tiver caridade de nada adianta\u201d.<br \/>Depois de uma bela prepara\u00e7\u00e3o no Advento, com liturgia pr\u00f3pria, em especial nesta \u00faltima semana, a celebra\u00e7\u00e3o penitencial nos dando a reconcilia\u00e7\u00e3o e renovando nossa vida crist\u00e3, a ora\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o da novena de Natal e os atos concretos (tivemos a partilha generosa de muitos com rela\u00e7\u00e3o aos que sofreram com as enchentes) devem ter nos preparado para celebrar crist\u00e3mente o Natal. <br \/>N\u00e3o ser\u00e1 apenas uma festa externa, sem a raz\u00e3o principal, apenas feita de momentos vazios que se perdem no dia seguinte, mas sim de uma presen\u00e7a pr\u00f3xima que nos acalenta o cora\u00e7\u00e3o e nos torna novos para acolhermos o outro que passa ao nosso lado. <br \/>Um Santo e Feliz Natal para todos os nossos queridos diocesanos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A celebra\u00e7\u00e3o do Natal nos contagia a todos. Festas, presentes, visitas, c\u00e2nticos, enfeites, solenidades, gestos de carinho e de caridade se espalham pelo mundo. Mesmo para os n\u00e3o crist\u00e3os \u00e9 uma data que chama a uma experi\u00eancia de vida partilhada e a ideais de vida que todos trazemos em nossos cora\u00e7\u00f5es.O cont\u00e1gio com o bem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":1370,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-3777","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3777","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3777"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3777\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8069,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3777\/revisions\/8069"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1370"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3777"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3777"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}