{"id":37316,"date":"2018-01-09T11:03:03","date_gmt":"2018-01-09T13:03:03","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=37316"},"modified":"2018-01-30T15:05:16","modified_gmt":"2018-01-30T17:05:16","slug":"janeiro-um-mes-de-dois-olhares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/janeiro-um-mes-de-dois-olhares\/","title":{"rendered":"Janeiro, um m\u00eas de dois olhares"},"content":{"rendered":"<p>Uma s\u00e9ria revis\u00e3o de vida com sua escala de valores \u00e9 fundamental<\/p>\n<p>J\u00e1 estamos, prezado(a) leitor(a), com a gra\u00e7a de Deus, vivendo o primeiro m\u00eas de um novo ano. Esta viv\u00eancia \u00e9 importante, pois nos d\u00e1 a rica oportunidade de sermos, no presente (2018), um elo vivo entre o passado (2017) e o futuro (2019).<\/p>\n<p>Ora, tudo isso nos leva a importantes reflex\u00f5es. Elas come\u00e7am pelo pr\u00f3prio nome do m\u00eas em que estamos, janeiro. Ele vem do Latim Ianuarius que se prende ao termo Ianua, porta. \u00c9, portanto o m\u00eas da entrada, do in\u00edcio, do recome\u00e7o.<\/p>\n<p>Por que \u00e9 assim? \u2013 poder\u00e1 perguntar algu\u00e9m mais atento. Porque, respondemos, Ianua (porta) vem de Ianus, o deus de todo come\u00e7o da mitologia latina sempre apresentado nas moedas romanas com duas faces: uma olha para tr\u00e1s, contemplando o passado, e a outra para frente, tentando projetar o futuro.<\/p>\n<p>Pois bem, tudo isso quer dizer o seguinte: j\u00e1 os antigos romanos tinham consci\u00eancia de que, em determinados per\u00edodos da vida, \u00e9 preciso parar e fazer um balan\u00e7o de nossa caminhada. Balan\u00e7o que, naturalmente, significa avalia\u00e7\u00e3o, ou seja, ver o que foi bom para continuar a melhorar ainda mais e observar, atentamente, o que foi ruim a fim de n\u00e3o repeti-lo nesta nova etapa da caminhada.<\/p>\n<p>Contudo, para fazer uma avalia\u00e7\u00e3o equilibrada do passado e um planejamento seguro do futuro \u00e9 preciso ter presente em nossa mente a meta (termo grego que lembra algo al\u00e9m) ou o objetivo a ser, sadiamente, perseguido, pois sem rumo seguro somos como navios desorientados sujeitos a naufragar no mar tempestuoso da exist\u00eancia terrena.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que ao falarmos de avalia\u00e7\u00e3o ou de balan\u00e7o da vida n\u00e3o s\u00e3o poucos os que pensam nas possibilidades de conseguirem mais bens materiais (carro, casa, dinheiro etc.) no ano novo. S\u00e3o bens leg\u00edtimos, sem d\u00favida, por isso pedimos, na ora\u00e7\u00e3o do Pai-Nosso, que o Senhor nos d\u00ea o \u201cp\u00e3o nosso de cada dia\u201d (cf. Mt 6,11), p\u00e3o que significa n\u00e3o s\u00f3 o alimento do corpo, mas tamb\u00e9m tantos outros meios materiais necess\u00e1rios para vivermos dignamente. Todavia, s\u00f3 isso n\u00e3o basta.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso desejar, de um modo especial, bens que n\u00e3o passam tais como a f\u00e9, a honra, a dignidade etc., pois, como ensina Blaise Pascal, fil\u00f3sofo franc\u00eas do s\u00e9culo XVII, o ser humano foi feito para superar infinitamente a si mesmo. Ora, \u00e9 certo que s\u00f3 conseguiremos esse objetivo se nos desprendermos das amarras materiais que nos escravizam.<\/p>\n<p>Sim, o apego a qualquer coisa \u00e9 uma escravid\u00e3o. N\u00e3o importa se essa coisa \u00e9 um patrim\u00f4nio de bilh\u00f5es de d\u00f3lares ou se \u00e9 um pequeno livro de estima\u00e7\u00e3o. Se deixarmos que esse trampolim passageiro seja \u201cnosso senhor\u201d, seremos \u201cseus escravos\u201d e continuaremos, sempre, na mesquinharia do presente com o grande risco de perder a heran\u00e7a futura reservada por Deus a cada um de n\u00f3s (cf. 1 Tm 2,4).<\/p>\n<p>Disso tudo decorre que uma s\u00e9ria revis\u00e3o de vida com sua escala de valores \u00e9 fundamental, uma vez que o Senhor Jesus bem nos alerta: \u201cOnde est\u00e1 o teu tesouro a\u00ed estar\u00e1 tamb\u00e9m teu cora\u00e7\u00e3o\u201d (Mt 6,21). Como rem\u00e9dio salutar para a mesquinharia e a pequenez de alma temos o generoso desprendimento recomendado pelo Ap\u00f3stolo S\u00e3o Paulo ao escrever: \u201cSabei que quem semeia pouco, tamb\u00e9m colher\u00e1 pouco, e quem semeia com largueza tamb\u00e9m com largueza colher\u00e1; Deus ama quem oferta com alegria\u201d (2Cor 9,6-7).<\/p>\n<p>Certamente, se eu e voc\u00ea, prezado(a) leitor(a), agirmos assim teremos um ganho n\u00e3o s\u00f3 quantitativo (2016, 2017, 2018\u2026), mas tamb\u00e9m, e sobretudo, qualitativo, pois o passar cronol\u00f3gico dos anos deve nos estimular ao progresso espiritual a fim de que deixemos de ser crian\u00e7as e nos tornemos adultos em Cristo (cf. Ef 5,13).<\/p>\n<p>Esse amadurecimento n\u00e3o deixa de nos instigar a sermos grandes promotores da paz, cujo dia mundial, celebramos no in\u00edcio do ano novo.<\/p>\n<p>Tal data quer significar que s\u00f3 com o crescimento interior \u00e9 poss\u00edvel ter a verdadeira paz definida como a tranquilidade da ordem: primeiro, interior e, depois, exterior, ou seja, o mundo n\u00e3o mudar\u00e1 sem a convers\u00e3o do nosso cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma s\u00e9ria revis\u00e3o de vida com sua escala de valores \u00e9 fundamental J\u00e1 estamos, prezado(a) leitor(a), com a gra\u00e7a de Deus, vivendo o primeiro m\u00eas de um novo ano. Esta viv\u00eancia \u00e9 importante, pois nos d\u00e1 a rica oportunidade de sermos, no presente (2018), um elo vivo entre o passado (2017) e o futuro (2019). [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":37317,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-37316","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37316","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37316"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37316\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37318,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37316\/revisions\/37318"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37317"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37316"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37316"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37316"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}