{"id":37047,"date":"2017-12-12T08:21:28","date_gmt":"2017-12-12T10:21:28","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=37047"},"modified":"2018-01-24T13:36:10","modified_gmt":"2018-01-24T15:36:10","slug":"a-dignidade-da-pessoa-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-dignidade-da-pessoa-humana\/","title":{"rendered":"A Dignidade da Pessoa Humana"},"content":{"rendered":"<p>Numa de suas mais conhecidas mensagens de r\u00e1dio, levada ao ar em dezembro de 1944, Pio XII assinalava que a dignidade do homem \u00e9 a dignidade da imagem de Deus.<\/p>\n<p>Esse mesmo mote \u00e9 utilizado na Declara\u00e7\u00e3o Conciliar Dignitatis Humanae , sobre a Dignidade Humana, de 7 de dezembro de 1965, relativa \u00e0 liberdade religiosa, condi\u00e7\u00e3o mesma de preserva\u00e7\u00e3o da dignidade humana.<\/p>\n<p>O homem, para al\u00e9m de sua condi\u00e7\u00e3o natural, \u00e9 pessoa e, enquanto tal, revestido em dignidade e direitos, como proclama solenemente a Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos Humanos, de 1948.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, como assinalara S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II em discurso que proferiu perante a Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, em 1979, toda a atividade pol\u00edtica \u2013 nacional ou internacional \u2013 s\u00f3 tem sentido, porque prov\u00e9m \u201cdo homem\u201d, se exercita \u201cmediante o homem\u201d e \u00e9 \u201cpara o homem\u201d. Se tal atividade se aparta dessa fundamental rela\u00e7\u00e3o e finalidade, chega a tornar-se, nalgum sentido, fim para si mesma, ent\u00e3o, perde grande parte da sua raz\u00e3o de ser. E mais ainda, ela pode tornar-se mesmo fonte de uma espec\u00edfica aliena\u00e7\u00e3o; e pode tornar-se estranha ao homem e pode cair em contradi\u00e7\u00e3o com a pr\u00f3pria humanidade.<\/p>\n<p>A dignidade \u00e9 a f\u00f3rmula feliz pela qual a unidade da pessoa (alma e corpo) revela sua particular express\u00e3o, pela qual um ser ligado materialmente ao corpo \u00e9 igual e espiritualmente voltado para o transcendente.<\/p>\n<p>Importa referir, ainda, que da dignidade derivam a liberdade e a igualdade. \u00c9 verdade que a primeira pode precipitar o homem no terreno dos v\u00edcios pelos quais ser\u00e1 responsabilizado, igualmente, no corpo e no esp\u00edrito. Mas, \u00e9 igualmente verdade que a liberdade pode e, nas mais das vezes assim atua, fazer com que o homem exercite as virtudes e fa\u00e7a render seus talentos, poucos ou muitos, seguindo \u00e0 risca a lei moral e aceitando a distinta maneira de ser at\u00e9 mesmo daqueles que lhe s\u00e3o claramente opostos.<\/p>\n<p>A dignidade, como sublinha o Comp\u00eandio da Doutrina Social da Igreja, exige o saud\u00e1vel reconhecimento do pluralismo social. \u00c9 inadmiss\u00edvel que sejam restringidas as express\u00f5es de pensamento e de a\u00e7\u00e3o dos outros, porque n\u00e3o pensam ou agem da mesma maneira que alguma maioria ocasional.<\/p>\n<p>A marcante proclama\u00e7\u00e3o, levada a efeito pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas, dos direitos humanos, universais, indivis\u00edveis e inalien\u00e1veis, decorre diretamente da dignidade da pessoa e exige respeito, assim, dos direitos materiais sem os quais a pessoa humana n\u00e3o vive a partir, igualmente, da livre conquista do bem espiritual.<\/p>\n<p>A dignidade faz, por fim, que percebamos quanto a prof\u00e9tica advert\u00eancia de S\u00e3o Jo\u00e3o XXIII, a respeito da universalidade da quest\u00e3o social, se tornou uma realidade irrevers\u00edvel, a exigir cada vez maior integra\u00e7\u00e3o entre os povos do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Jornal O S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Numa de suas mais conhecidas mensagens de r\u00e1dio, levada ao ar em dezembro de 1944, Pio XII assinalava que a dignidade do homem \u00e9 a dignidade da imagem de Deus. Esse mesmo mote \u00e9 utilizado na Declara\u00e7\u00e3o Conciliar Dignitatis Humanae , sobre a Dignidade Humana, de 7 de dezembro de 1965, relativa \u00e0 liberdade religiosa, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":37048,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-37047","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37047","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37047"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37047\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37049,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37047\/revisions\/37049"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37048"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37047"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37047"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37047"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}