{"id":37026,"date":"2017-12-07T12:00:26","date_gmt":"2017-12-07T14:00:26","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=37026"},"modified":"2017-12-11T15:23:15","modified_gmt":"2017-12-11T17:23:15","slug":"sacerdote-sequestrado-pelo-estado-islamico-a-oracao-e-a-virgem-me-mantiveram-vivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sacerdote-sequestrado-pelo-estado-islamico-a-oracao-e-a-virgem-me-mantiveram-vivo\/","title":{"rendered":"Sacerdote sequestrado pelo Estado Isl\u00e2mico: A ora\u00e7\u00e3o e a Virgem me mantiveram vivo"},"content":{"rendered":"<p>O Pe. Jacques Mourad foi sequestrado durante cinco meses, para ser libertado apenas teria que negar o cristianismo e o deixariam livre. Entretanto, nos dias de cativeiro, ele preferiu permanecer fiel a Jesus Cristo, apesar de haver sido amea\u00e7ado diariamente de ser degolado.<\/p>\n<p>Em conversa\u00e7\u00e3o com o Grupo ACI, o Pe. Mourad assegurou que a ora\u00e7\u00e3o o sustentou durante esse tempo, especialmente o Ros\u00e1rio, onde sentiu a proximidade da Virgem Maria nesses momentos de solid\u00e3o e terror.<\/p>\n<p>Em 21 de mar\u00e7o de 2015, alguns homens encapuzados entraram no mosteiro de Mar Elian (S\u00edria) e sequestraram o Pe. Mourad junto com um membro da sua congrega\u00e7\u00e3o, os levaram dentro do porta-malas de um carro com os olhos vendados e amarrados com correntes nos p\u00e9s e nas m\u00e3os e os transladaram a um lugar desconhecido. Eles permaneceram assim durante quatro dias.<\/p>\n<p>\u201cDesde o primeiro momento, quando eu estava no porta-malas e n\u00e3o sabia o que ia acontecer, rezei \u00e0 Virgem Maria como uma crian\u00e7a que precisa do cuidado da sua m\u00e3e, rezei o ter\u00e7o e senti de maneira especial a sua presen\u00e7a e o seu cuidado. Ent\u00e3o tive muita paz, compreendi que Maria estava presente ao meu lado\u201d, explicou o Pe. Mourad ao Grupo ACI durante a sua visita \u00e0 Espanha, convidado pela Funda\u00e7\u00e3o Pontif\u00edcia Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre (ACN).<\/p>\n<p>Depois de quatro dias no porta-malas do carro, foram retirados e trancados em um banheiro e os humilharam. Permaneceram neste local durante grande parte do sequestro.<\/p>\n<p>Em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, um homem encapuzado o amea\u00e7ou com uma faca no pesco\u00e7o.<\/p>\n<p>\u201cO per\u00edodo que estive no cativeiro foi terr\u00edvel, as torturas psicol\u00f3gicas eram ainda piores do que as f\u00edsicas, mas esses meses me ajudaram a percorrer um caminho espiritual, de ora\u00e7\u00e3o e medita\u00e7\u00e3o sobre a viol\u00eancia, o sofrimento. A ora\u00e7\u00e3o foi a \u00fanica coisa que me manteve vivo, durante esses meses compreendi um pouco, apenas um pouco, do que Jesus Cristo viveu\u201d, assegurou.<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o pessoal, especialmente o Ros\u00e1rio, ajudou este sacerdote, que assegura que durante o seu cativeiro compreendeu que o sentido da vida \u00e9 \u201cpermanecer rezando a s\u00f3s com Deus\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;A ora\u00e7\u00e3o foi decisiva durante esse tempo em duas dimens\u00f5es. A minha ora\u00e7\u00e3o pessoal na qual rezava pela minha comunidade, pela minha fam\u00edlia, por toda a Igreja, pela paz, pela S\u00edria. Mas tamb\u00e9m senti com muita for\u00e7a a ora\u00e7\u00e3o do mundo inteiro por mim. A ora\u00e7\u00e3o me salvou, do contr\u00e1rio estaria morto, porque todos os dias achava que seria o meu \u00faltimo dia de vida. Aproveitei esse tempo como um caminho de purifica\u00e7\u00e3o, como um retiro espiritual\u201d, contou ao Grupo ACI.<\/p>\n<p>Ele foi transladado v\u00e1rias vezes de lugar at\u00e9 ser levado finalmente \u00e0 cidade de Qaryatayn, na S\u00edria. \u201cPermaneci nessa cidade durante 39 dias, mas no 40\u00ba dia decidi fugir com a ajuda de um jovem mu\u00e7ulmano\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Em 10 de outubro de 2015, atravessou o deserto com uma motocicleta, fugindo dos seus sequestradores \u201ccom a companhia e a prote\u00e7\u00e3o da Virgem Maria. Assim consegui a minha liberdade\u201d, recordou.<\/p>\n<p>Apesar de ser amea\u00e7ado constantemente durante 5 meses e da dor e do sofrimento que o Estado Isl\u00e2mico causou no Oriente M\u00e9dio, o Pe. Mourad assegura que n\u00e3o guarda nenhum tipo de rancor dos seus sequestradores, porque \u201cpara os crist\u00e3os, o perd\u00e3o faz parte da nossa f\u00e9. O perd\u00e3o \u00e9 um dom de Deus, n\u00e3o \u00e9 nenhum m\u00e9rito nosso\u201d.<\/p>\n<p>Por isso, insiste que para acabar com as guerras e a viol\u00eancia \u00e9 necess\u00e1rio olhar para o inimigo \u201csem desejo de vingan\u00e7a\u201d, mas \u201cdescobrindo o homem que est\u00e1 por tr\u00e1s\u201d e \u201cter a coragem de dialogar com ele\u201d.<\/p>\n<p>Segundo explica, \u201cDeus criou o homem com um bom cora\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 necess\u00e1rio procurar esse bom cora\u00e7\u00e3o no outro e n\u00e3o julga-lo, esse \u00e9 o \u00fanico modo de construir uma sociedade em paz\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Acidigital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Pe. Jacques Mourad foi sequestrado durante cinco meses, para ser libertado apenas teria que negar o cristianismo e o deixariam livre. Entretanto, nos dias de cativeiro, ele preferiu permanecer fiel a Jesus Cristo, apesar de haver sido amea\u00e7ado diariamente de ser degolado. 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