{"id":36780,"date":"2017-12-04T10:49:45","date_gmt":"2017-12-04T12:49:45","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=36780"},"modified":"2017-12-04T11:59:44","modified_gmt":"2017-12-04T13:59:44","slug":"uma-voz-que-brada-no-deserto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/uma-voz-que-brada-no-deserto\/","title":{"rendered":"Uma voz que brada no deserto"},"content":{"rendered":"<p>O minist\u00e9rio de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista \u00e9 mostrado claramente por S\u00e3o Marcos, lembrando as palavras do Profeta Isa\u00edas: \u201cVoz de um que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, aplainai as suas veredas\u201d (Mc 1,1-8). Uma miss\u00e3o singular, uma prega\u00e7\u00e3o de extremo rigor, mas que atraiu os habitantes da Jud\u00e9ia e de Jerusal\u00e9m. \u00c9 que Ele anunciava algo novo, pregando um batismo de arrependimento para remiss\u00e3o dos pecados. A sinceridade que flu\u00eda de suas palavras tinha acentos que encantavam as multid\u00f5es. Como emiss\u00e1rio de Deus tinha coragem de falar a verdade, concitando a uma austera penit\u00eancia e mostrando aos que dele se aproximavam a reconhecer suas faltas que eram ent\u00e3o lavadas pelas \u00e1guas Jord\u00e3o. N\u00e3o era o Batista um mero demagogo, procurando louvores humanos, mas um enviado de Deus exigindo uma convers\u00e3o radical dos cora\u00e7\u00f5es. \u00c9 que ele tinha a incumb\u00eancia de organizar a chegada daquele que batizaria tamb\u00e9m com o Esp\u00edrito Santo. Apesar do prest\u00edgio que passou a gozar junto dos que se aglomeravam junto dele, ele declarava humildemente que haveria de vir outro que era mais forte do que ele e do qual ele n\u00e3o se julgava digno de desatar as correias das sand\u00e1lias. Era, deste modo, um precursor daquele que faria nascer nos cora\u00e7\u00f5es a vida de Deus, tirando a todos do poder do mal e da morte, porque era o verdadeiro Salvador. N\u00e3o se tratava, de fato, apenas de um ilustre personagem, mas do pr\u00f3prio Filho de Deus que tiraria o pecado do mundo. Deste modo, neste segundo domingo do Advento uma quest\u00e3o se levanta para n\u00f3s: \u201cQue significa de fato afirmar com o Batista que Jesus \u00e9 o mais forte, o mais poderoso&#8221;? Trata-se de verificar at\u00e9 onde Cristo est\u00e1 sendo realmente recebido em nossas vidas atrav\u00e9s de nossas a\u00e7\u00f5es, estando elas inteiramente de acordo com seu Evangelho. Apenas Ele cujo Natal est\u00e1 sendo preparado pode perdoar e ressuscitar, oferecendo mais do que uma vida mortal. Jo\u00e3o Batista quer ent\u00e3o que uma proclama\u00e7\u00e3o de f\u00e9 no Redentor seja a express\u00e3o viva de uma confian\u00e7a total e um amor sem limites. \u00c9 preciso que o crist\u00e3o d\u00ea a Jesus uma resposta pessoal e vital, podendo cada um dizer-Lhe o que diria S\u00e3o Pedro: \u201cSenhor, tua sabes que eu te amo\u201d. \u00c9 este amor que converte, redime e salva. Quem assim acolhe a Jesus cujas veredas foram aplainadas por Jo\u00e3o Batista v\u00ea sua vida inteiramente modificada. O tempo do Advento \u00e9 prop\u00edcio para renovar a fidelidade completa \u00e0quele que instituiria o batismo com a \u00e1gua e com o Esp\u00edrito Santo. Ele veio a esta terra como o enviado do Pai, oferecendo uma eternidade venturosa para os que fizessem a vontade divina. Deu o exemplo, pois, Ele mesmo fez sempre, enquanto homem, o que o Pai determinou. No Advento, nesta prepara\u00e7\u00e3o para o dia 25 de dezembro, importa um exame cuidadoso acerca do modo como acatamos os Mandamentos e as inspira\u00e7\u00f5es vindas do alto para assim bem acolhermos Jesus num cora\u00e7\u00e3o ornamentado por todas as virtudes. Jo\u00e3o Batista mostrou aos que o procuravam no deserto como era importante seguir o Messias prometido. O Natal de Jesus deve ser um momento de uma celebra\u00e7\u00e3o que signifique um aperfei\u00e7oamento interior intensificado neste tempo que precede t\u00e3o solene festa. Atrav\u00e9s da Liturgia as mesmas gra\u00e7as um dia recebidas por aqueles que O contemplaram rec\u00e9m-nascido s\u00e3o outorgadas aos que bem se dispuserem a acolh\u00ea-las. Para isto, nesta semana, cumpre olhar para S\u00e3o Jo\u00e3o Batista no deserto modelo de penit\u00eancia, de despojamento, alimentando-se ele das coisas mais simples. A pobreza interior ajuda a afastar da mente as preocupa\u00e7\u00f5es, os cuidados materiais, tanto mais que haveremos de encontrar o Menino Deus n\u00e3o num pal\u00e1cio, mas numa pobre manjedoura. \u00c9 necess\u00e1rio afastar tudo que poderia impedir que se usufrua das grandes gra\u00e7as natalinas. Portanto aplainar as veredas do Senhor \u00e9 pedir a Ele que nos desligue dos bens deste mundo para que Ele nos replete das riquezas espirituais. Ent\u00e3o o poderemos ver como O antevia o Batista e O viram Maria, Jos\u00e9, os pastores e os Reis Magos. Assim tamb\u00e9m estaremos ajudando a muitos a penetrar fundo no significado do Natal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O minist\u00e9rio de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista \u00e9 mostrado claramente por S\u00e3o Marcos, lembrando as palavras do Profeta Isa\u00edas: \u201cVoz de um que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, aplainai as suas veredas\u201d (Mc 1,1-8). 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