{"id":36774,"date":"2017-12-03T00:00:25","date_gmt":"2017-12-03T02:00:25","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=36774"},"modified":"2017-12-04T11:55:17","modified_gmt":"2017-12-04T13:55:17","slug":"a-servico-do-reino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-servico-do-reino\/","title":{"rendered":"A servi\u00e7o do reino"},"content":{"rendered":"<p>Dias desses, estacionei meu carro atr\u00e1s de um ve\u00edculo oficial, com um adesivo bem definido: A servi\u00e7o do Estado. Qual Estado, que servi\u00e7o? A julgar pela precariedade de nossos servi\u00e7os p\u00fablicos, ali estava uma afirmativa mentirosa. Mas, de imediato, pensei num adesivo semelhante, para testemunhar minhas convic\u00e7\u00f5es religiosas, talvez uma cruz \u2013 o estandarte vitorioso de Constantino \u2013 e a frase impactante: A servi\u00e7o do Reino. J\u00e1 vi algo semelhante em nossas ruas. Pena que seu motorista sequer respeitava as leis do tr\u00e2nsito. Que diria das leis de Deus&#8230;<br \/>\nEnt\u00e3o basta. Mais que frases de efeitos ou ostenta\u00e7\u00e3o da f\u00e9, quem se p\u00f5e a servi\u00e7o, no m\u00ednimo, respeita as leis. Mais ainda quando mereceu cr\u00e9dito e confian\u00e7a de algu\u00e9m bem superior a si pr\u00f3prio. Mais ainda quando essa responsabilidade se torna p\u00fablica e \u00e9 celebrada com um ano de gra\u00e7as e aprofundamento das pr\u00f3prias quest\u00f5es. Quando a Igreja e seus bispos decretaram o Ano Nacional do Laicato, inserido nesse novo Ano Lit\u00fargico, at\u00e9 novembro de 2018. Finalmente, chegou nossa vez. O tema aqui proposto, mais do que redundante em sua necessidade e no processo de sa\u00edda que nos desafia o papa Francisco, \u00e9 assunto para transbordar de alegria nossos cora\u00e7\u00f5es e encher de coragem todos os disc\u00edpulos e mission\u00e1rios ainda \u00e0 margem do caminho. Chegou a hora. Se os leigos mais comprometidos com sua raz\u00e3o de ser Igreja, os que lamentam oportunidades, os que se julgam relegados a segundo plano, os que se sentem manietados na obra que \u00e9 de todos, n\u00e3o quebrarem essas correntes agora, n\u00e3o provarem suas capacidades operosas e seu amor \u00e0 obra, talvez o carro de oper\u00e1rios passe e este continue lamentando derrotas, perdas de oportunidades&#8230;<br \/>\n\u00c9 tempo de reciclagem. \u00c9 hora de nos unirmos num mutir\u00e3o de planejamento, assembleias renovadoras, encontros de aprofundamento, reuni\u00f5es estrat\u00e9gicas, retiros de un\u00e7\u00f5es e revela\u00e7\u00f5es, escolas de f\u00e9, cercos de ora\u00e7\u00f5es, c\u00edrculos, muitos c\u00edrculos b\u00edblicos e catequ\u00e9ticos&#8230; \u00c9 hora de uma nova cruzada em dire\u00e7\u00e3o ao mundo dos gentios, \u00e0s pra\u00e7as dos Are\u00f3pagos gregos, troianos, russos ou americanos, europeus ou asi\u00e1ticos&#8230; \u00c9 hora da sa\u00edda. De abandonarmos um pouco mais o mundinho imperialista e demasiadamente existencialista do nosso pr\u00f3prio \u201ceu\u201d, para aprendermos dos bons samaritanos que cruzam nossos caminhos com o divino desprendimento da solidariedade que lhes \u00e9 pr\u00f3pria. O mundo, mais do que bons crist\u00e3os, precisa dessa humanidade boa, mansa e humilde como aquela que Jesus nos ensinou na pr\u00e1tica. \u00c9 essa humanidade a primeira caracter\u00edstica leiga de Deus, a maior prova de que sua a\u00e7\u00e3o vem da simplicidade popular, n\u00e3o da liturgia ostensiva e farisaica daqueles que se acham acima da maioria. Jesus rejeitou essa religiosidade e assumiu sua laicidade como um pobre, mas bom pastor.<br \/>\nTenhamos orgulho de sermos leigos entre muitos doutores. N\u00e3o vamos desmerecer a import\u00e2ncia destes que Deus escolheu para bem administrar a condu\u00e7\u00e3o do seu povo. Por\u00e9m, n\u00e3o podemos sobrecarregar alguns em benef\u00edcio do pr\u00f3prio comodismo. O conjunto da obra requer dinamismo, alegria, coer\u00eancia, clareza de objetivos, inser\u00e7\u00e3o, se o que desejamos \u00e9 um caminho de vit\u00f3rias e conquistas. Nunca pessoais, mas comunit\u00e1rias. Como Igreja, como povo caminhante, somos oper\u00e1rios de um Reino bem definido por Cristo, cujos alicerces se assentam em suas palavras, em suas promessas, mas cujas paredes contam com nossa m\u00e3o de obra, nosso humilde e muitas vezes desvalorizado servi\u00e7o de rel\u00eas ajudante a preparar a massa&#8230; N\u00e3o importa. Somos apenas uma gota de \u00e1gua num oceano, mas ensinou-nos um dia Santa Madre Tereza, aquela de Calcut\u00e1: Sem esta gota o Oceano seria menor&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dias desses, estacionei meu carro atr\u00e1s de um ve\u00edculo oficial, com um adesivo bem definido: A servi\u00e7o do Estado. Qual Estado, que servi\u00e7o? 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