{"id":36685,"date":"2017-11-29T09:31:12","date_gmt":"2017-11-29T11:31:12","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=36685"},"modified":"2017-12-01T10:47:55","modified_gmt":"2017-12-01T12:47:55","slug":"chapeco-honra-seus-herois-um-ano-apos-tragedia-que-comoveu-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/chapeco-honra-seus-herois-um-ano-apos-tragedia-que-comoveu-o-mundo\/","title":{"rendered":"Chapec\u00f3 honra seus her\u00f3is, um ano ap\u00f3s trag\u00e9dia que comoveu o mundo"},"content":{"rendered":"<p>71 pessoas perderam a vida, entre elas 19 jogadores, 14 membros da comiss\u00e3o t\u00e9cnica e nove dirigentes do clube catarinense<\/p>\n<p>Com a luz do entardecer, um solit\u00e1rio buqu\u00ea de flores brancas ocupa o gramado da Arena Cond\u00e1, est\u00e1dio da Chapecoense que honra seu her\u00f3is mortes, um anos depois da trag\u00e9dia que estilha\u00e7ou a equipe.<\/p>\n<p>A medida que a tarde cai, a pequena cidade se tinge de verde.<\/p>\n<p>V\u00e1rios jovens se re\u00fanem em frente \u00e0 Catedral, enquanto a entrada do est\u00e1dio est\u00e1 enfeitada com um grande cartaz branco com os dizeres: \u201cSaudades. Para sempre na nossa hist\u00f3ria, eternamente em nossos cora\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Os primeiros a chegar podem escrever cartas para depositar em uma c\u00e1psula do tempo, em clima de sil\u00eancio respeitoso. Ningu\u00e9m levanta a voz.<\/p>\n<p>O Furac\u00e3o do Oeste decidiu n\u00e3o realizar nenhum ato em \u201crespeito aos que ficaram e pelas boas lembran\u00e7as\u201d, mas abriu as portas da Arena Cond\u00e1 para os visitantes. O est\u00e1dio tem um espa\u00e7o especial para ora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o t\u00fanel que conecta os vesti\u00e1rios ao gramado ser\u00e1 decorado com imagens dos membros do time envolvidos no acidente comemorando vit\u00f3rias.<\/p>\n<p>O est\u00e1dio tamb\u00e9m vai acolher a vig\u00edlia de \u201calgumas luzes que nunca se apagam\u201d, organizada pela Diocese de Chapec\u00f3. Depois, os presentes v\u00e3o partir em prociss\u00e3o at\u00e9 a catedral de S\u00e3o Antonio, onde vai ser realizada um ato religioso.<\/p>\n<p>Os sinos soar\u00e3o na hora exata do acidente.<\/p>\n<p>Nas arquibancadas ainda esvaziadas, j\u00e1 estavam preparadas alguns cartazes e via-se uma bandeira da Col\u00f4mbia, onde \u00e0s 22:10h do dia 28 de novembro de 2016 o voo 2933 da companhia a\u00e9rea LaMia desapareceu quando estava perto de aterrizar no aeroporto internacional de Rionegro, que serve a cidade de Medell\u00edn.<\/p>\n<p>71 pessoas perderam a vida, entre elas 19 jogadores, 14 membros da comiss\u00e3o t\u00e9cnica e nove dirigentes do clube catarinense. Apenas seis passageiros sobreviveram: uma comiss\u00e1ria de bordo, um t\u00e9cnico de avia\u00e7\u00e3o, um jornalista e tr\u00eas jogadores.<\/p>\n<p>O time, que em 2009 disputava a quarta divis\u00e3o, voava para disputar a primeira final continental contra o Atl\u00e9tico Nacional de Medell\u00edn, pela Copa Sul-americana.<\/p>\n<p>O avi\u00e3o que tinha sa\u00eddo da Bol\u00edvia caiu no Cerro El Gordo, localizado a 2.600 metros de altitude dentro do munic\u00edpio de La Uni\u00f3n.<\/p>\n<p>\u2013 P\u00e9talas do c\u00e9u \u2013<\/p>\n<p>Dois helic\u00f3pteros da For\u00e7a A\u00e9rea colombiana atiraram flores do alto, acima da pra\u00e7a central do munic\u00edpio de La Uni\u00f3n, lembrando os que encontraram a morte no caminho da gl\u00f3ria, em montanha onde caiu o avi\u00e3o que levava a equipe.<\/p>\n<p>\u201cA gl\u00f3ria estava pr\u00f3xima. A trag\u00e9dia apagou esse sonho\u201d, afirmou Andr\u00e9s Botero, presidente do Nacional de Medell\u00edn.<\/p>\n<p>O atual campe\u00e3o do futebol colombiano, que cedeu o t\u00edtulo de campe\u00e3o da Sul-americana 2016 \u00e0 Chapecoense, organizou a homenagem que incluiu um minuto de sil\u00eancio.<\/p>\n<p>Enquanto os helic\u00f3pteros da For\u00e7a A\u00e9rea da Col\u00f4mbia deixavam cair as p\u00e9talas do c\u00e9u, os nomes das v\u00edtimas foram lidos e imortalizados em uma placa.<\/p>\n<p>\u201cMeus amigos chapecoenses nunca ser\u00e3o esquecidos\u201d, disse Botero, que anunciou que um mural ser\u00e1 dedicado \u00e0 trag\u00e9dia no est\u00e1dio Atanasio Girardot, onde a decis\u00e3o da Sul-americana seria realizada. Al\u00e9m dos dirigentes, tr\u00eas jogadores assistiram o ato.<\/p>\n<p>Ainda sem conclus\u00f5es, as investiga\u00e7\u00f5es revelaram que o avi\u00e3o viajava com pouco combust\u00edvel e sobrepeso. O falecido piloto foi responsabilizado e dezenas de funcion\u00e1rios da companhia a\u00e9rea e do Estado est\u00e3o presos na Bol\u00edvia.<\/p>\n<p>\u2013 Mais homenagens \u2013<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a homenagem em La Uni\u00f3n, uma missa foi realizada no monte que agora leva o nome da Chapecoense. Um altar foi levantado no local onde restou a fuselagem. Duas cruzes de madeira dominavam a vista de dezenas de pessoas que compareceram com a camisa do Nacional.<\/p>\n<p>Aos p\u00e9s da cruz, uma fam\u00edlia chorava. Os pais de Silsa Arias, co-pilota boliviana morta na trag\u00e9dia, viajaram da Bol\u00edvia para se despedirem de sua filha.<\/p>\n<p>\u201cViemos para dar um abra\u00e7o e dizer que vamos procurar continuar sem ela. Trouxemos um pouco de suas cinzas e jogamos (na montanha), uma imagens que certamente mostrarei a seus dois filhos quando come\u00e7arem a fazer perguntas\u201d, disse \u00e0 AFP Jorge, seu pai.<\/p>\n<p>Na montanha, Luis Albeiro Valencia, de 53 anos, levantou um monumento em seu terreno lembrando o acontecido em La Uni\u00f3n h\u00e1 um ano. No alto de uma vara est\u00e1 a r\u00e9plica em madeira do avi\u00e3o, ao lado de duas colunas de ladrilho. Uma delas est\u00e1 coroada com a roda do trem de aterrizagem e a outra com uma bola vazia.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos objetos, garante Valencia, foram conseguidos por sua ajuda nos trabalhos de resgate.<\/p>\n<p>\u201cIsto \u00e9 para lembrar, para que n\u00e3o nos esque\u00e7amos deles. Porque com o tempo todos se esquecer\u00e3o deste morro\u201d, disse \u00e0 AFP este agricultor.<\/p>\n<p>\u2013 Renascer \u2013<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o golpe h\u00e1 um ano, a Chapecoense precisou encarar dolorosa reconstru\u00e7\u00e3o marcada por altos e baixos. O time conseguiu se manter na elite do futebol brasileiro para o ano de 2018, objetivo principal da temporada, conquistou o campeonato catarinense e ainda pode beliscar uma vaga na Libertadores.<\/p>\n<p>Dos tr\u00eas jogadores que sobreviveram, apenas o lateral Alan Ruschel voltou a jogar com o time, ap\u00f3s recupera\u00e7\u00e3o quase milagrosa.<\/p>\n<p>Enquanto o goleiro Jackson Follmann perdeu a perna direita, o zagueiro Neto, \u00faltimo dos sobreviventes a ser resgatado, ainda est\u00e1 em recupera\u00e7\u00e3o. A volta aos gramados est\u00e1 prevista para o ano que vem.<\/p>\n<p>Os outros dois que se salvaram da morte, a comiss\u00e1ria Ximena Su\u00e1rez e o mec\u00e2nico Erwin Tumiri, retomam suas vidas pouco a pouco na Bol\u00edvia. A primeira atua como modelo e d\u00e1 palestras motivacionais. Quase todos voltaram a voar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>71 pessoas perderam a vida, entre elas 19 jogadores, 14 membros da comiss\u00e3o t\u00e9cnica e nove dirigentes do clube catarinense Com a luz do entardecer, um solit\u00e1rio buqu\u00ea de flores brancas ocupa o gramado da Arena Cond\u00e1, est\u00e1dio da Chapecoense que honra seu her\u00f3is mortes, um anos depois da trag\u00e9dia que estilha\u00e7ou a equipe. 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