{"id":36548,"date":"2017-11-27T15:15:44","date_gmt":"2017-11-27T17:15:44","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=36548"},"modified":"2017-11-28T14:07:07","modified_gmt":"2017-11-28T16:07:07","slug":"migrantes-e-refugiados-homens-e-mulheres-em-busca-de-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/migrantes-e-refugiados-homens-e-mulheres-em-busca-de-paz\/","title":{"rendered":"\u201cMigrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de Paz\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Os migrantes e refugiados voltam ao centro das reflex\u00f5es e inten\u00e7\u00f5es do papa Francisco. Na \u00faltima sexta-feira, 24, foi divulgada a Mensagem do pont\u00edfice para o 51\u00ba Dia Mundial da Paz, que ser\u00e1 celebrado no dia 1\u00b0 de janeiro de 2018, com o tema: \u201cMigrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de Paz\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA paz, que os anjos anunciam aos pastores na noite de Natal, \u00e9 uma aspira\u00e7\u00e3o profunda de todas as pessoas e de todos os povos, sobretudo de quantos padecem mais duramente pela sua falta\u201d, escreveu Francisco, que desejou recordar os mais de 250 milh\u00f5es de migrantes no mundo, dos quais 22 milh\u00f5es e meio s\u00e3o refugiados.<\/p>\n<p>Recordando Bento XVI, disse que s\u00e3o homens e mulheres, crian\u00e7as, jovens e idosos que procuram um lugar onde viver em paz. \u201cCom esp\u00edrito de miseric\u00f3rdia, abra\u00e7amos todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se veem constrangidos a deixar a pr\u00f3pria terra por causa de discrimina\u00e7\u00f5es, persegui\u00e7\u00f5es, pobreza e degrada\u00e7\u00e3o ambiental\u201d, escreveu Francisco.<\/p>\n<p>Francisco voltou a citar os quatro verbos necess\u00e1rios para a a\u00e7\u00e3o com migrantes e refugiados: \u201cOferecer a requerentes de asilo, refugiados, migrantes e v\u00edtimas de tr\u00e1fico humano uma possibilidade de encontrar aquela paz que andam \u00e0 procura, exige uma estrat\u00e9gia que combine quatro a\u00e7\u00f5es: acolher, proteger, promover e integrar\u201d.<\/p>\n<p>Confira o texto na \u00edntegra:<\/p>\n<p>MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO<br \/>\nPARA A CELEBRA\u00c7\u00c3O DO 51\u00ba DIA MUNDIAL DA PAZ<\/p>\n<p>1\u00b0 DE JANEIRO DE 2018<\/p>\n<p>Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz<\/p>\n<p>1. Votos de paz<\/p>\n<p>Paz a todas as pessoas e a todas as na\u00e7\u00f5es da terra! A paz, que os anjos anunciam aos pastores na noite de Natal,[1] \u00e9 uma aspira\u00e7\u00e3o profunda de todas as pessoas e de todos os povos, sobretudo de quantos padecem mais duramente pela sua falta. Dentre estes, que trago presente nos meus pensamentos e na minha ora\u00e7\u00e3o, quero recordar de novo os mais de 250 milh\u00f5es de migrantes no mundo, dos quais 22 milh\u00f5es e meio s\u00e3o refugiados. Estes \u00faltimos, como afirmou o meu amado predecessor Bento XVI, \u00abs\u00e3o homens e mulheres, crian\u00e7as, jovens e idosos que procuram um lugar onde viver em paz\u00bb.[2] E, para o encontrar, muitos deles est\u00e3o prontos a arriscar a vida numa viagem que se revela, em grande parte dos casos, longa e perigosa, a sujeitar-se a fadigas e sofrimentos, a enfrentar arames farpados e muros erguidos para os manter longe da meta.<\/p>\n<p>Com esp\u00edrito de miseric\u00f3rdia, abra\u00e7amos todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se veem constrangidos a deixar a pr\u00f3pria terra por causa de discrimina\u00e7\u00f5es, persegui\u00e7\u00f5es, pobreza e degrada\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>Estamos cientes de que n\u00e3o basta abrir os nossos cora\u00e7\u00f5es ao sofrimento dos outros. H\u00e1 muito que fazer antes de os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s poderem voltar a viver em paz numa casa segura. Acolher o outro requer um compromisso concreto, uma corrente de apoios e benefic\u00eancia, uma aten\u00e7\u00e3o vigilante e abrangente, a gest\u00e3o respons\u00e1vel de novas situa\u00e7\u00f5es complexas que \u00e0s vezes se v\u00eam juntar a outros problemas j\u00e1 existentes em grande n\u00famero, bem como recursos que s\u00e3o sempre limitados. Praticando a virtude da prud\u00eancia, os governantes saber\u00e3o acolher, promover, proteger e integrar, estabelecendo medidas pr\u00e1ticas, \u00abnos limites consentidos pelo bem da pr\u00f3pria comunidade retamente entendido, [para] lhes favorecer a integra\u00e7\u00e3o\u00bb[3]. Os governantes t\u00eam uma responsabilidade precisa para com as pr\u00f3prias comunidades, devendo assegurar os seus justos direitos e desenvolvimento harm\u00f3nico, para n\u00e3o serem como o construtor insensato que fez mal os c\u00e1lculos e n\u00e3o conseguiu completar a torre que come\u00e7ara a construir.[4]<\/p>\n<p>2. Porque h\u00e1 tantos refugiados e migrantes?<\/p>\n<p>Na mensagem para id\u00eantica ocorr\u00eancia no Grande Jubileu pelos 2000 anos do an\u00fancio de paz dos anjos em Bel\u00e9m, S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II incluiu o n\u00famero crescente de refugiados entre os efeitos de \u00abuma sequ\u00eancia infinda e horrenda de guerras, conflitos, genoc\u00eddios, \u201climpezas \u00e9tnicas\u201d\u00bb[5] que caraterizaram o s\u00e9culo XX. E at\u00e9 agora, infelizmente, o novo s\u00e9culo n\u00e3o registou uma verdadeira viragem: os conflitos armados e as outras formas de viol\u00eancia organizada continuam a provocar desloca\u00e7\u00f5es de popula\u00e7\u00f5es no interior das fronteiras nacionais e para al\u00e9m delas.<\/p>\n<p>Todavia as pessoas migram tamb\u00e9m por outras raz\u00f5es, sendo a primeira delas \u00abo desejo de uma vida melhor, unido muitas vezes ao intento de deixar para tr\u00e1s o \u201cdesespero\u201d de um futuro imposs\u00edvel de construir\u00bb.[6] As pessoas partem para se juntar \u00e0 pr\u00f3pria fam\u00edlia, para encontrar oportunidades de trabalho ou de instru\u00e7\u00e3o: quem n\u00e3o pode gozar destes direitos, n\u00e3o vive em paz. Al\u00e9m disso, como sublinhei na Enc\u00edclica Laudato si\u2019, \u00ab\u00e9 tr\u00e1gico o aumento de migrantes em fuga da mis\u00e9ria agravada pela degrada\u00e7\u00e3o ambiental\u00bb.[7]<\/p>\n<p>A maioria migra seguindo um percurso legal, mas h\u00e1 quem tome outros caminhos, sobretudo por causa do desespero, quando a p\u00e1tria n\u00e3o lhes oferece seguran\u00e7a nem oportunidades, e todas as vias legais parecem impratic\u00e1veis, bloqueadas ou demasiado lentas.<\/p>\n<p>Em muitos pa\u00edses de destino, generalizou-se largamente uma ret\u00f3rica que enfatiza os riscos para a seguran\u00e7a nacional ou o peso do acolhimento dos rec\u00e9m-chegados, desprezando assim a dignidade humana que se deve reconhecer a todos, enquanto filhos e filhas de Deus. Quem fomenta o medo contra os migrantes, talvez com fins pol\u00edticos, em vez de construir a paz, semeia viol\u00eancia, discrimina\u00e7\u00e3o racial e xenofobia, que s\u00e3o fonte de grande preocupa\u00e7\u00e3o para quantos t\u00eam a peito a tutela de todos os seres humanos.[8]<\/p>\n<p>Todos os elementos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da comunidade internacional indicam que as migra\u00e7\u00f5es globais continuar\u00e3o a marcar o nosso futuro. Alguns consideram-nas uma amea\u00e7a. Eu, pelo contr\u00e1rio, convido-vos a v\u00ea-las com um olhar repleto de confian\u00e7a, como oportunidade para construir um futuro de paz.<\/p>\n<p>3. Com olhar contemplativo<\/p>\n<p>A sabedoria da f\u00e9 nutre este olhar, capaz de intuir que todos pertencemos \u00aba uma s\u00f3 fam\u00edlia, migrantes e popula\u00e7\u00f5es locais que os recebem, e todos t\u00eam o mesmo direito de usufruir dos bens da terra, cujo destino \u00e9 universal, como ensina a doutrina social da Igreja. Aqui encontram fundamento a solidariedade e a partilha\u00bb.[9] Estas palavras prop\u00f5em-nos a imagem da nova Jerusal\u00e9m. O livro do profeta Isa\u00edas (cap. 60) e, em seguida, o Apocalipse (cap. 21) descrevem-na como uma cidade com as portas sempre abertas, para deixar entrar gente de todas as na\u00e7\u00f5es, que a admira e enche de riquezas. A paz \u00e9 o soberano que a guia, e a justi\u00e7a o princ\u00edpio que governa a conviv\u00eancia dentro dela.<\/p>\n<p>Precisamos de lan\u00e7ar, tamb\u00e9m sobre a cidade onde vivemos, este olhar contemplativo, \u00abisto \u00e9, um olhar de f\u00e9 que descubra Deus que habita nas suas casas, nas suas ruas, nas suas pra\u00e7as (\u2026), promovendo a solidariedade, a fraternidade, o desejo de bem, de verdade, de justi\u00e7a\u00bb,[10] por outras palavras, realizando a promessa da paz.<\/p>\n<p>Detendo-se sobre os migrantes e os refugiados, este olhar saber\u00e1 descobrir que eles n\u00e3o chegam de m\u00e3os vazias: trazem uma bagagem feita de coragem, capacidades, energias e aspira\u00e7\u00f5es, para al\u00e9m dos tesouros das suas culturas nativas, e deste modo enriquecem a vida das na\u00e7\u00f5es que os acolhem. Saber\u00e1 vislumbrar tamb\u00e9m a criatividade, a tenacidade e o esp\u00edrito de sacrif\u00edcio de in\u00fameras pessoas, fam\u00edlias e comunidades que, em todas as partes do mundo, abrem a porta e o cora\u00e7\u00e3o a migrantes e refugiados, inclusive onde n\u00e3o abundam os recursos.<\/p>\n<p>Este olhar contemplativo saber\u00e1, enfim, guiar o discernimento dos respons\u00e1veis governamentais, de modo a impelir as pol\u00edticas de acolhimento at\u00e9 ao m\u00e1ximo dos \u00ablimites consentidos pelo bem da pr\u00f3pria comunidade retamente entendido\u00bb,[11] isto \u00e9, tomando em considera\u00e7\u00e3o as exig\u00eancias de todos os membros da \u00fanica fam\u00edlia humana e o bem de cada um deles.<\/p>\n<p>Quem estiver animado por este olhar ser\u00e1 capaz de reconhecer os rebentos de paz que j\u00e1 est\u00e3o a despontar e cuidar\u00e1 do seu crescimento. Transformar\u00e1 assim em canteiros de paz as nossas cidades, frequentemente divididas e polarizadas por conflitos que se referem precisamente \u00e0 presen\u00e7a de migrantes e refugiados.<\/p>\n<p>4. Quatro pedras mili\u00e1rias para a a\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Oferecer a requerentes de asilo, refugiados, migrantes e v\u00edtimas de tr\u00e1fico humano uma possibilidade de encontrar aquela paz que andam \u00e0 procura, exige uma estrat\u00e9gia que combine quatro a\u00e7\u00f5es: acolher, proteger, promover e integrar.[12]<\/p>\n<p>\u00abAcolher\u00bb faz apelo \u00e0 exig\u00eancia de ampliar as possibilidades de entrada legal, de n\u00e3o repelir refugiados e migrantes para lugares onde os aguardam persegui\u00e7\u00f5es e viol\u00eancias, e de equilibrar a preocupa\u00e7\u00e3o pela seguran\u00e7a nacional com a tutela dos direitos humanos fundamentais. Recorda-nos a Sagrada Escritura: \u00abN\u00e3o vos esque\u00e7ais da hospitalidade, pois, gra\u00e7as a ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos\u00bb.[13]<\/p>\n<p>\u00abProteger\u00bb lembra o dever de reconhecer e tutelar a dignidade inviol\u00e1vel daqueles que fogem dum perigo real em busca de asilo e seguran\u00e7a, de impedir a sua explora\u00e7\u00e3o. Penso de modo particular nas mulheres e nas crian\u00e7as que se encontram em situa\u00e7\u00f5es onde est\u00e3o mais expostas aos riscos e aos abusos que chegam at\u00e9 ao ponto de as tornar escravas. Deus n\u00e3o discrimina: \u00abO Senhor protege os que vivem em terra estranha e ampara o \u00f3rf\u00e3o e a vi\u00fava\u00bb.[14]<\/p>\n<p>\u00abPromover\u00bb alude ao apoio para o desenvolvimento humano integral de migrantes e refugiados. Dentre os numerosos instrumentos que podem ajudar nesta tarefa, desejo sublinhar a import\u00e2ncia de assegurar \u00e0s crian\u00e7as e aos jovens o acesso a todos os n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o: deste modo poder\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 cultivar e fazer frutificar as suas capacidades, mas estar\u00e3o em melhores condi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m para ir ao encontro dos outros, cultivando um esp\u00edrito de di\u00e1logo e n\u00e3o de fechamento ou de conflito. A B\u00edblia ensina que Deus \u00abama o estrangeiro e d\u00e1-lhe p\u00e3o e vestu\u00e1rio\u00bb; da\u00ed a exorta\u00e7\u00e3o: \u00abAmar\u00e1s o estrangeiro, porque foste estrangeiro na terra do Egito\u00bb.[15]<\/p>\n<p>Por fim, \u00abintegrar\u00bb significa permitir que refugiados e migrantes participem plenamente na vida da sociedade que os acolhe, numa din\u00e2mica de m\u00fatuo enriquecimento e fecunda colabora\u00e7\u00e3o na promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento humano integral das comunidades locais. \u00abPortanto \u2013 como escreve S\u00e3o Paulo \u2013 j\u00e1 n\u00e3o sois estrangeiros nem imigrantes, mas sois concidad\u00e3os dos santos e membros da casa de Deus\u00bb.[16]<\/p>\n<p>5. Uma proposta para dois Pactos internacionais<\/p>\n<p>Almejo do fundo do cora\u00e7\u00e3o que seja este esp\u00edrito a animar o processo que, no decurso de 2018, levar\u00e1 \u00e0 defini\u00e7\u00e3o e aprova\u00e7\u00e3o por parte das Na\u00e7\u00f5es Unidas de dois pactos globais: um para migra\u00e7\u00f5es seguras, ordenadas e regulares, outro referido aos refugiados. Enquanto acordos partilhados a n\u00edvel global, estes pactos representar\u00e3o um quadro de refer\u00eancia para propostas pol\u00edticas e medidas pr\u00e1ticas. Por isso, \u00e9 importante que sejam inspirados por sentimentos de compaix\u00e3o, clarivid\u00eancia e coragem, de modo a aproveitar todas as ocasi\u00f5es para fazer avan\u00e7ar a constru\u00e7\u00e3o da paz: s\u00f3 assim o necess\u00e1rio realismo da pol\u00edtica internacional n\u00e3o se tornar\u00e1 uma capitula\u00e7\u00e3o ao cinismo e \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a.<\/p>\n<p>De facto, o di\u00e1logo e a coordena\u00e7\u00e3o constituem uma necessidade e um dever pr\u00f3prio da comunidade internacional. Mais al\u00e9m das fronteiras nacionais, \u00e9 poss\u00edvel tamb\u00e9m que pa\u00edses menos ricos possam acolher um n\u00famero maior de refugiados ou acolh\u00ea-los melhor, se a coopera\u00e7\u00e3o internacional lhes disponibilizar os fundos necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>A Sec\u00e7\u00e3o Migrantes e Refugiados do Dicast\u00e9rio para o Servi\u00e7o do Desenvolvimento Humano Integral sugeriu 20 pontos de a\u00e7\u00e3o[17] como pistas concretas para a implementa\u00e7\u00e3o dos supramencionados quatro verbos nas pol\u00edticas p\u00fablicas e tamb\u00e9m na conduta e a\u00e7\u00e3o das comunidades crist\u00e3s. Estas e outras contribui\u00e7\u00f5es pretendem expressar o interesse da Igreja Cat\u00f3lica pelo processo que levar\u00e1 \u00e0 ado\u00e7\u00e3o dos referidos pactos globais das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Um tal interesse confirma uma vez mais a solicitude pastoral que nasceu com a Igreja e tem continuado em muitas das suas obras at\u00e9 aos nossos dias.<\/p>\n<p>6. Em prol da nossa casa comum<\/p>\n<p>Inspiram-nos as palavras de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II: \u00abSe o \u201csonho\u201d de um mundo em paz \u00e9 partilhado por tantas pessoas, se se valoriza o contributo dos migrantes e dos refugiados, a humanidade pode tornar-se sempre mais fam\u00edlia de todos e a nossa terra uma real \u201ccasa comum\u201d\u00bb.[18] Ao longo da hist\u00f3ria, muitos acreditaram neste \u00absonho\u00bb e as suas realiza\u00e7\u00f5es testemunham que n\u00e3o se trata duma utopia irrealiz\u00e1vel.<\/p>\n<p>Entre eles conta-se Santa Francisca Xavier Cabrini, cujo centen\u00e1rio do nascimento para o C\u00e9u ocorre em 2017. Hoje, dia 13 de novembro, muitas comunidades eclesiais celebram a sua mem\u00f3ria. Esta pequena grande mulher, que consagrou a sua vida ao servi\u00e7o dos migrantes tornando-se depois a sua Padroeira celeste, ensinou-nos como podemos acolher, proteger, promover e integrar estes nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s. Pela sua intercess\u00e3o, que o Senhor nos conceda a todos fazer a experi\u00eancia de que \u00abo fruto da justi\u00e7a \u00e9 semeado em paz por aqueles que praticam a paz\u00bb.[19]<\/p>\n<p>Vaticano, 13 de novembro \u2013 Mem\u00f3ria de Santa Francisca Xavier Cabrini, Padroeira dos migrantes \u2013 de 2017.<\/p>\n<p>Franciscus<br \/>\n[1] Cf. Evangelho de Lucas 2, 14.<br \/>\n[2] Alocu\u00e7\u00e3o do Angelus (15\/I\/2012)<br \/>\n[3] Jo\u00e3o XXIII, Carta enc. Pacem in terris, 106.<br \/>\n[4] Cf. Evangelho de Lucas 14, 28-30.<br \/>\n[5] Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2000, 3.<br \/>\n[6] Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2013.<br \/>\n[7] N.\u00ba 25.<br \/>\n[8] Cf. Francisco, Discurso aos Diretores nacionais da Pastoral dos Migrantes, participantes no Encontro promovido pelo Conselho das Confer\u00eancias Episcopais da Europa (22\/IX\/2017).<br \/>\n[9] Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2011.<br \/>\n[10] Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 71<br \/>\n[11] Jo\u00e3o XXIII, Carta enc. Pacem in terris, 106<br \/>\n[12] Francisco, Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2018, (15\/VIII\/2017).<br \/>\n[13] Carta aos Hebreus 13, 2.<br \/>\n[14] Salmo 146, 9.<br \/>\n[15] Livro do Deuteron\u00f3mio 10, 18-19.<br \/>\n[16] Carta aos Ef\u00e9sios 2, 19.<br \/>\n[17] \u00ab20 Pontos de A\u00e7\u00e3o Pastoral\u00bb e \u00ab20 Pontos de A\u00e7\u00e3o para os Pactos Globais\u00bb (2017). Cf. tamb\u00e9m Documento ONU A\/72\/528.<br \/>\n[18] Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2004, 6.<br \/>\n[19] Carta de Tiago 3, 18.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: CNBB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os migrantes e refugiados voltam ao centro das reflex\u00f5es e inten\u00e7\u00f5es do papa Francisco. Na \u00faltima sexta-feira, 24, foi divulgada a Mensagem do pont\u00edfice para o 51\u00ba Dia Mundial da Paz, que ser\u00e1 celebrado no dia 1\u00b0 de janeiro de 2018, com o tema: \u201cMigrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de Paz\u201d. \u201cA [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36549,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-36548","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cnbb"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36548","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36548"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36548\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36550,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36548\/revisions\/36550"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36549"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36548"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36548"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36548"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}