{"id":36452,"date":"2017-11-01T00:00:47","date_gmt":"2017-11-01T02:00:47","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=36452"},"modified":"2017-11-28T10:44:31","modified_gmt":"2017-11-28T12:44:31","slug":"rezar-pelos-defuntos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/rezar-pelos-defuntos\/","title":{"rendered":"Rezar pelos defuntos!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">Todo dia 02 de novembro a M\u00e3e Igreja celebra a Solenidade de Todos os fi\u00e9is defuntos. \u00c9 nossa obriga\u00e7\u00e3o pia rezar por todos os que nos precedem, sendo chamados para o seu encontro com a Sant\u00edssima Trindade.<br \/>\n\u201cOs justos vivem para sempre, recebem do Senhor sua recompensa, cuida deles o Alt\u00edssimo. Receber\u00e3o a magn\u00edfica coroa real, e das m\u00e3os do Senhor, o diadema da beleza.\u201d (Sb 5, 15 e 16). Ensina o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica: \u201cOs que morrem na gra\u00e7a e na amizade de Deus, mas n\u00e3o est\u00e3o completamente purificados, embora tenham garantida a sua salva\u00e7\u00e3o eterna, passam, ap\u00f3s sua morte, por uma purifica\u00e7\u00e3o, afim de obterem a santidade necess\u00e1ria para entrarem na alegria do C\u00e9u.\u201d (n\u00ba 1030).<br \/>\nO Papa Francisco, na audi\u00eancia geral da quarta-feira, dia 18 de outubro de 2017, diz que: \u201cHoje eu gostaria de fazer uma rela\u00e7\u00e3o entre a esperan\u00e7a crist\u00e3 e a realidade da morte, uma realidade que a nossa civiliza\u00e7\u00e3o moderna tende cada vez mais a cancelar. Assim, quando chega a morte de algu\u00e9m que nos \u00e9 querido, ou a nossa pr\u00f3pria morte, nos encontramos despreparados\u201d, disse o Papa, iniciando a catequese. Francisco mencionou o trecho do Evangelho de Jo\u00e3o, quando a Marta, que chora pela morte de seu irm\u00e3o L\u00e1zaro, Jesus assegura: \u201cTeu irm\u00e3o ressuscitar\u00e1, pois quem cr\u00ea em Mim, mesmo que tenha morrido, viver\u00e1\u201d. \u201cEu n\u00e3o sou a morte; Eu sou a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida. Cr\u00eas nisto?\u201d \u2013 pergunta ele a Marta. O Papa lembrou que Jesus faz a mesma pergunta a cada um de n\u00f3s, sempre que a morte dilacera o tecido da vida e dos afetos. Com a morte, a nossa exist\u00eancia toca o \u00e1pice, tendo diante de n\u00f3s a vertente da f\u00e9 ou o precip\u00edcio do nada\u201d. O desafio que ent\u00e3o nos lan\u00e7a Jesus \u00e9 continuar a crer.<br \/>\nSobre a filha de Jairo, assim falou o Papa Francisco: \u201cAssim fez Ele com Jairo, a quem acabam de comunicar que a sua filha morreu, n\u00e3o h\u00e1 mais nada a fazer&#8230; de que serve incomodar o Mestre?! Jesus ouve e apressa-se a tranquilizar Jairo: \u201cN\u00e3o tenhas receio; cr\u00ea somente!\u201d. O Senhor sabe que aquele pai \u00e9 tentado a deixar-se cair na ang\u00fastia e no desespero, e recomenda-lhe que conserve acesa a chamazinha que arde no seu cora\u00e7\u00e3o: a f\u00e9. \u201cN\u00e3o tenhas medo! Continua a manter acesa a chama da f\u00e9!\u201d E valeu? Sim; Jesus, chegando na casa dele, ressuscita a menina e entrega-a viva aos pais. No caso de L\u00e1zaro, ressuscita-o quatro dias depois de ele ter morrido; j\u00e1 estava sepultado. E Jesus manda-o sair do t\u00famulo\u201d. Concluindo, o Papa afirmou que a esperan\u00e7a crist\u00e3 se apoia e se alimenta desta posi\u00e7\u00e3o que Jesus assume contra a morte. Por n\u00f3s, nada podemos; ficamos indefesos perante o mist\u00e9rio da morte. \u201cN\u00e3o tenhas receio \u2013 diz-nos Jesus \u2013; cr\u00ea somente!\u201d. A gra\u00e7a de que necessitamos naquele momento \u2013 uma gra\u00e7a imensa! \u2013 \u00e9 conservar acesa no cora\u00e7\u00e3o a chama da f\u00e9. Porque Jesus h\u00e1 de vir, tomar-nos-\u00e1 pela m\u00e3o, como fez com a filha de Jairo, e ordenar-nos-\u00e1: \u201cLevanta-te, ressuscita\u201d. (Cf http:\/\/br.radiovaticana.va\/news\/2017\/10\/18\/papa_diante_da_morte,_conservar_a_chama_da_f%C3%A9\/1343642, \u00faltimo acesso dia 20 de outubro de 2017)<br \/>\nNo Evangelho que narra a ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro \u2013 se l\u00ea a voz da f\u00e9 da boca de Marta, irm\u00e3 de L\u00e1zaro. Jesus que lhe diz: \u201cTeu irm\u00e3o ressuscitar\u00e1\u201d, e ela responde: \u201cEu sei que ele vai ressuscitar no \u00faltimo dia\u201d (Jo 11, 23-24). Ao que Jesus replica: \u201cEu sou a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida; quem cr\u00ea em mim, mesmo se morrer, viver\u00e1\u201d. \u00c9 esta a verdadeira novidade, que irrompe e supera todas as barreiras! Cristo abate o muro da morte, n\u2019Ele habita toda a plenitude de Deus, que \u00e9 vida, vida eterna. Por isso a morte n\u00e3o teve poder sobre Ele. E a ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro \u00e9 sinal do seu pleno dom\u00ednio sobre a morte f\u00edsica que diante de Deus \u00e9 como um sono&#8221; (cf. Jo 11, 11).<br \/>\nNuma sociedade l\u00edquida como a nossa, que busca o ef\u00eamero e o prazer, h\u00e1 outra morte, que custou a Cristo a luta mais dif\u00edcil, o pr\u00f3prio pre\u00e7o da cruz: a morte espiritual, o pecado, que amea\u00e7a arruinar a vida de cada homem. Para vencer esta morte Cristo morreu e a sua Ressurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o retorno \u00e0 vida precedente, mas a abertura de uma nova realidade, uma \u201cnova terra\u201d, finalmente unida novamente com o c\u00e9u de Deus.<br \/>\nSanto Agostinho disse algo que \u00e9 um grande consolo. Ele interpreta a passagem dos Salmos \u201cbusca seu rosto sempre\u201d dizendo: isto se aplica para toda a eternidade. Deus \u00e9 t\u00e3o grande que nunca terminamos nossa busca. Ele \u00e9 sempre novo. Com Deus h\u00e1 encontro perp\u00e9tuo, intermin\u00e1vel, com novas descobertas e nova alegria.<br \/>\nA Igreja, como M\u00e3e e Mestra, n\u00e3o promete aos homens e as mulheres, em nome da f\u00e9 crist\u00e3, uma vida de \u00eaxito assegurado nesta terra. N\u00e3o haver\u00e1, assim, uma utopia, pois a nossa vida terrena estar\u00e1 sempre marcada pela Cruz. Ao mesmo tempo, pela recep\u00e7\u00e3o do Batismo e da Eucaristia, o processo da ressurrei\u00e7\u00e3o j\u00e1 come\u00e7ou de algum modo (cf. Catecismo, 1000). Segundo S\u00e3o Tom\u00e1s, na ressurrei\u00e7\u00e3o, a alma informar\u00e1 o corpo t\u00e3o profundamente, que nele ficar\u00e3o refletidas as suas qualidades morais e espirituais. Neste sentido, a ressurrei\u00e7\u00e3o final, que ter\u00e1 lugar com a vinda de Jesus Cristo na gl\u00f3ria, tornar\u00e1 poss\u00edvel o ju\u00edzo definitivo de vivos e defuntos.<br \/>\nA ressurrei\u00e7\u00e3o final \u00e9 um dogma de f\u00e9 que exclui as teorias da reencarna\u00e7\u00e3o, segundo as quais a alma humana, depois da morte, emigra para outro corpo, repetidas vezes se for preciso, at\u00e9 ficar definitivamente purificada. A esse respeito, o Conc\u00edlio Vaticano II falou do \u201c\u00fanico curso da nossa vida\u201d, pois \u201cest\u00e1 estabelecido que os homens morram uma s\u00f3 vez\u201d (Heb 9,27);<br \/>\nPorque rezamos pelos defuntos? No 1\u00ba Livro dos Macabeus 12, 38-45, que assim conclui: \u201c\u00c9, pois, santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados.\u201d Este \u00e9 o motivo de nossas ora\u00e7\u00f5es pelos falecidos. Cremos que est\u00e3o vivos. Cremos que a f\u00e9 em Cristo os salvou. N\u00e3o esquecemos, por\u00e9m, que muitas fragilidades humanas talvez impe\u00e7am a sua imediata acolhida na vis\u00e3o beat\u00edfica. E por eles oferecemos preces e sacrif\u00edcios, especialmente no Dia de Finados, para que, quanto antes, lhes resplande\u00e7a a luz da bem-aventuran\u00e7a. Ao participarmos da Missa dos Fi\u00e9is Defuntos, nas Igrejas e nos cemit\u00e9rios, lembremos de lucrar as indulg\u00eancias plen\u00e1rias em favor dos fi\u00e9is defuntos. N\u00e3o vamos nos esquecer de levar velas e flores para os nossos defuntos. Velas acesas, no cemit\u00e9rio, e flores, embelezando as sepulturas, nos querem lembrar, por um lado, a alegria do c\u00e9u, e por outro lado, o carinho e a saudade sentidos pela pessoa falecida, al\u00e9m da pr\u00f3pria realidade passageira de nossa exist\u00eancia terrena.<br \/>\nQue as almas dos fi\u00e9is defuntos, pela miseric\u00f3rdia divina, descansem em paz, Am\u00e9m!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todo dia 02 de novembro a M\u00e3e Igreja celebra a Solenidade de Todos os fi\u00e9is defuntos. \u00c9 nossa obriga\u00e7\u00e3o pia rezar por todos os que nos precedem, sendo chamados para o seu encontro com a Sant\u00edssima Trindade. \u201cOs justos vivem para sempre, recebem do Senhor sua recompensa, cuida deles o Alt\u00edssimo. 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