{"id":36442,"date":"2017-10-29T00:00:40","date_gmt":"2017-10-29T02:00:40","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=36442"},"modified":"2017-11-28T10:09:07","modified_gmt":"2017-11-28T12:09:07","slug":"a-sabedoria-e-o-homem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-sabedoria-e-o-homem\/","title":{"rendered":"A sabedoria e o homem"},"content":{"rendered":"<p>\u201cCurta \u00e9 a nossa vida, e cheia de tristezas, para a morte n\u00e3o h\u00e1 nenhum rem\u00e9dio. N\u00e3o h\u00e1 not\u00edcia de ningu\u00e9m que tenha voltado da regi\u00e3o dos mortos\u201d (Sab 2,1). Esse \u00e9 o pensamento dos \u00edmpios e insensatos. Triste sina, que leva a muitos ao gozo e aos prazeres da vida sem freios ou regras de comportamento. Sem esperan\u00e7as, sem Deus.<br \/>\nDe Paulo Autran &#8211; ator brasileiro de renome, que faleceu em 12 de outubro de 2007 &#8211; um dia ouvimos: \u201cAcho que a morte \u00e9 que faz a vida ser t\u00e3o boa. J\u00e1 imaginou que horror viver eternamente? Para sempre? N\u00e3o poder morrer, n\u00e3o poder acabar? E \u00e9 por isso que viver \u00e9 t\u00e3o bom, \u00e9 t\u00e3o impressionante, \u00e9 t\u00e3o prazeroso\u201d. N\u00e3o conheci a f\u00e9 desse ator, mas essa n\u00e3o nos interessa agora. Sei de sua vida, de sua paix\u00e3o pela arte teatral, com princ\u00edpio, meio e fim. Esse \u00e9 o roteiro perfeito. Isso \u00e9 tudo, pois no palco da vida dever\u00edamos ansiar por um fim apote\u00f3tico, que mere\u00e7a ao menos os aplausos da plat\u00e9ia que nos acompanha. Isso \u00e9 o existir perfeito.<br \/>\n\u201cUm belo dia nascemos \u2013 diz a Sabedoria \u2013 e depois disso, seremos como jamais tiv\u00e9ssemos sido!\u201d (2,2).\u00a0 Aqui \u00e9 poss\u00edvel encontrar o sentido de nossas exist\u00eancias. Uma finalidade, um roteiro a seguir. Nisto reside nosso estar nessa vida. N\u00e3o um mero existir, uma presen\u00e7a est\u00e1tica, decorativa apenas, nesse cen\u00e1rio exuberante e em constante evolu\u00e7\u00e3o. Pap\u00e9is figurativos cabem \u00e0s coisas inertes, aos seres sem alma, que enfeitam nosso palco. Ao ser humano est\u00e1 reservado o papel principal, como personagem din\u00e2mico de uma hist\u00f3ria de amor. Apesar dos muitos que atuam como coadjuvantes; vil\u00f5es dessa hist\u00f3ria!<br \/>\n\u201cExtinta ela, nosso corpo se tornar\u00e1 p\u00f3\u201d (2,3). Essa verdade assusta. C\u00e9ticos quanto ao enredo que os envolvem, muitos acabam alimentando a pr\u00f3pria inutilidade, ao conclu\u00edrem \u201co nosso esp\u00edrito se dissipar\u00e1 como um vapor inconsistente! \u00c9 fuma\u00e7a a respira\u00e7\u00e3o de nossos narizes, e nosso pensamento, uma centelha\u201d. Ah, se fosse apenas isso! Qual raz\u00e3o os move, a ponto de reduzirem drasticamente o espet\u00e1culo da vida? Para esses, mais que com\u00e9dia, seu viver \u00e9 uma trag\u00e9dia. Tragicom\u00e9dia. \u201cCom o tempo nosso nome cair\u00e1 no esquecimento e ningu\u00e9m se lembrar\u00e1 de nossas obras\u201d (2,4). Uma verdade, enfim. Para os \u00edmpios est\u00e1 reservado o ostracismo, a ignor\u00e2ncia de seus feitos, a\u00e7\u00f5es ou omiss\u00f5es. Esse j\u00e1 \u00e9 um princ\u00edpio de condena\u00e7\u00e3o, pois nada h\u00e1 de mais triste que sermos lembrados somente pela inutilidade de nossa exist\u00eancia. Quando muito!<br \/>\n\u201cE nenhum rein\u00edcio \u00e9 poss\u00edvel uma vez chegado o fim\u201d (2,5). Essa \u00e9 a l\u00f3gica dos que assomam ao palco da vida com uma exist\u00eancia consciente, serena, feliz pelo privil\u00e9gio de uma atua\u00e7\u00e3o concreta. Ela deve almejar um final feliz. Que mere\u00e7a os aplausos dos anjos dos c\u00e9us \u2013 a plat\u00e9ia fiel e serena que nos assiste neste mundo.<br \/>\nOs insensatos s\u00e3o capazes de ironizar: \u201cVinde, portanto! Aproveitemo-nos das boas coisas que existem, vivamente gozemos das criaturas durante nossa juventude!\u201d (2,6). Invers\u00e3o de valores, dos pap\u00e9is pr\u00e9-estabelecidos pelo autor da vida. N\u00e3o \u00e9 esse o roteiro. N\u00e3o \u00e9 essa a sensatez que buscamos, tiroc\u00ednio sen\u00e3o l\u00f3gico, ao menos natural na ess\u00eancia da criatura humana. Bom-senso \u00e9 o que lhes falta. \u201cPorque de nada valer\u00e1 ao homem ganhar o mundo todo, se vier a perder a sua alma\u201d \u2013 disse Jesus. Eis a l\u00f3gica cruel e triste para os que pontificam suas exist\u00eancias \u00e0 luz dos anos que se findam, dos dias, das horas e minutos que lhes restam. \u201cAproveitemos ao m\u00e1ximo!\u201d \u2013 dizem. Levam para o t\u00famulo uma biografia manchada por contradi\u00e7\u00f5es.<br \/>\n\u201cMas as almas dos justos est\u00e3o na m\u00e3o de Deus, e nenhum tormento os tocar\u00e1\u201d (3,1). Divina promessa. Aquele \u00fanico vivente \u201cque voltou da regi\u00e3o dos mortos\u201d tamb\u00e9m intercedeu por n\u00f3s: \u201cPai, quero que, onde eu estou, estejam comigo aqueles que me deste, para que vejam a minha gl\u00f3ria\u201d (Jo 17,24). Que um dia nos encontremos l\u00e1, no resto do resto que nos resta, a Eternidade&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cCurta \u00e9 a nossa vida, e cheia de tristezas, para a morte n\u00e3o h\u00e1 nenhum rem\u00e9dio. N\u00e3o h\u00e1 not\u00edcia de ningu\u00e9m que tenha voltado da regi\u00e3o dos mortos\u201d (Sab 2,1). Esse \u00e9 o pensamento dos \u00edmpios e insensatos. 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