{"id":36438,"date":"2017-10-27T00:00:50","date_gmt":"2017-10-27T02:00:50","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=36438"},"modified":"2017-11-28T10:00:08","modified_gmt":"2017-11-28T12:00:08","slug":"amai-vos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/amai-vos\/","title":{"rendered":"Amai-vos"},"content":{"rendered":"<p>A liturgia deste XXX domingo do tempo comum nos apresenta a realidade do maior mandamento. \u00c9 a pergunta que est\u00e1 no Evangelho deste domingo: \u201cMestre, qual \u00e9 o maior mandamento da Lei?\u201d perguntam ao Senhor para tentar apanh\u00e1-lo em armadilha. Ou seja, qual o preceito que, sendo observado, resume a observ\u00e2ncia de toda Lei? Jesus responde prontamente: \u201cAmar\u00e1s o Senhor teu Deus de todo o teu cora\u00e7\u00e3o, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!\u201d Como bom judeu, o Senhor Jesus nada mais faz que retomar o preceito do Antigo Testamento: Amar a Deus! que \u00e9 tamb\u00e9m a ora\u00e7\u00e3o di\u00e1ria do povo de Israel. Am\u00e1-Lo dessa forma significa fazer d\u2019Ele o tudo da nossa exist\u00eancia, significa viver a vida aberta para Ele, buscando a Sua santa vontade. Am\u00e1-Lo \u00e9 n\u00e3o conceber a vida como algo que \u00e9 meu em sentido absoluto, mas um dom que recebi de Deus, que em diante de Deus devo viver e a Quem devo, um dia, devolver com frutos.<br \/>\nNa primeira leitura (Ex 22,20-26) os vers\u00edculos nos ensinam a proteger os pobres, especialmente os \u00f3rf\u00e3os e as vi\u00favas. Ensina tamb\u00e9m a n\u00e3o cobrar juros a algu\u00e9m do pr\u00f3prio povo de Israel e a n\u00e3o guardar o agasalho do pobre como penhor durante a noite, pois ele precisa dele para se proteger contra o frio. \u00c9 o chamado \u201cc\u00f3digo da alian\u00e7a\u201d. Para um tempo de rejei\u00e7\u00e3o dos estrangeiros, esse texto questiona a situa\u00e7\u00e3o de muitas regi\u00f5es e povos.<br \/>\nA segunda leitura (1Ts 1, 5c-10) nos mostra que devemos ser imitadores do Senhor. Paulo elogia a comunidade de Tessal\u00f4nica pelo comportamento que se difunde como exemplo em Jesus Cristo.<br \/>\nNo Evangelho (Mt 22, 34-40) Jesus \u00e9 interpelado pelos fariseus. Eles querem saber qual \u00e9 o maior dos mandamentos. Jesus responde, buscando fundamenta\u00e7\u00e3o em duas passagens da B\u00edblia: \u201cAmar\u00e1s o Senhor teu Deus com todas\u2026\u201d (Dt 6,5). E, \u201camar\u00e1s o teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo\u201d (Lv 19,18). Seguindo ainda a tradi\u00e7\u00e3o judaica do Antigo Testamento, ele liga, condiciona o amor a Deus ao amor aos outros, aos pr\u00f3ximos, \u00e0queles que a provid\u00eancia divina coloca no nosso caminho: \u201cAmar\u00e1s ao teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo\u201d. Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos\u201d. Eis, portanto: a medida da verdade do amor a Deus \u00e9 o amor, a dedica\u00e7\u00e3o para com os outros; e n\u00e3o os outros teoricamente, mas os pr\u00f3ximos: \u201cAmar\u00e1s o teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo!\u201d Estes preceitos j\u00e1 valiam para um bom judeu. Jesus est\u00e1 respondendo a um fariseu, um escriba judeu. Basta recordar como a primeira leitura de hoje, tirada da Torah, da Lei de Mois\u00e9s, j\u00e1 ligava os dois amores, a Deus e ao pr\u00f3ximo.<br \/>\nJesus coloca o Amor de Deus e ao pr\u00f3ximo como o centro essencial da Lei. Esses dois mandamentos s\u00e3o a express\u00e3o maior da vontade de Deus. \u00c9 o resumo de toda a B\u00edblia. Podemos dizer que Jesus convida \u00e0 alegria, porque \u00e9 um apelo ao amor. O mandamento do amor \u00e9 ao mesmo tempo o da alegria, pois esta virtude ensina S\u00e3o Tom\u00e1s: \u201cn\u00e3o \u00e9 diferente da caridade, mas um certo ato e efeito seu\u201d. Por isso, um dos elementos mais claros para medirmos o grau da nossa uni\u00e3o com Deus \u00e9 verificarmos o n\u00edvel de alegria e bom humor que pomos no cumprimento do dever, no trato com os outros, \u00e0 hora de enfrentarmos a dor e as contrariedades.<br \/>\n\u201cAmar\u00e1s o Senhor teu Deus de todo o teu cora\u00e7\u00e3o\u201d (Mt 22,37). Mas, como amar? O Catecismo nos diz que a maneira concreta de amar a Deus \u00e9 viver as virtudes teologais: f\u00e9, esperan\u00e7a e caridade (cfr. Cat. 2086). Quando a gra\u00e7a de Deus atingiu a nossa vida, n\u00f3s, sendo o que somos, passamos a ser o que n\u00e3o \u00e9ramos: filhos no Filho. Todo o nosso ser foi elevado \u00e0 vida sobrenatural: n\u00f3s passamos a ser templos de Deus, moradas do Alt\u00edssimo.<br \/>\nO nosso amor a Deus revela-se nos pequenos acontecimentos de cada dia: amamos a Deus e aos irm\u00e3os atrav\u00e9s do trabalho bem feito, da vida familiar, das rela\u00e7\u00f5es sociais, do descanso. Tudo pode converter-se em obras de amor. O amor a Deus deve ser supremo e absoluto. O amor a Deus manifesta-se necessariamente no amor aos outros. O sinal externo da nossa uni\u00e3o com Deus \u00e9 o modo como vivemos a caridade com os que est\u00e3o ao nosso lado. Nisto conhecer\u00e3o todos que sois meus disc\u00edpulos. Jesus nos far\u00e1 dar passos a mais nesse sentido ao dizer que devemos \u201camar como Ele nos amou\u201d, ou seja, dando a vida uns pelos outros.<br \/>\nPe\u00e7amos a Virgem Maria nos ensine a corresponder o amor do seu Filho e assim possamos tamb\u00e9m amar o nosso pr\u00f3ximo. Saibamos amar os nossos irm\u00e3os com obras e n\u00e3o apenas com palavras como bem vai nos lembrar o I Dia Mundial dos Pobres que celebraremos no pr\u00f3ximo XXXIII domingo do ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A liturgia deste XXX domingo do tempo comum nos apresenta a realidade do maior mandamento. \u00c9 a pergunta que est\u00e1 no Evangelho deste domingo: \u201cMestre, qual \u00e9 o maior mandamento da Lei?\u201d perguntam ao Senhor para tentar apanh\u00e1-lo em armadilha. Ou seja, qual o preceito que, sendo observado, resume a observ\u00e2ncia de toda Lei? 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