{"id":36413,"date":"2017-10-14T00:00:29","date_gmt":"2017-10-14T03:00:29","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=36413"},"modified":"2017-11-28T09:08:44","modified_gmt":"2017-11-28T11:08:44","slug":"convidados-ao-banquete","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/convidados-ao-banquete\/","title":{"rendered":"Convidados ao banquete"},"content":{"rendered":"<p>Celebramos neste final de semana o XXVIII domingo do tempo comum. Domingo passado a liturgia falava-nos da vinha; a liturgia deste domingo fala-nos de banquete! Na Sagrada Escritura, muitas vezes o Reino de Deus \u00e9 comparado a um banquete! Na cultura oriental, o banquete \u00e9 sinal de b\u00ean\u00e7\u00e3o, pois \u00e9 lugar da conviv\u00eancia que d\u00e1 gosto de existir, da fartura que garante a vida e do vinho que alegra o cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 por isso que Jesus hoje nos diz que \u201co Reino dos C\u00e9us \u00e9 como a hist\u00f3ria do rei que preparou a festa de casamento do seu filho\u201d. Deus faz esse convite desde a cria\u00e7\u00e3o do homem: pouco a pouco, ele foi preparando as n\u00fapcias do Cordeiro, Jesus nosso Senhor, com a humanidade!<br \/>\nNa primeira leitura (Is 25, 6-10\u00aa) Deus nos fala: \u201cO Senhor dar\u00e1 neste monte, para todos os povos, um banquete de ricas iguarias, regado com vinho puro, servido de pratos deliciosos e dos mais finos vinhos. Ele remover\u00e1, neste monte, a ponta da cadeia que ligava todos os povos. O Senhor Deus dominar\u00e1 para sempre a morte e enxugar\u00e1 as l\u00e1grimas de todas as faces\u201d. \u00c9 um banquete suntuoso que revela a grandiosidade e a generosidade de quem o oferece. Numa terra cercada por desertos, \u00e9 de admirar um banquete de carnes gordas regado com vinhos finos. Trata-se n\u00e3o somente de uma ocasi\u00e3o de grande alegria, mas tamb\u00e9m de uma manifesta\u00e7\u00e3o de abund\u00e2ncia e de muita fartura.<br \/>\nA segunda leitura (Fl 4, 12-14. 19-20) S\u00e3o Paulo nos mostra a realidade onde ele sabe viver na mis\u00e9ria e na abund\u00e2ncia. Ele fica muito grato pela comunidade de filipenses que em meio a sua dificuldade na pris\u00e3o estende a m\u00e3o para ajud\u00e1-lo em suas necessidades materiais. S\u00e3o Paulo sabe que tudo pertence a Deus e que Deus \u00e9 rico em bondade e miseric\u00f3rdia: \u201cO meu Deus prover\u00e1 esplendidamente com sua riqueza a todas as vossas necessidades, em Cristo Jesus\u201d (Fl 4, 19).<br \/>\nO Evangelho (Mt 22, 1-10) nos conta a maneira como Jesus v\u00ea a realiza\u00e7\u00e3o do banquete. O rei organiza um banquete para o casamento de seu Filho. Jesus alude aqui uma das mais conhecidas figuras para representar o tempo do Messias o povo reunir\u00e1 a Deus ou a seu Enviado, o Messias, numa nova alian\u00e7a: \u201cas n\u00fapcias messi\u00e2nicas\u201d.<br \/>\nOs primeiros convidados se recusam a participar. Inventam mil coisas: \u201cforam-se um para seu campo, outro para seu neg\u00f3cio, e outros ainda agarraram os servos (que vieram convid\u00e1-los) e os maltrataram e mataram\u201d (Mt 22,5). N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil reconhecer nesta frase aquilo que aconteceu aos profetas, a Jesus e aos seus seguidores que ele mesmo enviou \u00e0 \u201ccasa de Israel\u201d (Mt 10,6). Diante da recusa dos primeiros convidados, por\u00e9m, aquele que oferece o banquete manda convidar a qualquer um que se encontre pelas ruas e pelas pra\u00e7as. A recusa dos primeiros convidados n\u00e3o o compromete o plano de Deus. A alian\u00e7a messi\u00e2nica pode ser celebrada por todos aqueles que de boa vontade aceitam o convite de Deus. Os primeiros convidados eram os do povo de Israel; diante de sua recusa, todas as na\u00e7\u00f5es s\u00e3o convidadas.<br \/>\nA hist\u00f3ria n\u00e3o termina aqui. Tamb\u00e9m os novos convidados devem corresponder a determinados crit\u00e9rios. Devem usas traje conveniente que, em geral, era fornecido (Mt 22,11-13). Podemos achar isso um pouco estranho. Os servos do rei foram pelas estradas e campos convidar a todos que encontrassem, \u201cbons e maus\u201d (Mt 22, 10), e quando estes aceitam, s\u00e3o de repente, jogados fora por n\u00e3o terem o traje correspondente! De fato, at\u00e9 os maus podem, ser convidados, mas devem preparar-se para participar colocando a veste fornecida gratuitamente. A prega\u00e7\u00e3o da Boa Nova (Evangelho) come\u00e7ou com as palavras: \u201cConvertei-vos\u201d, isto \u00e9, mudai de vida (Mt 4,17). \u201cTrajai uma veste nova, uma vida nova\u201d.<br \/>\nO pr\u00e9-requisito para participar do Reino de Deus, na hora em que ele \u00e9 celebrado em sua plenitude, n\u00e3o \u00e9 mais a perten\u00e7a \u00e0 uma etnia, como na alian\u00e7a feita por interm\u00e9dio de Mois\u00e9s (Ex 19). O novo pr\u00e9-requisito \u00e9 a convers\u00e3o pessoal. Sem esta, fica imposs\u00edvel participar da manifesta\u00e7\u00e3o de Deus no mundo, simbolicamente representada pela imagem do banquete.<br \/>\nA ades\u00e3o a Cristo requer uma resposta radical, que envolva a totalidade da vida. \u201cMuitos s\u00e3o chamados, e poucos s\u00e3o escolhidos\u201d: isso significa que o n\u00famero dos que entraram na alian\u00e7a \u00e9 inferior ao dos chamados, por causa da superficialidade da resposta ao convite de Deus.\u00a0 Contudo, busquemos sempre responder o chamado que Deus nos faz. O primeiro grande chamado \u00e9 a viv\u00eancia do nosso Batismo. A cada dia o Senhor nos chama a sermos testemunhas de seu Reino neste mundo que tanto necessita de seu amor e de sua miseric\u00f3rdia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Celebramos neste final de semana o XXVIII domingo do tempo comum. Domingo passado a liturgia falava-nos da vinha; a liturgia deste domingo fala-nos de banquete! 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