{"id":36365,"date":"2017-09-27T00:00:34","date_gmt":"2017-09-27T03:00:34","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=36365"},"modified":"2017-11-27T16:26:20","modified_gmt":"2017-11-27T18:26:20","slug":"sim-senhor-eu-irei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sim-senhor-eu-irei\/","title":{"rendered":"Sim, Senhor, eu irei!"},"content":{"rendered":"<p>Ao iniciar o m\u00eas mission\u00e1rio celebramos o XXVI domingo do tempo comum. O Evangelho (Mt 21,28-32) inicia com uma pergunta dirigida por Jesus aos seus amigos \u201cQue vos parece?\u201d; para obter deles uma resposta que os ilumine no seu pr\u00f3prio comportamento.<br \/>\nA primeira leitura (Ez 18, 25-28) est\u00e1 no contexto do Ex\u00edlio da Babil\u00f4nia. Entre o povo havia a ideia de que o pecado marcava para sempre a vida e a descend\u00eancia de quem pecava. O profeta Ezequiel convida os Israelitas a comprometerem-se de forma s\u00e9ria com Deus, sem rodeios, sem desculpas e mostra que a salva\u00e7\u00e3o de uma pessoa n\u00e3o depende de seus antepassados e parentes. O que importa \u00e9 a disposi\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o no momento presente. Deus nos julga conforme o que somos hoje. Nunca \u00e9 tarde para nos arrependermos, porque Deus quer a vida para todos.<br \/>\nO Salmo 24(25) \u00e9 uma s\u00faplica de uma pessoa com bastante idade, pede duas coisas: perd\u00e3o dos seus desvios na juventude e a liberta\u00e7\u00e3o das m\u00e3os dos inimigos. Recorda a Alian\u00e7a com v\u00e1rias palavras: caminho, direito, amor e verdade, alian\u00e7a, preceitos. O salmista tem muita confian\u00e7a em pedir e certeza de ser atendido, porque o Senhor \u00e9 piedade, miseric\u00f3rdia e bondade.<br \/>\nA segunda leitura (Fl 2, 1-11) nos apresenta uma das p\u00e9rolas do Novo Testamento, o Cap\u00edtulo 2 da Carta de Paulo aos Filipenses. O Ap\u00f3stolo Paulo escreveu esta carta enquanto estava no cativeiro, possivelmente em \u00c9feso (onde enfrentou pris\u00e3o e persegui\u00e7\u00e3o, conforme 2 Cor 1,8-10; 11,22-33) ou num outro momento de cativeiro que ele conheceu. Os motivos que deram origem \u00e0 carta s\u00e3o de natureza diversa. Se j\u00e1 existe alguma consola\u00e7\u00e3o na vida em Cristo, diz S\u00e3o Paulo (Fl 2,1), ele espera que os crist\u00e3os de Filipos completem essa sua alegria (2,2), pelo fato de viverem em uni\u00e3o e conc\u00f3rdia, em amor fraterno, sem fingimento nem c\u00e1lculo, considerando os outros mais importantes que a pr\u00f3pria pessoa (2,4). Que eles tenham os sentimentos e pensamentos que correspondam \u00e0 vida em Cristo (2,5). E para ilustrar isso, ele cita um hino dedicado a Jesus Cristo (2,6-11), o mais antigo que conhecemos.<br \/>\nCristo, diz S\u00e3o Paulo, n\u00e3o precisou roubar a igualdade a Deus, como Ad\u00e3o e Eva, que queriam ser iguais a Deus. Ele era igual a Deus, pelo fato de participar da condi\u00e7\u00e3o divina. Mas n\u00e3o quis se apegar \u00e0 exist\u00eancia divina e assumiu a vida humana, tornando-se um escravo (2,6-7). Quem conhece a B\u00edblia lembra-se do \u201cServo sofredor de Deus\u201d descrito sobretudo por Isa\u00edas (Is 52, 13-53,12). E, escravo assim, foi \u201cobediente\u201d at\u00e9 a morte, e morte de cruz. Tende entre v\u00f3s o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus. \u201cEle que era de condi\u00e7\u00e3o divina esvaziou-se a Si mesmo, assumindo a condi\u00e7\u00e3o de escravo, tornando-se igual aos homens\u201d (Fl.2,5-7). Se o Filho de Deus Se humilhou ao ponto de carregar sobre Si os pecados dos homens, ser\u00e1 pedir muito que estes sejam humildes no reconhecimento do seu orgulho e dos seus pecados?<br \/>\nO Evangelho (Mt 21, 28-32) o Evangelho nos faz refletir sobre os dois filhos que s\u00e3o enviados pelo pai a trabalhar na vinha; o primeiro responde \u201csim\u201d, mas n\u00e3o vai; o segundo diz \u201cn\u00e3o\u201d mas depois arrepende\u2013se e vai. \u201cQual dos dois fez a vontade do pai? Os sumos sacerdotes e anci\u00e3os do povo responderam: \u201cO primeiro\u201d (Mt 21,29-31). \u00c9 a sua condena\u00e7\u00e3o que Jesus proclama a seguir bem claramente: \u201cos cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus\u201d. Mas, por que raz\u00e3o? Porque os que se op\u00f5em ao Senhor \u2013 membros do povo escolhido e, al\u00e9m disso, sumos sacerdotes e anci\u00e3os do povo \u2013 foram os primeiros a ser chamados \u00e0 salva\u00e7\u00e3o, mas deram uma resposta\u00a0\u00a0 negativa, pois foi deles que Jesus afirmou: \u201cdizem, mas n\u00e3o fazem\u201d (Mt 23,3).<br \/>\nO primeiro dos filhos que aparecem do Evangelho de hoje teve essa oportunidade: voltar atr\u00e1s. Ele tinha dito ao seu pai que n\u00e3o queria ir trabalhar na vinha. Falou a verdade. \u201cMas, em seguida, tocado de arrependimento, foi\u201d (Mt 21,29). O nosso jovem, n\u00e3o obstante, procurou reparar aquela situa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da sua boa a\u00e7\u00e3o: foi trabalhar na vinha!<br \/>\nContudo, hoje o Senhor nos envia a trabalhar na sua vinha. Somos o filho que diz Sim ou o que diz N\u00e3o? Somos o primeiro ou o segundo? Seria melhor que f\u00f4ssemos como o terceiro filho, do qual a par\u00e1bola n\u00e3o fala: aquele que diz sim e vai mesmo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao iniciar o m\u00eas mission\u00e1rio celebramos o XXVI domingo do tempo comum. O Evangelho (Mt 21,28-32) inicia com uma pergunta dirigida por Jesus aos seus amigos \u201cQue vos parece?\u201d; para obter deles uma resposta que os ilumine no seu pr\u00f3prio comportamento. A primeira leitura (Ez 18, 25-28) est\u00e1 no contexto do Ex\u00edlio da Babil\u00f4nia. 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