{"id":36335,"date":"2017-09-11T15:31:17","date_gmt":"2017-09-11T18:31:17","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=36335"},"modified":"2017-11-27T16:08:59","modified_gmt":"2017-11-27T18:08:59","slug":"perdoar-sempre-aos-irmaos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/perdoar-sempre-aos-irmaos\/","title":{"rendered":"Perdoar sempre aos irm\u00e3os"},"content":{"rendered":"<p>O ap\u00f3stolo Pedro indagou a Jesus quantas vezes devemos. perdoar\u00a0 aos ofensores, inclusive perguntando se eram sete vezes. Magn\u00edfica a resposta do Mestre divino: \u201cN\u00e3o te dito at\u00e9 sete vezes, mas at\u00e9 setenta vezes sete\u201d (Mt 2, 18-35). \u00c9 que a bondade n\u00e3o tem limites.\u00a0 Jesus ensina ent\u00e3o que se deve perdoar sempre, sem delimitar a miseric\u00f3rdia para com os ofensores.\u00a0 Ilustra o seu ensinamento com uma par\u00e1bola, mostrando claramente o que Ele acabava de dizer, inculcando inclusive a consequ\u00eancia da aus\u00eancia do indulto cordial, ou seja, quem n\u00e3o perdoa o pr\u00f3ximo n\u00e3o ser\u00e1 perdoado pelo Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us. Grandes s\u00e3o as faltas pelas quais devemos pedir a clem\u00eancia divina e, assim sendo, n\u00e3o pode haver morosidade, d\u00favida alguma quanto a import\u00e2ncia de absolver qualquer inj\u00faria recebida do pr\u00f3ximo. Se Deus na sua compaix\u00e3o infinita perdoa as faltas de cada um, por que n\u00e3o relevar os ultrajes bem menores daqueles com os quais se convive. O servo da Par\u00e1bola devia a seu senhor mil talentos e foi perdoado, mas depois a algu\u00e9m que lhe devia apenas cem dinheiros tratou com rispidez e at\u00e9 mandou que fosse encarcerado. Deus \u00e9 o senhor que \u00e9 bom, mas que exige a mesma ternura de uns para com os outros, evitando toda e qualquer crueldade e irrita\u00e7\u00e3o. Se todo aquele que \u00e9 ofendido, pensasse nas muitas vezes em que Deus o perdoou e, na verdade, inj\u00farias bem maiores, absolveria logo qualquer ofensor. Lan\u00e7aria imediatamente para longe o mais leve sentimento de vingan\u00e7a, envolvendo na complac\u00eancia seja qual for. \u00c9 sabedoria tirar da ofensa recebida frutos para a vida eterna, rezando inclusive pelos\u00a0 que nos ofendem, pois desta atitude resultar\u00e3o in\u00fameras gra\u00e7as divinas para n\u00f3s mesmos. A\u00a0 brandura, a caridade fortificam o crist\u00e3o e o faz merecedor da clem\u00eancia de Deus. Extirpar a c\u00f3lera do fundo do cora\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos maiores bens que o seguidor de Cristo pode ostentar. O perd\u00e3o cordial bane a tristeza e v\u00e3s inquietudes. Deus coroa sempre a paci\u00eancia para o pr\u00f3ximo. Tanto mais algum inimigo persegue o verdadeiro crist\u00e3o, mais este sabe pagar o mal com o bem. Cumpre imitar em tudo Santo Estev\u00e3o que, apedrejado,\u00a0 rogava a Deus pelos seus carrascos. O perd\u00e3o \u00e9 o caminho luminoso do amor. N\u00e3o \u00e9 um ato f\u00e1cil, mas \u00e9 poss\u00edvel para os humildes de cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma vereda de vida, fundamental, vital para o crist\u00e3o. Isto mostra que s\u00f3 o perd\u00e3o permite curar em profundidade uma rela\u00e7\u00e3o ferida, sobretudo se isto acontece com o pr\u00f3ximo mais pr\u00f3ximo que \u00e9 aquele com o qual se convive sob o mesmo teto. Diante de uma ofensa, de uma agress\u00e3o, de um ataque o primeiro movimento meramente humano \u00e9 cair na defensiva e revidar. Isto ao inv\u00e9s de resolver o problema o agrava, pois o contra-ataque nada\u00a0 resolve. A falta de perd\u00e3o lan\u00e7a numa espiral de erros, numa escalada de contradi\u00e7\u00f5es. O perd\u00e3o ensinado por Jesus \u00e9 um ato de liberta\u00e7\u00e3o interior, n\u00e3o \u00e9 uma fraqueza, uma tolice. Ao contr\u00e1rio, \u00e9 uma prova de que algu\u00e9m n\u00e3o se deixa dominar pela maldade que seu advers\u00e1rio lhe proporciona e desfaz o c\u00edrculo mal\u00e9volo da viol\u00eancia, da incompreens\u00e3o. O perd\u00e3o \u00e9 sempre um ato criador de harmonia. Ele permite recrear a rela\u00e7\u00e3o que foi destru\u00edda. \u00c9 um veemente apelo para que o mal n\u00e3o tenha nunca a \u00faltima palavra, mas d\u00ea lugar a um ato de dile\u00e7\u00e3o. Amar apesar de tudo, acima de tudo, n\u00e3o obstante tudo, apesar da atitude mal\u00e9vola do pr\u00f3ximo. Isto \u00e9 poss\u00edvel quando se considera constantemente a que ponto Deus ama a cada um de n\u00f3s com uma\u00a0 ternura de Pai, de Amigo, e ama apesar dos pecados cometidos contra Ele. \u00c9 preciso sempre se imergir na imensidade de Sua miseric\u00f3rdia para difundir clem\u00eancia em todas as circunst\u00e2ncias por mais penosas que sejam. Eis a\u00ed a chave do perd\u00e3o. Quem age como filho e filha de Deus, andando sob o Seu amor, \u00e9 poss\u00edvel perdoar. Quem experimenta o quanto \u00e9 amado pelo Pai do c\u00e9u, tem a for\u00e7a insuper\u00e1vel de anistiar as ofensas alheias. Como \u00e9 bom imitar Jesus que insultado, vilipendiado no alto de uma Cruz indultava seus ferozes inimigos: \u201cPai perdoa-lhes eles n\u00e3o sabem o que fazem\u201d. \u00c9 sempre necess\u00e1rio analisar a raz\u00e3o \u00faltima das atitudes agressivas do pr\u00f3ximo, pois isto facilita relevar-lhe o insulto, a perversidade. Nunca se medita demais nas palavras do Pai Nosso: \u201cPerdoai nossas ofensas como n\u00f3s perdoamos a quem nos ofendeu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ap\u00f3stolo Pedro indagou a Jesus quantas vezes devemos. perdoar\u00a0 aos ofensores, inclusive perguntando se eram sete vezes. 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