{"id":36279,"date":"2017-08-21T10:08:10","date_gmt":"2017-08-21T13:08:10","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=36279"},"modified":"2017-11-27T15:29:55","modified_gmt":"2017-11-27T17:29:55","slug":"o-filho-de-deus-vivo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-filho-de-deus-vivo-2\/","title":{"rendered":"O filho de Deus vivo"},"content":{"rendered":"<p>O ato de f\u00e9 de S\u00e3o Pedro foi uma resposta \u00e0 interroga\u00e7\u00e3o de Jesus: \u201cQuem sou eu\u201d? (Mt 16,13-20). Com uma firmeza impressionante o Ap\u00f3stolo responde: \u201cTu \u00e9s o Messias, o Filho do Deus vivo\u201d. Nem Herodes, nem Caif\u00e1s, nem os doutores da Lei reconheceriam assim a Cristo. Entretanto, a magn\u00edfica profiss\u00e3o de f\u00e9 de Sim\u00e3o Pedro n\u00e3o foi um m\u00e9rito pessoal, uma dedu\u00e7\u00e3o dele mesmo, mas lhe foi dada inspirada por Deus. Jesus mesmo lhe declarou que esta revela\u00e7\u00e3o n\u00e3o lhe veio nem da carne nem do sangue, mas do Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us. A f\u00e9 \u00e9 um dom divino, uma virtude sobrenatural infundida pelo pr\u00f3prio Senhor Onipotente. Para afirmar e confirmar esta f\u00e9 o batizado tem necessidade da gra\u00e7a divina, dos socorros interiores do Divino Esp\u00edrito Santo. Este toca o cora\u00e7\u00e3o e o inclina para Deus. Eis porque Pedro se apoiava somente no seu Mestre Onipotente. Era uma f\u00e9 pessoal. Na verdade, por\u00e9m, Cristo se dirige ao grupo dos disc\u00edpulos, mas tamb\u00e9m a cada um em particular e lhes pergunta: \u201cPara v\u00f3s quem sou eu\u201d? A resposta deveria ser pessoal. Pedro, de fato, n\u00e3o responde em nome de todos, mas em seu nome. Ele acreditava no que dizia pela gra\u00e7a, pela luz que lhe foram dadas. A f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 nunca imposta. Est\u00e1 escrito no Apocalipse: \u201cEis que estou \u00e0 porta e bato. Se algu\u00e9m escuta minha voz e abre a porta, eu entrarei, eu tomarei minha refei\u00e7\u00e3o com ele e ele comigo\u201d (Ap3, 20). Cada dia Cristo demanda a cada um de seus seguidores: \u201cQuem sou eu\u201d. Espera uma resposta sincera como aquela que Pedro lhe deu: &#8220;Tu \u00e9s o Messias, o filho do Deus vivo\u201d. \u00c9 bom ent\u00e3o que cada um de n\u00f3s tome um tempo pessoal, de sil\u00eancio, para escutar esta indaga\u00e7\u00e3o de Jesus: \u201cQuem sou eu para voc\u00ea\u201d? A resposta n\u00e3o deve ser s\u00f3 intelectual, uma f\u00f3rmula memorizada do catecismo, mas retorno vindo do fundo do cora\u00e7\u00e3o, da viv\u00eancia completa dos ensinamentos deste Mestre divino, do relacionamento profundo, particular, privilegiado com Ele. Isto deve se dar, sobretudo, no momento venturoso momento da Comunh\u00e3o, quando \u00e9 preciso verificar se Ele tem sido, de fato, o caminho, a verdade e vida de cada um. \u00c9 de se notar ainda que Pedro n\u00e3o apenas proclamou Jesus como Messias, mas tamb\u00e9m como o Filho do Deus vivo. Deste modo, o Ap\u00f3stolo n\u00e3o somente designa a miss\u00e3o de Jesus, sua a\u00e7\u00e3o a ser realizada nesta terra, mas confessa na realidade o que Ele \u00e9, ou seja, o Verbo Eterno de Deus. Pedro penetrara no mist\u00e9rio trinit\u00e1rio, mostrando a comunh\u00e3o entre o Pai e o Filho. Confessar Cristo na sua messianidade era j\u00e1 um ato maravilhoso de f\u00e9, extremamente profundo, importante e decisivo para os que nele cressem. Entretanto, Pedro foi al\u00e9m sendo o primeiro a confessar publicamente junto da comunidade dos disc\u00edpulos a raz\u00e3o de ser da divindade de Jesus. A f\u00e9 dos ap\u00f3stolos e dos crist\u00e3os seria como que um eco da vibrante proclama\u00e7\u00e3o petrina. Como se l\u00ea inclusive na primeira Carta de S\u00e3o Jo\u00e3o, o qual deixou claro: \u201cN\u00f3s vimos e atestamos que o Pai enviou o Filho, Salvador do mundo. Quem confessar que Jesus \u00e9 o Filho de Deus, Deus est\u00e1 nele e ele em Deus\u201d (1 Jo 4, 14-16). Eis a\u00ed uma repercuss\u00e3o do primeiro momento em que Cristo pela boca de Pedro foi reconhecido autenticamente, verdadeiramente e publicamente como a Segunda Pessoa da Sant\u00edssima Trindade. Atrav\u00e9s dos tempos tal a miss\u00e3o do seguidor de Cristo anunci\u00e1-lo, imitando-o em tudo. As palavras de Jesus foram claras: \u201cAprendei de mim que sou manso e humilde de cora\u00e7\u00e3o\u201d. N\u00e3o se trata de realizar grandes coisas, not\u00e1veis projetos, mas, sim, de demonstrar uma vida que reflete o Mestre divino. \u00c9 que o crist\u00e3o faz de maneira extraordin\u00e1ria as tarefas ordin\u00e1rias da sua exist\u00eancia. Eis a\u00ed a originalidade do disc\u00edpulo de Cristo que n\u00e3o o leva a singularizar em nada no modo de se vestir, de se alimentar, nos seus gestos ou maneira de falar. Tudo, por\u00e9m, evocando a cada ato o modo de ser do Mestre divino. Ent\u00e3o o verdadeiro disc\u00edpulo de Cristo n\u00e3o desanima diante de suas fraquezas e nem se preocupa com proezas espirituais. N\u00e3o pensa em ser um her\u00f3i. Sabe, contudo, discernir quais s\u00e3o os lugares que precisam de seus esfor\u00e7os, de sua mensagem verbal ou n\u00e3o verbal, de sua pressen\u00e7a amiga. \u00c9 no cerne das pr\u00f3prias ambiguidades e debilidades que se h\u00e1 de revelar como \u00e9 bom servir o Senhor.\u00a0 O essencial \u00e9 que Cristo, o Filho de Deus, esteja continuamente presente, enfronhando todas as a\u00e7\u00f5es. Nisto que \u00e9 que consiste a total consagra\u00e7\u00e3o a Ele. O crist\u00e3o pode estar ocupado no trabalho, no estudo, no lazer, mas o fundo de seu esp\u00edrito, o \u00edntimo de seu cora\u00e7\u00e3o est\u00e3o sedimentados no Mestre divino. Deste modo, as dificuldades da trajet\u00f3ria nesta terra s\u00e3o vencidas, dado que em todas as ocasi\u00f5es a gra\u00e7a redentora do Filho de Deus ilumina, sustenta, clarifica. Assim, nada acontece a quem \u00e9 lhe fiel, inteiramente dedicado \u00e0 gl\u00f3ria divina e o mundo pode reconhecer que Jesus \u00e9 verdadeiramente o Filho de Deus. Eis a tarefa de todo batizado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ato de f\u00e9 de S\u00e3o Pedro foi uma resposta \u00e0 interroga\u00e7\u00e3o de Jesus: \u201cQuem sou eu\u201d? (Mt 16,13-20). Com uma firmeza impressionante o Ap\u00f3stolo responde: \u201cTu \u00e9s o Messias, o Filho do Deus vivo\u201d. Nem Herodes, nem Caif\u00e1s, nem os doutores da Lei reconheceriam assim a Cristo. 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