{"id":3619,"date":"2023-12-06T00:00:00","date_gmt":"2023-12-06T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-nicolau\/"},"modified":"2023-01-02T17:37:57","modified_gmt":"2023-01-02T20:37:57","slug":"sao-nicolau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-nicolau\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Nicolau"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nicolau \u00e9 tamb\u00e9m conhecido por S\u00e3o Nicolau de Mira e de Bari. Venerado, amado e muito querido por todos os crist\u00e3os do Ocidente e do Oriente. Sem d\u00favida alguma, \u00e9 o santo mais popular da Igreja. Ele \u00e9 padroeiro da R\u00fassia, de Moscou, da Gr\u00e9cia, de Lorena, na Fran\u00e7a, de Mira, na Turquia, e de Bari, na It\u00e1lia, das crian\u00e7as, das mo\u00e7as solteiras, dos marinheiros, dos cativos e dos lojistas. Por tudo isso os dados de sua vida se misturam \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es seculares do cristianismo.<\/p>\n<p>Filho de nobres, Nicolau nasceu na cidade de Patara, na \u00c1sia Menor, na metade do s\u00e9culo III, provavelmente no ano 250. Foi consagrado bispo de Mira, atual Turquia, quando ainda era muito jovem e desenvolveu seu apostolado tamb\u00e9m na Palestina e no Egito. Mais tarde, durante as persegui\u00e7\u00f5es do imperador Diocleciano, foi aprisionado at\u00e9 a \u00e9poca em que foi decretado o Edito de Constantino, sendo finalmente libertado. Segundo alguns historiadores, o bispo Nicolau esteve presente no primeiro Conc\u00edlio, em Nic\u00e9ia, no ano 325.<\/p>\n<p>Foi venerado como santo ainda em vida, tal era a fama de taumaturgo que gozava entre o povo crist\u00e3o da \u00c1sia. Morreu no dia 6 de dezembro de 326, em Mira. Imediatamente, o local da sepultura se tornou meta de intensa peregrina\u00e7\u00e3o. O seu culto se difundiu antes na \u00c1sia, e o local do seu t\u00famulo, fora da \u00e1rea central de Mira, se tornou meta de peregrina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O documento mais antigo sobre ele foi escrito por Met\u00f3dio, bispo de Constantinopla, que em 842 relatou todos os milagres atribu\u00eddos a s\u00e3o Nicolau de Mira. Depois, mais de sete s\u00e9culos passados da sua morte, &#8220;Nicolau de Mira&#8221; se tornou &#8220;Nicolau de Bari&#8221;. Em 1087, a cidade de Bari, em Puglia, na It\u00e1lia, sofria a subjuga\u00e7\u00e3o dos normandos. E Mira j\u00e1 estava sob dom\u00ednio dos turcos mu\u00e7ulmanos. Setenta marinheiros italianos desembarcaram nessa cidade e se apoderaram das suas rel\u00edquias mortais, transferindo-as para Bari. O corpo de s\u00e3o Nicolau foi acolhido, triunfalmente, pela popula\u00e7\u00e3o de Bari, que o elegeu seu padroeiro celestial. E ele n\u00e3o decepcionou: por sua intercess\u00e3o os prod\u00edgios e milagres ocorriam com grande freq\u00fc\u00eancia. Seu culto se propagou em toda a Europa. Ent\u00e3o, a sua festa, no dia 6 de dezembro, foi confirmada pela Igreja.<\/p>\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o diz que os pais de Nicolau eram nobres, muito ricos e extremamente religiosos. Que era uma crian\u00e7a com inclina\u00e7\u00e3o \u00e0 virtuosidade espiritual, pois nas quartas e nas sextas-feiras rejeitava o leite materno, ou seja, j\u00e1 praticava jejum volunt\u00e1rio. Quando jovem, desprezava os divertimentos e vaidades, preferindo freq\u00fcentar a igreja. Costumava fazer doa\u00e7\u00f5es an\u00f4nimas em moedas de ouro, roupas e comida \u00e0s vi\u00favas e aos pobres. Dizem que Nicolau colocava os presentes das crian\u00e7as em sacos e os jogava dentro das chamin\u00e9s \u00e0 noite, para serem encontrados por elas pela manh\u00e3. Dessa tradi\u00e7\u00e3o veio a sua fama de amigo das crian\u00e7as. Mais tarde, ele foi inclu\u00eddo nos rituais natalinos no dia 25 de dezembro, ligando Nicolau ao nascimento do Menino Jesus.<\/p>\n<p>Mais tarde, quando j\u00e1 era bispo, um pai, n\u00e3o tendo o dinheiro para constituir o dote de suas tr\u00eas filhas e poder bem cas\u00e1-las, havia decidido mand\u00e1-las \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o. Nicolau tomou conhecimento dessa inten\u00e7\u00e3o, encheu tr\u00eas saquinhos com moedas de ouro, o dote de cada uma das jovens, para salvar-lhes a pureza. Durante tr\u00eas noites seguidas, foi \u00e0 porta da casa daquele pai, onde deixava o dote para uma delas. Existem muitas tradi\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m lendas populares que se criaram em torno deste santo, t\u00e3o singelo e singular.<\/p>\n<p>A sua figura bondosa e caridosa, s\u00edmbolo da fraternidade crist\u00e3, mant\u00e9m-se viva e impressa na mem\u00f3ria de toda a cristandade. Agora, tamb\u00e9m na da humanidade toda, porque perpetuada atrav\u00e9s dos comerciantes nas vestes de Papai Noel nos pa\u00edses latinos, de Nikolaus na Alemanha e de Santa Claus nos pa\u00edses anglo-sax\u00f5es. Mesmo sob falsas vestes, s\u00e3o Nicolau nos exemplifica e recorda o seu grande amor \u00e0s crian\u00e7as e aos pobres e a alegria em poder servi-los em nome de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Nicolau, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nicolau \u00e9 tamb\u00e9m conhecido por S\u00e3o Nicolau de Mira e de Bari. Venerado, amado e muito querido por todos os crist\u00e3os do Ocidente e do Oriente. Sem d\u00favida alguma, \u00e9 o santo mais popular da Igreja. 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