{"id":36177,"date":"2017-08-23T00:00:09","date_gmt":"2017-08-23T03:00:09","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=36177"},"modified":"2017-11-27T14:12:57","modified_gmt":"2017-11-27T16:12:57","slug":"refugiados-arcebispo-de-tanger-alerta-para-cenario-de-morte-que-marca-a-regiao-subsaariana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/refugiados-arcebispo-de-tanger-alerta-para-cenario-de-morte-que-marca-a-regiao-subsaariana\/","title":{"rendered":"Refugiados: Arcebispo de T\u00e2nger alerta para cen\u00e1rio de morte que marca a regi\u00e3o subsaariana"},"content":{"rendered":"<table class=\"contentpaneopen\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\">\u00abNo deserto morre muita gente, mas n\u00e3o parece que a Europa fique muito afetada com isso\u00bb, lamenta D. Santiago Agrelo<\/p>\n<p>F\u00e1tima, 23 ago 2017 (Ecclesia) &#8211; O arbispo de T\u00e2nger, em Marrocos, diz que a sociedade europeia precisa urgentemente de tomar maior \u201cconsci\u00eancia\u201d acerca das repercuss\u00f5es da crise de refugiados, sublinhando que manter as pessoas \u201cfora das fronteiras\u201d n\u00e3o pode ser solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>D. Santiago Agrelo, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA em F\u00e1tima, d\u00e1 como exemplo uma realidade bem pr\u00f3xima de si, com a qual tem lidado todos os dias na sua miss\u00e3o, a dos migrantes e refugiados subsaarianos que atravessam o deserto em busca de uma entrada na Europa.<\/p>\n<p>\u201cNo deserto morre muita gente, e n\u00e3o se fala nem dos perigos, nem das humilha\u00e7\u00f5es, nem das mortes que os migrantes sofrem na travessia do deserto. A Europa sabe que se passa com os emigrantes e refugiados no Mediterr\u00e2neo, sabe o que se passa com os emigrantes e refugiados no Estreito de Gibraltar, mas n\u00e3o parece que fiquem muitos afetados com isso\u201d, lamenta aquele respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Para o arcebispo espanhol, que est\u00e1 em miss\u00e3o na Arquidiocese de T\u00e2nger h\u00e1 10 anos, real\u00e7a o desespero que marca hoje a vida de muitas pessoas.<\/p>\n<p>\u201cMesmo que entrem de forma legal num pa\u00eds, depressa passam \u00e0 ilegalidade. A\u00ed multiplicam-se os problemas, no acesso a alojamento, a alimenta\u00e7\u00e3o, a vestu\u00e1rio, s\u00e3o obst\u00e1culos que a maior parte dos europeus n\u00e3o imaginam porque n\u00e3o passaram por eles\u201d, aponta aquele respons\u00e1vel, que vai ainda mais longe.<\/p>\n<p>\u201cA ilegalidade n\u00e3o escorre nas veias dos refugiados. As na\u00e7\u00f5es euroepeias \u00e9 que os levam \u00e0 ilegalidade, quando n\u00e3o lhes deixam nenhuma alternativa de buscar o futuro, futuro esse que t\u00eam todo o direito do mundo a buscar, onde lhes pare\u00e7a melhor. \u00c9 um direito reconhecido por todas as na\u00e7\u00f5es que assinaram a Carta dos Direitos Fundamentais do Homem, entre eles est\u00e1 o direito a emigrar, est\u00e1 o direito \u00e0 integridade f\u00edsica, direitos que se violam constantemente\u201d, salienta.<\/p>\n<p>D. Santiago Agrelo est\u00e1 em Portugal a participar como orador na assembleia europeia das Servas Mission\u00e1rias do Esp\u00edrito Santo, que est\u00e1 a decorrer em F\u00e1tima, na Casa do Verbo Divino.<\/p>\n<p>Em cima da mesa tem estado a quest\u00e3o dos migrantes e refugiados, com que a congrega\u00e7\u00e3o tem lidado em v\u00e1rios pa\u00edses da Europa, e inclusivamente \u201ccome\u00e7ou agora um novo projeto na Gr\u00e9cia\u201d, revelou a irm\u00e3 Maria Jos\u00e9 Rebelo.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s estamos nos cinco continentes e a nossa zona da Europa tomou a decis\u00e3o de come\u00e7armos uma miss\u00e3o em movimento na Gr\u00e9cia. Estaremos al\u00ed enquanto for necess\u00e1rio servir os refugiados. Poder partilhar este grito que vem dos mais pobres, n\u00e3o s\u00f3 servindo, estando e aprendendo e deixando-nos converter por essas pessoas, pelas suas necessidades, mas tamb\u00e9m para ser uma voz de defesa destas pessoas\u201d, concretizou aquela respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Para o arcebispo de T\u00e2nger, um dos primeiros passos para vencer o desafio desta crise de refugiados \u00e9 ganhar a batalha da \u201cinformac\u00e3o\u201d, quer nos media quer depois na garantia de que \u201cos migrantes e refugiados tenham acesso a \u201cinformac\u00e3o \u00fatil para resolverem a sua situac\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEm torno das fronteiras de Ceuta e Melilla, em Marrocos, um dos problemas que denuncio frequentemente \u00e9 a opacidade informativa que ali impera, s\u00f3 sai c\u00e1 para fora o que \u00e9 dito pelas autoridades, e quer se queira quer n\u00e3o essa informa\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre uma imforma\u00e7\u00e3o parcial\u201d, salienta.<\/p>\n<p>Por outro lado, estas pessoas \u201cprecisam tamb\u00e9m urgentemente de ser respeitadas\u201d e isso passa em primeiro lugar por uma mudan\u00e7a de linguagem.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 a mesma coisa dizer ilegal ou migrante, n\u00e3o \u00e9 o mesmo dizer salta-fronteiras ou um pobre que quer passar a fronteira, mesmo que seja obrigado a faz\u00ea-lo de forma ilegal\u201d, aponta D. Santiago Agrelo, que no que toca ao trabalho da Igreja Cat\u00f3lica, frisa que tem de passar sobretudo pela \u201cperce\u00e7\u00e3o das necessidades das pessoas e trabalhar para ajudar a ultrapassar os problemas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cRespostas pol\u00edticas cabem aos pol\u00edticos, e neste momento eles n\u00e3o est\u00e3o a d\u00e1-las, n\u00e3o vemos respostas pol\u00edticas para esta crise, eles est\u00e3o simplesmente a ignorar o problema e a tentar manter os pobres fora das suas fronteiras\u201d, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Ecclesia<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<div><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abNo deserto morre muita gente, mas n\u00e3o parece que a Europa fique muito afetada com isso\u00bb, lamenta D. 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