{"id":36021,"date":"2017-11-17T07:57:42","date_gmt":"2017-11-17T09:57:42","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=36021"},"modified":"2017-11-27T10:57:38","modified_gmt":"2017-11-27T12:57:38","slug":"papa-doente-nunca-deve-ser-abandonado-eutanasia-e-sempre-ilicita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-doente-nunca-deve-ser-abandonado-eutanasia-e-sempre-ilicita\/","title":{"rendered":"Papa: doente nunca deve ser abandonado, eutan\u00e1sia \u00e9 sempre il\u00edcita"},"content":{"rendered":"<p>A rela\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 o lugar em que nos \u00e9 pedido amor e proximidade, mais do que qualquer outra coisa, reconhecendo o limite que nos une a todos&#8221; &#8211; AP<\/p>\n<p>Cidade do Vaticano (RV) \u2013 Com a consci\u00eancia dos sucessos alcan\u00e7ados pela medicina no campo terap\u00eautico e do quanto \u201cas interven\u00e7\u00f5es no corpo humano tornam-se sempre mais eficazes, mas nem sempre resolutivas\u201d, o Papa Francisco destaca a necessidade de \u201cum suplemento de sabedoria, porque hoje \u00e9 mais insidiosa a tenta\u00e7\u00e3o de insistir com tratamentos que produzem efeitos poderosos sobre o corpo, mas sem visar o bem integral da pessoa\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/media02.radiovaticana.va\/audio\/audio2\/mp3\/00602887.mp3\">Clique aqui para ouvir:<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na carta endere\u00e7ada a Dom Vincenzo Paglia e aos participantes do Encontro Regional Europeu da World Medical Association, e citando a Declara\u00e7\u00e3o sobre a eutan\u00e1sia de 5 de maio de 1980, o Santo Padre recorda o quanto seja \u201cmoralmente l\u00edcito renunciar \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de meios terap\u00eauticos, ou suspend\u00ea-los, quando o seu emprego n\u00e3o corresponde \u00e0quele crit\u00e9rio \u00e9tico e humanista que ser\u00e1 mais tarde ap\u00f3s definido \u201cproporcionalidade dos tratamentos\u201d.<\/p>\n<p>Uma escolha \u2013 prossegue o Papa \u2013 que assume responsavelmente o limite da condi\u00e7\u00e3o humana mortal, no momento em que reconhece n\u00e3o mais poder contrast\u00e1-lo\u201d, \u201csem abrir justificativas \u00e0 supress\u00e3o do viver\u201d.<\/p>\n<p>Uma a\u00e7\u00e3o, portanto, \u201cque tem um significado \u00e9tico completamente diferente da eutan\u00e1sia, que permanece sempre il\u00edcita, enquanto se prop\u00f5e interromper a vida, buscando a morte\u201d.<\/p>\n<p>Para um atento discernimento \u2013 explica de fato Francisco \u2013 tr\u00eas s\u00e3o os aspectos a serem considerados:<\/p>\n<p>\u201cO objeto moral, as circunst\u00e2ncias e as inten\u00e7\u00f5es dos sujeitos envolvidos. A dimens\u00e3o pessoal e relacional da vida \u2013 e do pr\u00f3prio morrer, que \u00e9 sempre um momento extremo do viver \u2013 deve ter, no cuidado e no acompanhamento do doente, um espa\u00e7o adequado \u00e0 dignidade de ser humano.<\/p>\n<p>Neste percurso \u2013 sublinha Francisco \u2013 \u201ca pessoa doente assume o papel principal. Diz isto com clareza o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica: \u201cAs decis\u00f5es devem ser tomadas pelo paciente, se tem para isto a compet\u00eancia e a capacidade\u201d. \u00c9 antes de tudo ele que tem t\u00edtulo, obviamente em di\u00e1logo com os m\u00e9dicos, de avaliar os tratamentos que lhe s\u00e3o propostos e julgar a sua efetiva proporcionalidade na situa\u00e7\u00e3o concreta, tornando desej\u00e1vel renunciar a eles se tal proporcionalidade fosse reconhecida como ausente\u201d.<\/p>\n<p>O Papa n\u00e3o esconde a dificuldade da avalia\u00e7\u00e3o, sobretudo se consideradas as m\u00faltiplas media\u00e7\u00f5es\u201d \u00e0s quais \u00e9 chamado o m\u00e9dico: \u201cexigidas pelo contexto tecnol\u00f3gico e organizativo\u201d.<\/p>\n<p>Outra preocupa\u00e7\u00e3o do Pont\u00edfice \u00e9 a desigualdade terap\u00eautica \u201cpresente tamb\u00e9m dentro dos pa\u00edses mais ricos, onde o acesso aos tratamentos corre o risco de depender mais da disponibilidade econ\u00f4mica das pessoas do que das efetivas exig\u00eancias de tratamentos\u201d.<\/p>\n<p>Disto, a necessidade de ter \u201cem absoluta evid\u00eancia o mandamento supremo da proximidade respons\u00e1vel\u201d com \u201co imperativo categ\u00f3rico\u201d \u201cde nunca abandonar o doente\u201d, porque \u2013 explica ainda Francisco \u2013 a rela\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 o lugar em que nos \u00e9 pedido amor e proximidade, mais do que qualquer outra coisa, reconhecendo o limite que nos une a todos e justamente nisto tornando-nos solid\u00e1rios. Cada um d\u00ea amor na forma que lhe \u00e9 pr\u00f3pria (\u2026), mas que o d\u00ea!\u201d.<\/p>\n<p>Neste contexto de amor, com a consci\u00eancia de que n\u00e3o se pode sempre garantir a cura e n\u00e3o se deve voltar inutilmente contra a morte, \u201cse movimenta a medicina paliativa\u201d que \u201cassume uma grande import\u00e2ncia tamb\u00e9m no plano cultural, empenhando-se em combater tudo aquilo que torna o morrer mais angustiante e sofrido, ou seja, a dor e a solid\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O Santo Padre n\u00e3o deixa de dirigir a aten\u00e7\u00e3o aos mais vulner\u00e1veis \u201cque n\u00e3o podem fazer valer sozinhos os pr\u00f3prios interesses\u201d e, sem esquecer \u201ca diversidade das vis\u00f5es de mundo, das convic\u00e7\u00f5es \u00e9ticas e das perten\u00e7as religiosas, em um clima de rec\u00edproca escuta e acolhida\u201d, sublinhando que \u201co Estado n\u00e3o pode renunciar a tutelar todos os sujeitos envolvidos, defendendo a fundamental igualdade pela qual cada um \u00e9 reconhecido pelo direito, como ser humano que vive com os outros em sociedade\u201d.<\/p>\n<p>Eis porque \u2013 conclui Francisco \u2013 \u201ctamb\u00e9m a legisla\u00e7\u00e3o no campo m\u00e9dico e sanit\u00e1rio exige\u201d um \u201colhar abrangente\u201d para que se promova \u201co bem comum nas situa\u00e7\u00f5es concretas\u201d e \u201cem vista do bem de todos\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A rela\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 o lugar em que nos \u00e9 pedido amor e proximidade, mais do que qualquer outra coisa, reconhecendo o limite que nos une a todos&#8221; &#8211; AP Cidade do Vaticano (RV) \u2013 Com a consci\u00eancia dos sucessos alcan\u00e7ados pela medicina no campo terap\u00eautico e do quanto \u201cas interven\u00e7\u00f5es no corpo humano tornam-se sempre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36022,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-36021","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36021","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36021"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36021\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36023,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36021\/revisions\/36023"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36022"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36021"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36021"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36021"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}