{"id":35592,"date":"2017-10-25T08:19:48","date_gmt":"2017-10-25T10:19:48","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=35592"},"modified":"2017-11-24T10:47:16","modified_gmt":"2017-11-24T12:47:16","slug":"nenhum-produto-a-base-de-maconha-cura-doencas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/nenhum-produto-a-base-de-maconha-cura-doencas\/","title":{"rendered":"\u201cNenhum produto \u00e0 base de maconha cura doen\u00e7as\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Em meio \u00e0 controv\u00e9rsia sobre a recente aprova\u00e7\u00e3o do \u201cuso medicinal\u201d da cannabis no Congresso do Peru, um especialista advertiu que \u201cnenhum produto \u00e0 base de maconha cura doen\u00e7as\u201d.<\/p>\n<p>Entrevistado pelo jornal peruano \u2018El Comercio\u2019, Alfonso Zavaleta, m\u00e9dico e doutor em Farm\u00e1cia pela Universidade peruana Cayetano Heredia, advertiu que a maconha n\u00e3o cura, mas \u201c\u00e9 usada para aliviar os sintomas\u201d.<\/p>\n<p>Em 19 de outubro, por 66 votos a favor e 4 contra, com 3 absten\u00e7\u00f5es, o Plen\u00e1rio do Congresso do Peru aprovou a \u201cLei que regula o uso medicinal e terap\u00eautico da cannabis e seus derivados\u201d.<\/p>\n<p>Segundo um comunicado de imprensa do Congresso, \u201ca iniciativa legislativa beneficiar\u00e1 os pacientes com c\u00e2ncer, epilepsia, Parkinson, entre outras doen\u00e7as\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a congressista Gloria Montenegro, uma das principais impulsionadoras da lei, esta norma beneficiar\u00e1 \u201cmilhares de pacientes, pois a medicina \u00e0 base de cannabis \u00e9 uma alternativa para aliviar os seus sofrimentos\u201d.<\/p>\n<p>O Dr. Zavaleta, tamb\u00e9m membro da Academia Nacional de Medicina do Peru, explicou que a planta de cannabis, tamb\u00e9m conhecida como maconha, \u201ctem dois elementos ativos principais, o tetraidrocanabinol (THC), considerado um analg\u00e9sico leve, e o cannabidiol (CBD), que funciona como um relaxante muscular\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEntretanto, o THC causa depend\u00eancia; quanto mais quantidade, causa mais depend\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>O Dr. Zavaleta explicou que, como uso recreativo, a maconha \u00e9 \u201cfumada\u201d, no caso \u201cmedicinal\u201d, h\u00e1 \u201cextratos de plantas que s\u00e3o processados ??em laborat\u00f3rio farmac\u00eautico, a fim de obter um produto com elementos equilibrados que n\u00e3o geram intoxica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTem v\u00e1rias apresenta\u00e7\u00f5es, como vaporizadores, \u00f3leo, comprimidos, cremes ou adesivos\u201d, disse.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico peruano precisou que \u201cem nenhum pa\u00eds do mundo\u201d est\u00e1 autorizado o uso do \u00f3leo de maconha para tratar convuls\u00f5es. Este mecanismo, indicou, \u201cest\u00e1 em uma fase experimental\u201d.<\/p>\n<p>\u201cExistem cerca de 400 tipos de convuls\u00f5es. O \u00f3leo demostrou ser efetivo para as convuls\u00f5es provocadas pelas s\u00edndromes de Lennox-Gastaut e Dravet. Essas condi\u00e7\u00f5es raras fazem com que a crian\u00e7a tenha de 60 a 80 convuls\u00f5es por dia\u201d.<\/p>\n<p>Entretanto, acrescentou, \u201cn\u00e3o pode ser usado qualquer tipo de \u00f3leo. Este \u00e9 retirado de uma planta da maconha que n\u00e3o produz THC, mas tem uma grande quantidade de CBD\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEssas s\u00e3o variedades muito raras, n\u00e3o s\u00e3o as que as pessoas normalmente fumam, s\u00e3o cultivadas especialmente para tratar este tipo de convuls\u00f5es\u201d, assinalou.<\/p>\n<p>A maconha, acrescentou o especialista, \u201cn\u00e3o serve para o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata, a dem\u00eancia ou a AIDS\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPor exemplo, no caso do glaucoma, a evid\u00eancia \u00e9 muito baixa\u201d, disse e acrescentou que \u201ch\u00e1 um conjunto de condi\u00e7\u00f5es que est\u00e1 sendo investigado e, \u00e0 medida que tiverem mais informa\u00e7\u00f5es, aumentar\u00e1 o n\u00famero de doen\u00e7as para o uso\u201d.<\/p>\n<p>O Dr. Zavaleta destacou que \u201ceste \u00f3leo de maconha n\u00e3o durar\u00e1 eficazmente mais de dois anos\u201d, pois \u201cas pessoas ter\u00e3o que aumentar a dose; primeiramente uma gota por dia, logo depois duas, tr\u00eas, quatro, dez, vinte, quarenta, etc.\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQuando chegar esse momento, as pessoas ter\u00e3o que voltar a usar os anticonvulsivos, que n\u00e3o s\u00e3o eficazes para todos os casos\u201d, assinalou.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico peruano tamb\u00e9m advertiu sobre \u201cpreparar um \u00f3leo de maconha com elementos caseiros, que n\u00e3o s\u00e3o farmac\u00eauticos, porque estes poderiam ter componentes t\u00f3xicos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, usar a maconha de maneira recreativa pode ser prejudicial, devido ao seu alto n\u00edvel de THC, que pode afetar o desenvolvimento cerebral das crian\u00e7as\u201d, assinalou.<\/p>\n<p>Entrevistado em fevereiro deste ano, o Dr. Lenin De Janon Quevedo, m\u00e9dico pesquisador do Instituto de Bio\u00e9tica da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica da Argentina (UCA), assinalou que \u201ca cannabis medicinal deve passar por todos os controles rigorosos que qualquer outro tipo de medicamento. N\u00e3o deve estar isento desses controles\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNeste debate, por tr\u00e1s dos indiv\u00edduos que sofrem estas doen\u00e7as est\u00e3o pessoas que promovem o livre consumo da maconha. Mas n\u00e3o s\u00f3 o livre consumo, porque, de fato, o consumo \u00e9 praticamente liberado e n\u00e3o penalizado, mas a livre produ\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o da maconha\u201d, assinalou.<\/p>\n<p>Para o Dr. De Janon Quevedo, \u201co debate deve amadurecer\u201d e n\u00e3o deve deixar de considerar os testemunhos, basear-se \u201cem dados objetivos, os mais objetivos poss\u00edveis\u201d.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia governamental Administra\u00e7\u00e3o de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos adverte em seu site que at\u00e9 agora \u201ca maconha n\u00e3o foi aprovada como um rem\u00e9dio seguro e eficaz para algum diagn\u00f3stico\u201d e adverte que \u201crem\u00e9dios n\u00e3o comprovados podem ter consequ\u00eancias desconhecidas\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com o Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos, a FDA \u201crequer estudos cuidadosamente realizados (ensaios cl\u00ednicos) em centenas de milhares de seres humanos para determinar os benef\u00edcios e riscos de uma poss\u00edvel medica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 agora, os pesquisadores n\u00e3o realizaram suficientes ensaios cl\u00ednicos em grande escala que demostrem que os benef\u00edcios da planta de maconha (&#8230;) superem os seus riscos em pacientes que devem receber tratamentos\u201d, indica o organismo norte-americano.<\/p>\n<p>De acordo com os Centros para o Controle de Doen\u00e7as (CDC) dos Estados Unidos, \u201ccerca de 1 a cada 10 usu\u00e1rios de maconha se tornar\u00e1 dependente. Para as pessoas que come\u00e7am a consumi-la antes dos 18 anos, esse n\u00famero cresce de 1 a 6 usu\u00e1rios\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Acidigital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio \u00e0 controv\u00e9rsia sobre a recente aprova\u00e7\u00e3o do \u201cuso medicinal\u201d da cannabis no Congresso do Peru, um especialista advertiu que \u201cnenhum produto \u00e0 base de maconha cura doen\u00e7as\u201d. 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