{"id":35368,"date":"2017-10-17T14:23:53","date_gmt":"2017-10-17T16:23:53","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=35368"},"modified":"2017-11-23T14:28:38","modified_gmt":"2017-11-23T16:28:38","slug":"cpt-critica-novo-decreto-de-combate-ao-trabalho-escravo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/cpt-critica-novo-decreto-de-combate-ao-trabalho-escravo\/","title":{"rendered":"CPT critica novo decreto de combate ao trabalho escravo"},"content":{"rendered":"<p>Bras\u00edlia (RV) &#8211; A Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), entidade ligada \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica engajada no combate ao trabalho escravo e aos conflitos no campo, criticou a portaria divulgada pelo governo segunda-feira (16\/10), com novas regras para o combate \u00e0 escravid\u00e3o contempor\u00e2nea. Segundo a CPT, a norma &#8220;acaba&#8221; com o livre exerc\u00edcio do Estado na fiscaliza\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o desse tipo de crime.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, o decreto modifica a defini\u00e7\u00e3o de trabalho escravo e deixa nas m\u00e3os do ministro a inclus\u00e3o de empresas na chamada &#8220;lista suja&#8221;, que engloba aqueles que desrespeitam os direitos trabalhistas.<\/p>\n<p>Segundo o texto, publicado no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, apenas poder\u00e1 ser considerada escravid\u00e3o a submiss\u00e3o do trabalhador sob amea\u00e7a de castigo, a proibi\u00e7\u00e3o de transporte obrigando ao isolamento geogr\u00e1fico, a vigil\u00e2ncia armada para manter o trabalhador no local de trabalho e a reten\u00e7\u00e3o de documentos pessoais.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Pastoral da Terra lamenta as mudan\u00e7as em conceitos ligados \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o do trabalho escravo, como a que vincula a jornada exaustiva e o trabalho degradante ao impedimento de locomo\u00e7\u00e3o do trabalhador.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) manifestou &#8220;preocupa\u00e7\u00e3o&#8221; pelas mudan\u00e7as em torno da defini\u00e7\u00e3o e da fiscaliza\u00e7\u00e3o contra o trabalho escravo no Brasil, informou Ant\u00f4nio Rosa, representante da entidade em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil, a partir de hoje, deixa de ser refer\u00eancia no combate \u00e0 escravid\u00e3o que estava sendo na comunidade internacional&#8221;, disse Rosa, que \u00e9 coordenador do Programa de Combate ao Trabalho Escravo da OIT no pa\u00eds. O decreto estabelece um conceito &#8220;condicionado \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de liberdade, e n\u00e3o \u00e9 assim no mundo, a escravid\u00e3o moderna n\u00e3o \u00e9 caracterizada assim&#8221;, lamentou.<\/p>\n<p>Em Nota P\u00fablica, a CPT, atrav\u00e9s de sua Campanha de Preven\u00e7\u00e3o e Combate ao Trabalho Escravo, e a Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral Especial de Enfrentamento ao Tr\u00e1fico Humano da CNBB, se manifestam sobre a Portaria do Minist\u00e9rio do Trabalho que &#8220;numa s\u00f3 canetada, elimina os principais entraves ao livre exerc\u00edcio do trabalho escravo tais quais estabelecidos por leis, normas e portarias anteriores&#8221;.<\/p>\n<p>Confira a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cptnacional.org.br\/publicacoes-2\/destaque\/4068-nota-publica-nova-portaria-do-ministro-do-trabalho-acaba-com-trabalho-escravo\">\u00edntegra da nota<\/a>, publicada em 16 de outubro de 2017.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bras\u00edlia (RV) &#8211; A Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), entidade ligada \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica engajada no combate ao trabalho escravo e aos conflitos no campo, criticou a portaria divulgada pelo governo segunda-feira (16\/10), com novas regras para o combate \u00e0 escravid\u00e3o contempor\u00e2nea. 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